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Especialista diz que eleitor deve ajudar na fiscalização de abusos

Alberto Luis Rollo recomenda aplicativo disponibilizado pelo TSE para encaminhar ao MP denúncias de irregularidades cometidas por políticos

Evaldo Novelini
28/08/2024 | 22:49
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FOTO: Denis Maciel/DGABC

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O advogado Alberto Luis Rollo disse que são os cidadãos, e não os políticos, os protagonistas da campanha que vai desaguar na escolha de prefeito e vereadores em outubro. O especialista em direito eleitoral sustentou que a população deve participar ativamente do processo, estudando as propostas dos concorrentes e denunciando eventuais abusos na disputa pelo voto.

Rollo recomendou o Pardal, aplicativo gratuito disponibilizado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que permite o envio de denúncias de irregularidades cometidas por candidatos ou coligações na campanha em curso. “Qualquer eleitor, qualquer cidadão, pode fazer”, disse o advogado em entrevista à jornalista Mariana Gutierrez no podcast Política em Cena, exibido na noite desta quarta-feira nas plataformas digitais do Diário.

O app mencionado por Rollo, disponível gratuitamente nas lojas de dispositivos móveis Android e Apple, encaminha as demandas ao Ministério Público Eleitoral para apuração. Podem ser denunciados compra de votos, uso da máquina pública e outros crimes.

É possível fazer queixas anônimas, mas não desacompanhada de provas. “Não é fofoca”, ressalvou o especialista, que, no entanto, não vê dificuldades para o eleitor colher evidências de possíveis ilegalidades cometidas pelos candidatos com a tecnologia disponível. “Qualquer celular, hoje, faz um vídeo”, citou Rollo.

Durante a conversa com a jornalista, ele também lembrou que a maior parte dos eleitores cobra obrigações dos concorrentes aos cargos majoritários e proporcionais, mas se esquece de suas próprias responsabilidades e atribuições no processo.

“A obrigação do eleitor é estudar em quem vai votar, porque depois a gente reclama – e é normal a gente reclamar: esse presidente não é bom, esse presidente é melhor que o outro, o outro era melhor que esse...”, ilustrou Rollo. O advogado disse que escolher direito os candidatos, com fundamentação, confere ainda mais legitimidade aos cidadãos nas futuras reivindicações.

“A obrigação da Prefeitura é olhar o asfalto da minha rua; a guia; a sarjeta; a boca-de-lobo, para ver se não está entupida e não ter enchentes; as creches; o posto de saúde; o transporte coletivo. É obrigação do prefeito cuidar. Tudo isso a gente vai cobrar depois do prefeito. Então, agora, quando a gente vai votar, é nossa obrigação escolher o melhor possível, aquele que a gente acredita”, orientou o advogado.

Pesquisar o passado dos concorrentes, sejam eles políticos tradicionais ou novatos, auxilia na hora da escolha. “A internet, hoje, tem todas as informações. Mas cuidado com fake news. Aquela pessoa é idônea? Tem passado idôneo? Nunca foi político, mas foi um bom empresário, foi uma boa médica ou uma boa administradora? Então merece a minha confiança. É obrigação do eleitor conferir, pesquisar e não votar em qualquer um. E o direito? Cobrar! Depois, cobrar. Se o prefeito não está trabalhando, cobrar. Olha, a minha rua, a guia da sarjeta... O posto de saúde não tem remédio. O poder é do eleitor. Nós temos o poder de colocar as pessoas lá.”

A entrevista completa de Alberto Luis Rollo ao Política em Cena está disponível nas plataformas digitais do Diário.




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