Alberto Luis Rollo recomenda aplicativo disponibilizado pelo TSE para encaminhar ao MP denúncias de irregularidades cometidas por políticos
ouça este conteúdo
|
readme
|
O advogado Alberto Luis Rollo disse que são os cidadãos, e não os políticos, os protagonistas da campanha que vai desaguar na escolha de prefeito e vereadores em outubro. O especialista em direito eleitoral sustentou que a população deve participar ativamente do processo, estudando as propostas dos concorrentes e denunciando eventuais abusos na disputa pelo voto.
Rollo recomendou o Pardal, aplicativo gratuito disponibilizado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que permite o envio de denúncias de irregularidades cometidas por candidatos ou coligações na campanha em curso. “Qualquer eleitor, qualquer cidadão, pode fazer”, disse o advogado em entrevista à jornalista Mariana Gutierrez no podcast Política em Cena, exibido na noite desta quarta-feira nas plataformas digitais do Diário.
O app mencionado por Rollo, disponível gratuitamente nas lojas de dispositivos móveis Android e Apple, encaminha as demandas ao Ministério Público Eleitoral para apuração. Podem ser denunciados compra de votos, uso da máquina pública e outros crimes.
É possível fazer queixas anônimas, mas não desacompanhada de provas. “Não é fofoca”, ressalvou o especialista, que, no entanto, não vê dificuldades para o eleitor colher evidências de possíveis ilegalidades cometidas pelos candidatos com a tecnologia disponível. “Qualquer celular, hoje, faz um vídeo”, citou Rollo.
Durante a conversa com a jornalista, ele também lembrou que a maior parte dos eleitores cobra obrigações dos concorrentes aos cargos majoritários e proporcionais, mas se esquece de suas próprias responsabilidades e atribuições no processo.
“A obrigação do eleitor é estudar em quem vai votar, porque depois a gente reclama – e é normal a gente reclamar: esse presidente não é bom, esse presidente é melhor que o outro, o outro era melhor que esse...”, ilustrou Rollo. O advogado disse que escolher direito os candidatos, com fundamentação, confere ainda mais legitimidade aos cidadãos nas futuras reivindicações.
“A obrigação da Prefeitura é olhar o asfalto da minha rua; a guia; a sarjeta; a boca-de-lobo, para ver se não está entupida e não ter enchentes; as creches; o posto de saúde; o transporte coletivo. É obrigação do prefeito cuidar. Tudo isso a gente vai cobrar depois do prefeito. Então, agora, quando a gente vai votar, é nossa obrigação escolher o melhor possível, aquele que a gente acredita”, orientou o advogado.
Pesquisar o passado dos concorrentes, sejam eles políticos tradicionais ou novatos, auxilia na hora da escolha. “A internet, hoje, tem todas as informações. Mas cuidado com fake news. Aquela pessoa é idônea? Tem passado idôneo? Nunca foi político, mas foi um bom empresário, foi uma boa médica ou uma boa administradora? Então merece a minha confiança. É obrigação do eleitor conferir, pesquisar e não votar em qualquer um. E o direito? Cobrar! Depois, cobrar. Se o prefeito não está trabalhando, cobrar. Olha, a minha rua, a guia da sarjeta... O posto de saúde não tem remédio. O poder é do eleitor. Nós temos o poder de colocar as pessoas lá.”
A entrevista completa de Alberto Luis Rollo ao Política em Cena está disponível nas plataformas digitais do Diário.
Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.