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Partido da Mulher na região soma 66,6% de candidatos homens

Das 96 candidaturas registradas pelo PMB para a eleição deste ano, 64 são masculinas e 32, femininas; legenda disputará somente o Legislativo

Artur Rodrigues
21/08/2024 | 09:50
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FOTO: Claudinei Plaza/DGABC

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O PMB (Partido da Mulher Brasileira) terá apenas 33,3% de candidatas mulheres para a eleição deste ano no Grande ABC. Das 96 candidaturas registradas pela sigla – que só terá concorrentes às Câmaras -, 32 são femininas e 64, masculinas. Os dados foram levantados pelo Diário por meio do sistema DivulgaCand, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). 

O partido terá candidatos em cinco das sete cidades da região - Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra são as únicas sem representantes da legenda na corrida eleitoral. Em todas, o número de mulheres é inferior ao de homens. A cidade com mais candidaturas é São Bernardo, com um total de 29. Destas, dez são mulheres e 19, homens. Em Santo André, há 23 nomes na disputa por uma vaga no Legislativo, dos quais 16 são homens e sete, mulheres. Em Diadema e Mauá, as candidaturas femininas são metade das masculinas. Na primeira, o PMB registrou sete mulheres e 14 homens; para o Legislativo mauaense, são seis mulheres e 12 homens. 

A menor diferença está em São Caetano, em que pese o fato de o município ter o menor número de candidatos do PMB entre as cidades da região com representantes da sigla na disputa. A legenda lançou apenas cinco nomes à Câmara são-caetanense, dos quais dois são femininos e três, masculinos. 

Apesar da diferença entre candidaturas femininas e masculinas, a legenda diz em seu site que “foi criado por Suêd Haidar em 2008 com o propósito de garantir maior representação das mulheres no Congresso e na sociedade, buscando promover mudanças progressistas no Brasil”. Ao Diário, o presidente estadual do PMB, Carlos Borges, disse que “encontra muita dificuldade para inserir a mulher na política”. 

Embora não tenha eleito nenhum vereador no pleito de 2020, o PMB conta hoje com dois representantes no Legislativo do Grande ABC. Henrique Kabeça e Dr. Manoel, ambos de São Bernardo, migraram para a sigla durante a janela partidária deste ano. Eles foram eleitos, em 2020, por PSDB e Cidadania, respectivamente. 

LEGISLAÇÃO 

A primeira política afirmativa para candidaturas femininas data de 1995, quando foi aprovada a reserva de 20% das candidaturas para mulheres, mas sem a obrigação de essas vagas serem de fato preenchidas. Atualmente, ao menos 30% das candidaturas dos partidos têm de ser de mulheres. Assim, para cada três homens lançados, é necessária uma mulher candidata. Se o partido não respeitar a proporcionalidade, toda a chapa pode ser indeferida. 

Na região, o PMB está perto da exigência mínima em todas as cidades com candidatos. Em São Bernardo, as mulheres são 34,4%; em Santo André, 30,4%; em São Caetano, 40%; e em Diadema e Mauá, 33,3%. 

De acordo com dados do TSE, atualizados em julho, 52% do eleitoral brasileiro é composto por mulheres. No Grande ABC, o voto feminino também é maioria, com 1,142 milhão de mulheres aptas às votações de outubro, o que representa 53,2% do eleitorado. 




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