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A decisão dos vereadores de São Bernardo de autorizar a venda de mais quatro terrenos públicos, na longa sessão desta quarta-feira, sem o devido esclarecimento sobre a localização exata das áreas envolvidas, é um sinal preocupante do rumo que a administração municipal está tomando. O projeto, encaminhado de forma apressada e em regime de urgência pelo prefeito Orlando Morando (PSDB), não apresentou os endereços completos dos imóveis, o que levanta sérias questões sobre a transparência das ações do governo. Tal omissão compromete o princípio de clareza que deveria nortear decisões que impactam o patrimônio da cidade. As circustâncias da aprovação também são desconhecidas.
É inaceitável que os representantes da sociedade aprovem medida de tamanha relevância sem o conhecimento pleno das áreas que estão sendo alienadas. A falta de informações detalhadas sobre os terrenos vendidos impede que a população compreenda as possíveis consequências dessa política de desmonte do patrimônio público patrocinada por Morando. Além disso, essa postura de submissão por parte do Legislativo, ao acatar projeto sem a devida análise, enfraquece a confiança dos cidadãos na capacidade dos vereadores de exercerem seu papel fiscalizador. A gestão de São Bernardo precisa ser pautada pela responsabilidade e pela transparência em todas as suas ações.
A venda de terrenos públicos, decisão que pode impactar diretamente o futuro da cidade, não pode ser realizada de maneira tão negligente. É fundamental que tanto a administração quanto o Legislativo estejam comprometidos em fornecer todas as informações necessárias, permitindo que a população avalie e compreenda as decisões que afetam o patrimônio coletivo. Por fim, é preciso se atentar a um detalhe: o fato de os vereadores atenderem os interesses do prefeito na mesma sessão em que livraram Morando do processo de impeachment mostra que as divergências expostas na pré-campanha eleitoral talvez não sejam tão profundas quanto os grupos políticos queiram fazer crer ao eleitorado.
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