Segundo Nilson Bonome, pesou na decisão o desejo de replicar no município a aliança progressista que dá suporte ao PT no governo federal
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Bete Siraque (PT), candidata oposicionista à Prefeitura de Santo André, terá o apoio do PDT na campanha eleitoral, que começa no próximo dia 16. No início de julho, os pedetistas chegaram a anunciar o rompimento com a coalizão majoritária encabeçada pela petista por terem sido preteridos na escolha do postulante a vice, que acabou entregue ao professor universitário Bruno Daniel (Psol), mas repensaram a decisão e voltaram à coalização, formada também por PCdoB, PV e Rede.
“Após consulta aos diretórios estadual e nacional, o PDT de Santo André realizou sua convenção no sábado e decidiu que replicar na cidade o projeto que conduz o governo federal é o melhor caminho para o partido. Por isso, o PDT fará parte da campanha da Bete e, com sua vitória, participará do governo”, disse o ex-secretário andreense Nilson Bonome (PDT), acompanhado da candidata petista, em visita ao Diário. “Acreditamos que esse é o melhor projeto para a cidade”, prosseguiu.
“Depois desse episódio (anúncio de rompimento), eu e o Bonome tivemos uma série de conversas sobre o futuro de Santo André e a sobre coerência da construção de um projeto que mantivesse unido o campo progressista da cidade. Desse diálogo, o Bonome agora vem se somar à candidatura e a um projeto de governo progressista e mais voltado às pessoas, fortalecido pelo governo federal”, disse Bete Siraque.
A petista confirmou que, caso seja eleita, Bonome terá assento no primeiro escalão de seu governo. “Os partidos que compõem nosso time certamente estarão à frente de secretarias. Bonome é experiente, e é importante que a gente tenha pessoas com experiência em administração para nos ajudar a governar a cidade”, garantiu Bete, referindo-se ao fato de o pedetista ter sido secretário nas gestões do prefeito andreense Aidan Ravin (2009-2012) e são-caetanense Paulo Pinheiro (2013-2016).
Bete Siraque espera concluir até o fim deste mês seu plano de governo, que terá como base as sugestões colhidas na plataforma escutareconstruir.com.br. A escuta pública e as propostas formuladas nos grupos de trabalho temáticos darão origem a dois formatos: uma revista, que reunirá as principais ideias e será distribuída à população, e a um site, com conteúdo mais amplo.
Segundo a prefeiturável, as áreas de Saúde, segurança pública e zeladoria são as mais demandadas na plataforma. “A zeladoria ocorre em alguns bairros da cidade. Porém, quando você chega à periferia, existe uma outra Santo André, maltratada”, criticou Bete Siraque.
A candidata rebateu as críticas feitas pela direita ao PT segundo as quais o partido não tem políticas voltadas à segurança pública. “Essa é uma narrativa criada pela direita para desconstruir a esquerda. Nossa visão perpassa pela matricialidade e interlocução entre várias áreas. Tem, é claro, o combate ao crime organizado, que é papel das forças de segurança. Porém, paralelamente, o município pode desenvolver políticas de prevenção e investir em Educação de qualidade, de forma que tenham perspectivas de futuro. Há um arcabouço de ações, especialmente nas áreas sociais, que podem mudar essa realidade, a exemplo do que foi feito em Diadema”, afirmou a petista.
PESQUISA
Bete minimizou os resultados de recente levantamento Diário/Paraná Pesquisas (registrada no TSE sob código SP-04827/2024) que mostram o candidato governista Gilvan Junior (PSDB) na liderança, com 22,4% das intenções de voto (a petista soma 15,2%), e a aprovação de 79% à administração Paulo Serra (PSDB).
“O prefeito tem boa avaliação, mas as intenções de voto ao candidato dele estão em um patamar bem inferior. Se a transferência fosse automática, Gilvan estaria com 80% também”, disse.
Petista ironiza apoio do União a Leite: ‘Precisa decidir o que ele é’
A candidata do PT à Prefeitura de Santo André, Bete Siraque, ironizou o apoio do União Brasil recebido, na semana passada, por seu adversário, o vereador Eduardo Leite (PSB), na disputa pelo Paço. Os unionistas, junto com o PP, embarcaram na campanha do socialista depois de deixar a candidatura de Luiz Zacarias (PL) e indicaram a médica Fabiana Marangoni (União Brasil) como postulante a vice.
Questionada pela reportagem sobre se o campo progressista não estaria dividido na eleição em Santo André, Bete disse que Leite precisaria, inicialmente, decidir de que campo ele é. “O Eduardo precisa responder à pergunta sobre se é do campo progressista, porque se juntou ao União Brasil – que, apesar de estar no governo federal, sempre defendeu o (ex-presidente Jair) Bolsonaro e, depois, o senador Sérgio Moro (União Brasil-PR).”
“Eu sei de que campo sou: o progressista, que sempre defendeu a democracia. Quem deve dar conta dessa junção do Eduardo é ele”, disse.
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