Foram contabilizadas 141 ocorrências do tipo no primeiro semestre, contra 127 no ano passado
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A cada 30 horas, uma queimada é registrada às margens das rodovias do Grande ABC. Segundo levantamento realizado a pedido do Diário pelas concessionárias Ecovias, responsável pelo SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes), e SPMar, que cuida dos trechos Sul e Leste do Rodoanel Mario Covas, além do DER (Departamento de Estradas de Rodagem), que gere a Rodovia Índio Tibiriçá, foram contabilizadas 141 ocorrências do tipo na região no primeiro semestre, número que é 11% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando houve 127 focos.
No primeiro semestre de 2023, o DER não registrou incêndios na Rodovia Índio Tibiriçá em trechos do Grande ABC. Em 2024, houve registro de dois focos de incêndios na via que passa por Ribeirão Pires. No SAI, principal caminho em direção ao Litoral, houve queda de 49% nas ocorrências, de 89 para 45, na Via Anchieta e na Rodovia dos Imigrantes – ambas cortam São Bernardo, e a segunda passa também por Diadema.
A situação mais crítica na região foi a registrada nos trechos Sul e Leste do Rodoanel Mário Covas, vias que passam por quatro cidades: Santo André, São Bernardo, Mauá e Ribeirão Pires. Nos seis primeiros meses desse ano, o Rodoanel registrou um total de 94 queimadas em trechos nesses municípios. O número é 147% maior que o total do ano passado, quando, no mesmo período, os trechos da região acumularam 38 focos de incêndio.
A fumaça emitida nas proximidades da faixa de rolamento aumenta o risco de acidentes devido à falta de visibilidade. Segundo a SPMar, a combinação de tempo seco e crime ambiental aumentam as chances de incêndio, e o cenário futuro ainda é negativo, já que a seca se manterá até setembro, possibilitando um crescimento ainda maior dos casos de queimadas.
“O que mais chama a atenção nas crescentes ocorrências de incêndios é que na maior parte dos casos eles são causados pelo homem, ao jogar bituca de cigarro, soltar balões ou limpar terreno com fogo. Ações que, além de crimes ambientais, possuem alto risco de causar um acidente na via, uma vez que a fumaça prejudica a visão dos motoristas e o calor afugenta os animais, que podem correr para a pista”, afirma Alessandro Chioatto, coordenador Sócio Ambiental da concessionária SPMar.
CUIDADO
Segundo a SPMar, como o primeiro impacto da fumaça é na visibilidade, é essencial que o motorista evite distrações ao volante, como uso de celular, e mantenha atenção total no percurso, como enfatiza Andrew Aquino, gerente de operações da concessionária. “Tenha foco total na direção. Ao se deparar com algo que fuja ao padrão de visibilidade, diminua a velocidade, acenda o farol baixo, mantenha uma distância segura dos demais veículos e evite ultrapassagens e freadas bruscas.”
No caso de o motorista encontrar uma cortina de fumaça espessa na rodovia, antes de atravessá-la, ele deve checar sua extensão e, caso não haja visibilidade, precisa encostar o veículo.
A Ecovias destaca como precauções para prevenir acidentes: fechar as janelas do veículo, manter uma distância segura do veículo à frente, trafegar com o farol baixo aceso, não usar o pisca alerta enquanto o automóvel estiver em movimento e não parar na faixa de rolamento. Além disso, deve-se informar os órgãos competentes sobre o ocorrido.
O DER orienta para que os usuários evitem jogar bitucas de cigarros nas laterais da pista. Por se tratar de regiões urbanizadas, também pede aos moradores para que não acendam fogo na mata perto das residências, pois a queimada e a fumaça poderão atingir a faixa de domínio da rodovia.
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