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Dupla que vendia baterias furtadas de torre da TIM é presa

Operação em Diadema encontrou R$ 500 mil em acumuladores de energia; crime afetava fornecimento de serviço na região, diz polícia

Eduardo Vieira da Costa
01/08/2024 | 20:16
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FOTO: Divulgação

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Por meio da Operação Volts, policiais civis da Divisão de Crimes Cibernéticos do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) conseguiram desarticular um esquema criminoso de venda ilegal de baterias utilizadas em torres de transmissão de operadoras de telecomunicação. Dois homens, Willian Brum Martins, 37 anos, e Wellington Dutra de Figueiredo, 43, foram presos em Diadema acusados de receptação de produtos furtados.

De acordo com a polícia, as baterias eram de uso exclusivo de uma empresa de telecomunicação – a TIM Brasil é citada no boletim de ocorrência. Os acumuladores de energia, responsáveis por manter em funcionamento as torres de transmissão, foram avaliados pelas autoridades policiais em cerca de R$ 500 mil. Segundo uma nota divulgada pela SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo), foram encontradas 88 unidades destes acumuladores de energia com os suspeitos.

O furto dos equipamentos impactava no corte do serviço ou na má qualidade do sinal, segundo a polícia. Questionada pelo Diário, a TIM disse que “não comentará o caso”.

MARKETPLACE

Os agentes da Divisão de Crimes Cibernéticos descobriram um anúncio no marketplace da rede social Facebook em que Wellington vendia baterias, aparentando ser as mesmas usadas em torres de transmissão.

Conforme consta no boletim de ocorrência, após contato, o vendedor informou que o preço de uma bateria seria de R$ 4.500 – ou R$ 15.000 por um pacote com quatro unidades, que ele poderia inclusive “parcelar em até seis vezes no cartão de crédito”. Wellington informou então aos agentes que o endereço para retirada seria na Vila Nogueira, em Diadema.

ADEGA

Os policiais foram ao local combinado na quarta-feira (31), onde foram atendidos por Willian, que afirmou que o pagamento poderia ser feito por meio da máquina de cartões do estabelecimento comercial que funciona no endereço, uma adega.

Logo após Willian exibir as peças de baterias que estavam na garagem do comércio, os agentes se apresentaram como policiais e deram voz de prisão em flagrante ao homem. Na delegacia, ele indicou aos policiais a residência de Wellington, no bairro Mata Virgem, também em Diadema.

Na edícula do imóvel, foram localizados diversos outros itens, “aparentemente também produtos de crime”, diz o boletim.

O caso foi registrado na 3ª Delegacia de Polícia sobre violação de dispositivos eletrônicos e redes de dados, na cidade de São Paulo. Os suspeitos foram autuados por receptação qualificada. As apurações vão prosseguir agora para identificar e prender os responsáveis pelo furto das baterias.




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