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Em rota de colisão com seu partido, o ex-pré-candidato ao Paço de São Bernardo Rafael Demarchi não poupou críticas ao Novo, que selou aliança com o União Brasil, da pré-candidata Flávia Morando, sobrinha de Orlando Morando (PSDB), atual chefe do Executivo. “Nunca imaginei que o Novo pudesse apoiar alguém patrocinado por uma gestão investigada por várias irregularidades, com pedido de impeachment sobre o prefeito e indiciamento da Polícia Federal”, atacou.
Na semana passada, o ex-vereador abortou o projeto de concorrer à Prefeitura, após, segundo ele, a executiva partidária articular com o grupo governista sem anuência dos correligionários. “O presidente municipal agiu de forma totalitária, sem consultar as bases e por baixo dos panos”, afirmou ao Diário.
O partido Novo oficializou, após votação por unanimidade na segunda-feira, apoio e aliança à pré-candidatura de Flávia. “Imensa honra contar com esse time forte do partido”, disse ela, cujo arco de alianças conta também com Republicanos e PRD.
A movimentação, de acordo com Demarchi, demonstra que o partido só traz uma nova proposta no discurso, mas na prática a realidade é outra.
“Quando me filiei acreditava que o Novo efetivamente praticaria aquilo que defende nos discursos, mas vejo que é mais uma falácia, mais uma face da velha política, disfarçada de novidade para tentar enganar pessoas bem-intencionadas”, discorreu. “Eu me manterei longe da hipocrisia política travestida de falsa moralidade.”
Demarchi demonstrou contrariedade ao “tudo pelo poder” na coalização formada por Novo e União Brasil. “Fui vendido”, reclamou o ex-pré-candidato, que ainda não anunciou como vai se posicionar nas eleições de outubro.
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