Parecer do TCE em desfavor do ex-prefeito foi aprovado por 13 votos a 10
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O deputado estadual Atila Jacomussi (União Brasil) sofreu novo revés na Câmara de Mauá e pode ficar inelegível. Os vereadores, em turno único, aprovaram parecer do TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) que rejeitou a contabilidade apresentada pelo ex-prefeito e pré-candidato ao Paço no exercício de 2020. A votação foi apertada. Dos 23 parlamentares, 13 votaram em desfavor de Atila e outros dez votaram favoravelmente ao parlamentar. Para derrubar o parecer seriam necessários 16 votos.
Esta é quarta vez que Atila Jacomussi tem as contas rejeitadas, ou seja, em todos os anos de mandato, de 2017 a 2020, os balancetes apresentados tiverem apontamentos de técnicos do órgão fiscalizador do Estado avalizados de forma política pelos vereadores.
Com a decisão tomada pela Câmara que mantém a rejeição, o parecer volta ao TCE-SP e também será encaminhado à Justiça Eleitoral, que poderá deixar Atila Jacomussi inelegível. Dessa forma, o parlamentar não poderia concorrer a qualquer cargo eletivo no pleito de outubro.
A presidente da Comissão de Finanças, Orçamento, Obras, Serviços Públicos, Defesa do Consumidor e Desenvolvimento Econômico, vereadora Cida Maia (PT), explicou que a votação teve caráter técnico, deixando de lado as colorações partidárias. “Acredito que o parecer apresentou elementos importantes sobre o desequilíbrio financeiro causado no exercício de 2020”, declarou ao Diário.
A aliada do prefeito Marcelo Oliveira (PT), pré-candidato à reeleição, evitou entrar em polêmicas sobre a possibilidade de inelegibilidade do principal oponente ao grupo governista, mas acredita, caso ocorra, em uma mudança de cenário. “Se a lei conduzir à inelegibilidade, a questão política local apresentará um novo cenário”, posicionou-se Cida Maia.
O ex-prefeito Atila Jacomussi foi procurado para se manifestar em relação à rejeição das contas e possível inelegibilidade, mas até o fechamento desta edição não respondeu aos pedidos de entrevista do Diário.
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