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1º de Maio vira arena
para duelo de Tigres

Equipe do São Bernardo pega rival Criciúma na noite desta
terça no primeiro jogo pela segunda fase da Copa do Brasil


Thiago Postigo Silva
Do Diário do Grande ABC

07/05/2013 | 07:00


Quando o alto-falante do Estádio 1º de Maio tocar hoje (19h30) o hino do São Bernardo, que começa com "Tigre, Tigre, Tigre do ABC" e a torcida aurinegra levantar as faixas da mascote, o Criciúma talvez se sinta em casa. Tudo porque o time catarinense e o clube do Grande ABC, que disputam a partida de ida da segunda fase da Copa do Brasil, têm as mesmas cores e símbolos.

Se não intimidar o rival, o Tigre do Grande ABC, porém, entra em campo menos pressionado, após escapar do rebaixamento no Paulista e eliminar o Paraná na primeira fase da competição nacional.

Aliás, quem entra com a responsabilidade da classificação é o adversário, que volta neste ano à Série A do Brasileiro e está com a vaga assegurada na decisão do Catarinense - se vencer hoje por dois gols ou mais de diferença, a equipe do Sul avança sem a necessidade do jogo de volta, no dia 15, em Criciúma.

"Nós tiramos um peso das costas que era escapar do rebaixamento no Paulista. Depois tivemos a estreia do clube em Copa do Brasil, contra o Paraná, e conseguimos a vaga. Assim, a equipe está mais tranquila agora", destacou o meia-atacante André Luiz.

No entanto, o técnico Wagner Lopes sabe que tranquilidade demais pode atrapalhar o grupo, caso o time inicie muito relaxado contra a forte equipe adversária. Inclusive, foi quando o São Bernardo mais estava pressionado que o bom futebol apareceu.

"Nosso ambiente é muito bom e a confiança, grande. Mas não podemos confundir arrogância com confiança. Entramos para fazer o nosso melhor e buscar a vitória a todo momento", assegurou o treinador.

Como de costume desde quando chegou, o comandante fechou os treinamentos ontem e não revelou os titulares. Mas, provavelmente, vai manter o time que começou contra o Paraná, no 4-4-2, com André Luiz ajudando o ataque - em relação ao elenco, as únicas baixas são os volantes Dudu e Glaydson, que já deixaram o Tigre e foram reservas em Curitiba. "Continuaremos ofensivos, sem deixar de nos preocupar com a parte defensiva", prometeu Wagner Lopes.

Do outro lado, o técnico Vadão não contará com os atacantes Fabinho e Lins e o meia Ivo, por lesões e problemas físicos. Assim, o treinador mudará o esquema do 4-4-3, que utilizou na vitória (1 a 0) sobre o Avaí, para o 4-4-2.

Tartá e Marcel permanecerão na frente, enquanto a armação será de responsabilidade de João Vitor e Élson.

O restante da equipe continua a mesma que vem atuando no Catarinense.

Confronto será especial para dois jogadores

As cores são as mesmas, a mascote, também. Porém, a história, não. Com apenas oito anos de fundação, o São Bernardo ainda está engatinhando no futebol nacional, enquanto o Criciúma, com 65 anos, coleciona vários títulos, entre eles um da Copa do Brasil, em 1991.

Por isso, dois jogadores sabem que o São Bernardo não terá vida fácil no Estádio 1º de Maio: o lateral-esquerdo Gleidson e o meia Kleber.

O ala foi revelado pelo Tigre catarinense, pelo qual jogou por cinco temporadas, entre 2003 e 2007. Já o meia passou bem menos tempo no Criciúma, apenas seis meses em 2012, mas o suficiente para ganhar a afeição do torcedor ao ser o destaque do time que angariou o acesso à elite do Brasileiro. "Tenho carinho grande por eles e sei que a torcida gosta muito de mim. Foi um tempo especial", ressaltou o meia.

Gleidson elogiou o rival. "O clube é bem estruturado, subiu no Brasileiro e está na final do Catarinense", recordou o lateral. "Se não fizermos o resultado em casa, ficará difícil reverter na casa deles (no Estádio Heriberto Hulse). Mas creio na força do São Bernardo", frisou o jogador.

Depois que saiu do Criciúma, o lateral nunca venceu o ex-time, mas lembra de outro ponto a favor. "Foi um empate e uma derrota. Porém, já eliminei pelo São Bernardo o Paraná (outro clube na carreira do atleta). Espero repetir a base", brincou.

FUTURO

Curiosamente, ambos podem se despedir do São Bernardo justamente contra o Criciúma. Kleber pertence ao São Caetano e não permanecerá, enquanto Gleidson ainda não foi procurado pela diretoria do Tigre.

"Queria voltar ao Criciúma, mas as negociações esfriaram. Tenho outras opções também", disse Kleber. "Caso não fique no São Bernardo, tenho algumas coisas boas. Espero permanecer aqui por perto", explicou Gleidson.

Expectativa de público é menor do que no Paulista

A expectativa da diretoria do São Bernardo para o duelo de hoje é de 5.000 torcedores, número menor em comparação ao Paulista, quando o clube colocou no mínimo 9.000 pessoas por jogo. A diferença na arquibancada é decorrente de parcerias com as empresas, que aderem em menor número.

Os ingressos custam R$ 30 (R$ 15, meia-entrada) para arquibancada geral e R$ 50 (R$ 25, meia-entrada) para social. Nas bilheterias do 1º de Maio, os bilhetes começam a ser vendidos às 17h.

Os outros pontos de venda são na Digol Sports, Adega do Dino, A Esportiva, Carbon Up, A Elite Sport e Shape Brasil Suplementos. A comercialização nessas lojas deve ser encerrada por volta das 16h.

A diretoria também pediu aos torcedores que participem da campanha do agasalho do clube e doem peça de roupa antes do jogo.

 



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