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A primeira reunião do GAC em 2011

Grupo criado para discutir os impactos da crise, em 2009, agora deverá discutir formas de manter o desenvolvimento sustentável da economia


Cláudio Conz

10/02/2011 | 00:00


No dia 2 de fevereiro pude participar da primeira reunião do GAC (Grupo de Avanço da Competitividade) do governo da presidente Dilma Rousseff. O GAC, antigo Grupo de Acompanhamento da Crise, surgiu em 2009 para discutir os impactos da crise econômica mundial desencadeada nos Estados Unidos, em meados de 2008, sobre os principais setores da economia brasileira.

No entanto, o grupo agora deverá discutir formas de manter o desenvolvimento sustentável da economia, iniciado no governo anterior. Essa foi a prioridade colocada pelo ministro Mantega nesta primeira reunião. Agora, o grupo mudou de nome, e se chama Grupo de Avanço da Competitividade.

Estiveram presentes ao evento representantes de diversos setores da economia. Entre as figuras de destaque, estavam o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Fernando Pimentel, o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico) Luciano Coutinho, o presidente do BC (Banco Central) Alexandre Antonio Tombini, Carlos Alberto Barreto, secretário da Receita Federal, Jorge Gerdau, presidente do conselho de administração do Grupo Gerdau, entre outras personalidades.

O intuito do nosso grupo agora não é mais combater a crise, mas sim dar sustentação a uma agenda do crescimento sustentável.

Durante a reunião, o ministro nos apresentou relato de como o País enfrentou a crise financeira mundial, com forte ação anticíclica do governo, e os principais desafios da nova agenda de desenvolvimento para os próximos quatro anos.

O ministro ainda afirmou que o corte de gastos de custeio do setor público, após o esforço do governo nos últimos dois anos para manter a atividade produtiva no período da crise, abrirá espaço para novas desonerações e para a redução das taxas de juros.

Para aumentar a produtividade

Nós, empresários, levantamos alguns pontos durante o evento. Uma das principais questões abordadas foi a dificuldade brasileira de exportação, por conta de uma série de fatores.

A carga tributária brasileira extremamente pesada desfavorece a produtividade. O problema da falta de qualificação da mão de obra já está causando problemas em diversos setores. Também precisamos melhorar nossa logística, nossos portos e aeroportos. Isso sem contar a questão dos juros altíssimos em nosso País. Isso sem falar da crise cambial. Tudo isso acaba encarecendo nossos produtos em até 20%. Como então sermos competitivos? O ministro prometeu redução de gasto público, que segundo ele, posteriormente tem de resultar em redução de juros e também a manutenção dos investimentos.

E para manter o crescimento sustentável da economia nacional o ministro apontou três principais desafios: melhorar as contas externas, estimulando o aumento das exportações em ritmo maior do que as importações, enfrentando a guerra comercial e a desvalorização cambial; estimular a produção nacional, especialmente do setor de manufaturados, para evitar o risco da desindustrialização; e a qualificação de mão de obra.

Caminho certo

Algo bastante positivo apontado pelo ministro foi a sinalização da possibilidade de promover novas desonerações tributárias. Isso é fundamental para destravar a nossa economia.

A questão da desoneração do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para materiais de construção, a linha branca e os automóveis foi uma das armas da política econômica para barrar a crise financeira. Isso prova que este é um dos caminhos fundamentais a serem seguidos, pois pode trazer muitos benefícios à produção, ao consumo e, consequentemente, ao crescimento.

Enfim, foram apresentados os grandes desafios do novo governo no que diz respeito às medidas econômicas. Estamos todos ansiosos e dispostos a trabalhar em conjunto com o governo, para que o Brasil possa ir muito mais longe.

Este é o papel do GAC e é por isso que viemos trabalhando e continuaremos, com muito comprometimento, dedicação e algo que não pode ser esquecido: de maneira democrática. 



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