Fechar
Publicidade

Segunda-Feira, 15 de Agosto

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

politica@dgabc.com.br | 4435-8391

MEC: Comissão aprova convite para Torres explicar interferência em investigação



28/06/2022 | 15:36


A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara aprovou nesta terça-feira, 28, um convite para o ministro da Justiça, Anderson Torres, explicar as suspeitas de interferência do governo na operação da Polícia Federal que investiga a atuação do "gabinete paralelo" de pastores no Ministério da Educação (MEC) durante a gestão do ex-ministro Milton Ribeiro.

"Qualquer interferência numa investigação dessa magnitude deve ser apurada com rigor e identificados os responsáveis e os interesses que foram privilegiados, que certamente não se confundem com o interesse público e com a seriedade que se espera em situações da espécie", diz o requerimento, protocolado pelo deputado Bohn Gass (PT-RS) e assinado pelo líder do partido na Câmara, Reginaldo Lopes (MG).

Grampeado pela PF, Ribeiro disse à filha que recebeu ligação do presidente Jair Bolsonaro: "Ele acha que vão fazer uma busca e apreensão em casa", afirmou. O inquérito, que havia sido transferido para a Justiça Federal em Brasília depois que Ribeiro deixou o cargo em março e perdeu o foro privilegiado, foi enviado de volta ao Supremo Tribunal Federal (STF) diante das suspeitas de interferência de Bolsonaro.

Os deputados citam reportagem do jornal Folha de São Paulo, segundo a qual o delegado Bruno Calandrini, responsável pelos pedidos de prisão de Ribeiro e dos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, disse que não teve autonomia e independência investigativa na Operação Acesso Pago.

O ex-ministro da Educação foi preso na semana passada, no âmbito das investigações sobre o chamado "gabinete paralelo" de pastores no MEC, que controlavam a distribuição de verbas a prefeituras, mas foi solto após o desembargador do TRF-1 Ney Bello cassar a prisão preventiva. O escândalo, revelado pelo Estadão, levou à queda de Ribeiro do comando do MEC, em 28 de março. O esquema envolvia a compra de Bíblias em que apareciam fotos do ministro e até mesmo pedidos de pagamento de propina em ouro.

O pedido apresentado pelos deputados petistas era de convocação de Anderson Torres, mas foi transformado em convite após um acordo entre oposição e governistas. A data da audiência ainda não foi marcada.



Quer receber em primeira mão as notícias das sete cidades do Grande ABC?

Entre no nosso grupo de WhatsApp. 
Clique aqui.
 

Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;