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Ônibus 100% elétricos são fabricados há 8 anos por empresa da região

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Veículos circulam no corredor ABD e deixam de emitir, por mês, cerca de oito toneladas de gás carbônico; Grande ABC ainda conta com modelos híbridos


Thainá Lana
Do Diário do Grande ABC

27/05/2022 | 00:01


Há oito anos, a Eletra, empresa localizada em São Bernardo, fabrica os ônibus 100% elétricos que circulam no Grande ABC. Atualmente seis veículos da empresa de transporte Next Mobilidade atuam no corredor metropolitano ABD, que possui 33 quilômetros de extensão e liga o bairro de São Mateus, na Zona Leste ao Jabaquara, Zona Sul da Capital, atravessando três municípios da região: Santo André, São Bernardo e Diadema. Os veículos operam com bateria e cada unidade deixa de emitir mensalmente cerca de oito toneladas de gás carbônico – um dos principais responsáveis pelo efeito estufa.

Os ônibus elétricos tem autonomia para rodar por até 240 quilômetros de forma silenciosa, fator que colabora para diminuição da poluição sonora no tráfego. A frota de veículos para o transporte público na região conta ainda com 15 veículos híbridos, modelos que têm como fonte de energia tanto o motor a diesel como a bateria. Estes veículo, porém, tem autonomia de até 35 quilômetros quando utilizado de maneira elétrica e neste modo também possui emissão zero de gás carbônico.

De acordo com a plataforma SOS Mata Atlântica, que possui calculadora digital para computar as toneladas emitidas de (gás carbônico), juntos, os seis ônibus 100% elétricos que circulam na região deixam de emitir, mensalmente, cerca de 48 toneladas de gás carbônico. Caso fossem ônibus regulares, movidos a diesel, seria preciso plantar cerca de 2.860 mudas de árvores para compensar a emissão de gases causadores do efeito estufa – as árvores são responsáveis por absorverem esses gases.

O setor de mobilidade elétrica chegou na região antes da virada do século, em 1999, com os trólebus, que são veículos elétricos, mas que dependem da rede para circular. Os modelos mais novos possuem baterias, que garante autonomia de até 30 quilômetros. Atualmente 180 veículos deste tipo continuam em operação nos municípios da região.

Diretora comercial da Eletra, empresa responsável pelo desenvolvimento dos veículos elétricos, Iêda Maria Oliveira destaca que a mobilidade elétrica também impacta no dia a dia do passageiro. “Além da sustentabilidade, a tecnologia utilizada nos ônibus elétricos é percebida durante as viagens. O sistema de frenagem, por exemplo, é muito mais sutil que os veículos convencionais. Não tem aquela parada brusca, ele vai desacelerando aos poucos. Outro ponto importante é o ruído urbano, que é praticamente inexistente. Para as empresas de ônibus, os modelos elétricos são mais econômicos, tanto na manutenção quanto no tempo de vida útil”, declarou. A Eletra realiza ainda a conversão de veículos a diesel para elétrico, inclusive caminhões.

A previsão da empresa é que 94 ônibus elétricos deverão operar no BRT (sistema de ônibus de alta velocidade, na sigla em inglês), após sua inauguração que está prevista para ocorrer até 2023.



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