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Base de Tite manobra para evitar apurações sobre caso Uninove

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Ação de governistas para prolongar debates e desarticulação da própria oposição inviabilizam votação de requerimentos indigestos


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

05/10/2021 | 20:55


Atualizada às 22h

A base do governo do prefeito interino de São Caetano, Tite Campanella (Cidadania), manobrou na Câmara para evitar o avanço de investigações sobre o controverso acesso da Uninove (Universidade Nove de Julho) a vagas de estágios nos equipamentos públicos de saúde mantidos pelo SUS.

Na sessão desta terça-feira, ação de governistas e a falha na articulação da própria oposição inviabilizaram votações de requerimentos indigestos ao Palácio da Cerâmica, entre eles dois do oposicionista Américo Scucuglia (PTB) que questionariam a gestão interina e a universidade privada sobre o caso.

Scucuglia protocolou os requerimentos na semana passada. Pelo cronograma, a casa teria de colocá-los em votação na sessão desta terça, durante o chamado expediente, período reservado no início dos trabalhos para apreciação dessas proposituras. Ocorre que, pelo regimento interno do Legislativo, esse momento é limitado em uma hora. O prazo não foi suficiente para a discussão dos requerimentos sobre a Uninove, já que haviam outros requerimentos na fila e governistas delongaram os discursos.

A própria oposição, porém, contribuiu com o revés e se revelou desarticulada. Jander Lira (DEM) e Bruna Biondi (Psol), do mandato coletivo Mulheres por Mais Direitos, por exemplo, ficaram pelo menos metade do tempo num único tema – voto de congratulações aos moradores do antigo Edifício Di Thiene (leia mais na página 4 do caderno Setecidades).

O oposicionista César Oliva (PSD) reclamou e até que tentou estender as discussões por mais meia hora, mas o presidente da casa, Pio Mielo (PSDB), suspendeu a sessão por cinco minutos. Depois de os trabalhos ficarem parados por 30 minutos, a base governista derrubou a sugestão para esticar o expediente.

O Diário revelou no domingo indícios de conflitos de interesse no iminente ingresso da Uninove em São Caetano. O governo interino de Tite tem preparado terreno para dar espaço à universidade privada nas vagas de estágio em equipamentos de saúde do município, que atualmente são reservadas aos alunos de medicina da USCS (Universidade Municipal de São Caetano).

Para isso, o secretário municipal de Saúde, Danilo Sigolo Roberto, criou comissão interna para debater o controle dos treinamentos e cedeu dois assentos a representantes da Uninove. Entre os nomes da empresa está o da médica Camila Richieri Gomes, que é servidora da Saúde no município. Ou seja, ao mesmo tempo em que representa os interesses da Uninove – se apresenta como coordenadora do curso de medicina do campus Mauá – , ocupa função gratificada no governo, com salário de R$ 9.369,16 – é coordenadora da Usca (Unidade de Saúde da Criança e do Adolescente).

Para Scucuglia, a base governista agiu coordenadamente para estender os debates e evitar a votação dos requerimentos indigestos à gestão Tite. “O líder do governo (Gilberto Costa, Avante) consultou o presidente (Pio) na sessão sobre os requerimentos (que estavam pautados na sessão)”, criticou. Já Oliva viu requerimentos seus, como o que questiona a Secretaria de Desenvolvimento Econômico sobre programa de microcrédito a pequenos empreendedores, ficarem para a próxima sessão, que ocorre só daqui 14 dias em decorrência do feriado de Nossa Senhora Aparecida, na terça. Ele admitiu a falha no desempenho da oposição. “Hoje, sim”.



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