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Livinho estreou calando os críticos


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

21/09/2021 | 00:01


Aconteceu na sexta-feira uma situação diferente no Estádio Anacleto Campanella: a estreia de MC Livinho com a camisa do São Caetano. Uma década depois de disputar uma final de Libertadores e contar no plantel com atletas de Seleção Brasileira, o clube está de volta ao foco dos holofotes de maneira inusitada. Não me recordo outros artistas que foram a campo para uma partida profissional no futebol brasileiro após a fama. Ou seja, o fato entrou para a história. Isso não bastasse, o camisa 18 – que ainda por cima utilizou o número imortalizado por Adhemar em seus tempos áureos de Azulão – ficou 15 minutos em campo e teve atuação acima da média. Isso porque sofreu um pênalti, que determinou o empate por 1 a 1 com a Portuguesa e, no último lance, ainda teve oportunidade de virar o jogo, mas não conseguiu arrematar o cruzamento que veio da esquerda. Podem carecer a ele alguns fundamentos. Por outro lado, surpreendeu em outros, como a simpatia e simplicidade. Isso porque, assim que o árbitro encerrou a partida, o atacante de 26 anos, que é milionário e já comprou até jatinho particular, cumprimentou um a um cada jogador e integrante da comissão técnica, como um agradecimento pela confiança. E, minutos mais tarde, após o banho, regressou ao gramado para brincar com seu filho.

Torcedores rivais zombaram da contratação e caçoaram do clube, por preterir jovens que se dedicam desde as categorias de base e colocar em campo um cantor de funk. Ouvi de um crítico à vinda do artista, nas redes sociais, que foi “o maior vexame da história do São Caetano”. Inclusive alguns jogadores de outros clubes se manifestaram com frases irônicas sobre a estreia do artista. Porém, prefiro ir mais a fundo nessa oportunidade dada a Livinho, ainda que baseado em apenas pouco tempo em campo: além de salvar um ponto para o time neste primeiro jogo, atrevo-me a dizer que o retorno que ele já trouxe de mídia espontânea ao São Caetano é maior do que o que o Azulão teve na fraca campanha na Série A-1 do Paulista. Prova disso é o aumento orgânico no número de seguidores do Instagram oficial do clube, que ultrapassou 100 mil justamente no dia da estreia do cantor como atacante – ontem, já eram 103 mil. Sem contar que sua presença vem atraindo imprensa e curiosos – vide os quatro torcedores sobre uma árvore do lado de fora do estádio na sexta-feira, tentando acompanhar de alguma forma aquele momento emblemático.

Ontem à noite, enquanto eu escrevia essa coluna, Livinho abriu uma live (transmissão ao vivo) diretamente do hotel onde o Azulão estava concentrado para a partida de hoje, contra o Taubaté, em momento de descontração dos atletas. Nos primeiros minutos, quase 3.000 pessoas simultâneas acompanhavam e, consequentemente, o escudo da equipe do Grande ABC estava sendo exibido. Entre os comentários, torcedores de vários times “pediam” que o atacante fosse vestir camisa de seus clubes. Entre os que pude ver, haviam inclusive os de alguns grandes, como Flamengo e Internacional, entre outros, casos de Chapecoense e Cianorte-PR. 



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