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Fumagalli diz que não devolverá prédio da Câmara sem projeto

Nario Barbosa / DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Presidente cita respaldo para manter funcionamento no imóvel; prefeito de Rio Grande admite reavaliar decisão e quer conversar com a casa


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

04/09/2021 | 00:31


O presidente da Câmara de Rio Grande da Serra, Charles Fumagalli (PTB), avisou o governo do prefeito Claudinho da Geladeira (PSDB) que não irá devolver o prédio para o Executivo sem que um projeto de lei revogando a autorização de uso do espaço seja enviada e aprovada pela casa. O tucano admitiu reavaliar a decisão e salientou que quer conversar com a direção do Legislativo sobre o assunto.

Fumagalli encaminhou ontem ofício a Claudinho com resposta ao pedido do prefeito, que, no mês passado, foi pessoalmente à Câmara para pedir de volta a estrutura na Rua do Progresso, 251, Jardim Progresso. O local abrigaria o Creb (Centro de Referência de Educação Básica), mas, em 2019, na gestão do ex-prefeito Gabriel Maranhão (Cidadania), houve acordo para que os vereadores utilizassem o espaço por dez anos, uma vez que durante quatro décadas o Parlamento funcionou em escritório alugado em cima de uma farmácia na região central da cidade.

No documento, o petebista cita que a lei que ratificou o acordo de uso “em momento algum remete poderes para rescindir o termo de cessão a qualquer tempo, com uma simples notificação extrajudicial”. “Diante disso, com todas as vênias possíveis, informamos ao respeitável prefeito municipal, senhor Cláudio Manoel Melo, que, caso realmente seja a intenção de rescindir de forma antecipada a cessão de uso a titulo gratuito do espaço onde encontra-se instalada a Câmara e Rio Grande da Serra, que seja encaminhado um projeto de lei para apreciação e votação nesta casa de leis, tendo em vista que o pedido de rescisão foi sob alegação de interesse público, o mesmo motivo que foi alegado para conceder o espaço.”

A decisão de Claudinho em pedir de volta o prédio da Câmara aconteceu no auge da crise política entre o tucano e o grupo liderado pelo ex-prefeiturável Carlos Augusto César, o Cafu. O prefeito foi à sede do Legislativo a pé, juntamente com assessores, e transmitiu pelas redes sociais todos os passos dados. Durante vídeo, atacou a oposição, em especial o vereador Claudinho Monteiro (PTC), ex-presidente da casa e quem firmou o convênio com Maranhão. O prefeito e o parlamentar, inclusive, se encontraram em frente à Câmara. Monteiro não escondeu a irritação com o tucano.

Agora, porém, o clima é outro. Tanto que, segundo apurou o Diário, a Prefeitura de Rio Grande considera reavaliar a decisão de solicitar a desocupação do imóvel. No novo núcleo duro do governo reconhece que é possível estabelecer diálogo com os vereadores e buscar alternativas sobre o impasse. Há o entendimento de que a estrutura é bem localizada para acolher uma unidade escolar, mas já se fala em período de transição para construção de outra sede da casa, em terreno já pertencente ao Legislativo. Tanto que, passado o feriado de 7 de Setembro, há intenção de o governo se reunir com Fumagalli para debater uma saída. 



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