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Motor movido a bateria é um dos diferenciais do BRT

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Diário conheceu em Sorocaba veículos similares aos que devem rodar no Grande ABC a partir de 2023


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

19/05/2021 | 00:06


O BRT (sigla em inglês para ônibus de alta velocidade) que será construído no Grande ABC a partir de julho – deve ficar pronto em 2023 – promete viagens confortáveis e com interatividade, em ônibus articulados, entre outras funcionalidades. A convite da Prefeitura de São Bernardo, o Diário esteve ontem em Sorocaba, cidade no Interior do Estado a 150 quilômetros da região, para conhecer o sistema que está sendo implementado desde setembro do ano passado, com previsão de conclusão no primeiro semestre de 2022, para conhecer os veículos e as estações, que são semelhantes ao sistema que será construído e utilizado no Grande ABC.

Os 82 veículos articulados, movidos a energia elétrica, que vão interligar o Grande ABC à Capital serão dotados de baterias de tração de LFP (Lítio Ferro Fosfato), com alta capacidade de armazenamento energético e disponíveis para recargas lentas e recargas rápidas. As baterias poderão ser reabastecidas nos terminais, na garagem ou durante as viagens, com a energia gerada nas frenagens. De acordo com a assessoria de imprensa da Mercedes-Benz, montadora que tem experiência na fabricação de veículos usados em corredores de BRT (a escolha da montadora que vai fornecer os veículos fica a critério da empresa responsável pelas obras, a Metra, ao final do projeto), seria desnecessária a recarga em todas as paradas e a definição do plano de reabastecimento vai ocorrer junto com a finalização do projeto do sistema BRT. 


Ter fonte de energia elétrica é uma das principais modernidades do BRT-ABC em comparação com outros sistemas que já funcionam no Brasil. Também estão um passo à frente com relação aos trólebus que circulam no Corredor ABD e que são conectados à rede elétrica aérea, ficando sujeitos a falhas de fornecimento, rompimento de redes, entre outras interferências.

Os ônibus que hoje circulam em Sorocaba são bem parecidos aos que devem rodar no Grande ABC, sendo que a principal diferença é que na cidade do Interior os veículos são abastecidos com óleo combustível. Quanto à capacidade, a frota articulada de Sorocaba tem carros de 23 metros, que transportam até 176 passageiros, sendo 65 sentados e 111 em pé.

Ainda não há definição de qual será a capacidade dos veículos que vão circular no BRT-ABC. “Considerando que o projeto está na fase de finalização do design interno, buscando uma configuração arrojada e moderna, ainda não há um lay-out final definido. Com certeza seguirá todas as normas e diretrizes para um transporte moderno e seguro”, informou a Mercedes-Benz. Os veículos devem contar com sinal wi-fi, carregadores USB, ar-condicionado e monitores que informam a próxima parada e o tempo estimado para chegada no destino, além de contar com sinais sonoros com avisos sobre as próximas estações, como ocorre nas linhas de Metrô.

Outra vantagem prometida aos passageiros é a possibilidade de realizar o pagamento da tarifa antes do embarque, o que agiliza o fluxo de pessoas que sobem e descem dos coletivos. Em Sorocaba, existem três possibilidades para o pagamento da tarifa: compra dos bilhetes nos terminais, pagamento por meio de cartões eletrônicos (leia mais abaixo sobre a tarifa do BRT) ou pelo celular. Basta baixar um aplicativo e a compra das passagens é realizada com o cartão de crédito e o ingresso nos terminais e/ou paradas é feito com a leitura de um QR Code.

As 23 paradas ao longo dos 18 quilômetros de corredores serão fechadas e climatizadas, com alguns dos benefícios ofertados nos coletivos, como ar-condicionado, wi-fi, tomadas USB e painéis informativos com a previsão de chegada dos ônibus.

Tarifa do novo modal será a mesma do Corredor ABD

De acordo com o assessor da presidência da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) e responsável pelo comitê de gestão do BRT-ABC, Manoel Marcos Botelho, a tarifa cobrada no novo corredor será a mesma praticada nas linhas do Corredor ABD, que liga o bairro de São Mateus, na Zona Leste da Capital, com o Jabaquara, na Zona Sul, passando por Santo André, São Bernardo e Diadema. Atualmente, a tarifa é R$ 5,10, chegando a R$ 9,24 na integração com o transporte sobre trilhos, nos pagamentos com cartão BOM (Bilhete de Ônibus Metropolitano).

A EMTU é a gestora do contrato do BRT-ABC, que será construído por R$ 859 milhões pela empresa Metra – que já opera o Corredor ABD –, que vai administrar o sistema por 25 anos. Botelho destacou que serão assinados convênios com as prefeituras da região – Santo André, São Bernardo e São Caetano – e da Capital para que seja promovida racionalização das linhas municipais, bem como das linhas intermunicipais que circulam no Grande ABC, para que não haja sobreposição dos serviços. A ideia é que essas linhas abasteçam o BRT-ABC, que será um modal troncal.

Todas as obras de desapropriação, bem como as obras do viário, de paisagismo no entorno das estações e de engenharia de tráfego que se façam necessárias para a implementação do corredor ficarão a cargo da Metra, mediante autorização das administrações municipais.



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