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Garcia afaga caciques do PSDB e diz que vai se ‘submeter às regras’

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Com filiação ao tucanato, vice-governador de S.Paulo se coloca, pelas mãos de Doria, como potencial nome à sucessão no Estado em 2022


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

15/05/2021 | 00:41


O vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, selou ontem sua migração do DEM ao PSDB e fez logo no início do discurso aceno a lideranças históricas tucanas na tentativa de amenizar clima de embate interno no partido. Com o ato de filiação à nova sigla, realizado em hotel na Capital, o número dois do Palácio dos Bandeirantes se cacifa, pelas mãos do governador João Doria (PSDB), como potencial nome para encabeçar chapa tucana ao governo do Estado em 2022 no caso de Doria confirmar desistência da disputa à reeleição ao cargo e entrar no páreo pela Presidência da República.

Garcia estava filiado ao DEM havia 27 anos, legenda pela qual exerceu mandatos, além do posto atual, de deputado estadual e federal, mas sempre manteve relação próxima a caciques do PSDB, de quem estreitou ligações ao ocupar funções de secretário em três governos. “Não estou mudando de lado ou de território na política. Sinto que esteja fazendo migração, que se torna muito natural, até porque tenho muitos amigos (aqui). Continuo defendendo as liberdades individuais, gestão eficiente, antipopulismo, antinegacionismo”, disse ele, em entrevista coletiva.

O neotucano lembrou que começou a carreira política na época de Mário Covas, passou por elo com José Serra e afagou Geraldo Alckmin – todos ex-governadores pela sigla e o último quadro a quem pode enfrentar na concorrência estadual. Ele chega ao partido já com resistências, uma vez que, principalmente, o grupo de Alckmin defende sua presença na empreitada. O tucanato comanda o Estado desde 1995 em gestões consecutivas. O ato reuniu os presidentes nacional e estadual do PSDB, Bruno Araújo e Marco Vinholi, respectivamente, bem como o próprio Doria. Concentrou cerca de 100 pessoas na atividade, que foi híbrida entre presencial e virtual.

O PSDB estadual cogita a hipótese de prévias internas para decidir a candidatura, mas a disputa, se ocorrer, será realizada no começo do ano que vem – aliados de Alckmin sustentam alternativa que o ex-governador possa postular iniciativa por outra agremiação. Garcia evitou falar diretamente sobre processo eleitoral, só que admitiu que entra no jogo. “No momento oportuno, que não é agora, vamos discutir eleição, futuro e qual escalação o PSDB fará nesse time de grandes estrelas em São Paulo e no Brasil. Vou no momento certo, que é ano que vem, me submeter às regras que o partido estabelecer, que agora não estão colocadas”, afirmou.

Garcia defendeu que a prévia tucana em nível nacional ocorra neste ano. A previsão é que seja realizada em 17 de outubro. Doria e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, estão cotados na briga. “Acredito ser fundamental em momento de polarização escolher ainda em 2021, e possa ter tempo necessário para que o candidato exponha suas ideias”, emendou. Araújo confirmou chamamento e avisou que comissão tende a sacramentar situação até o fim deste mês. “Me parece que há tendência de confirmar prévia neste ano.” Doria apoiou a tese de disputa em outubro. “Sou defensor das prévias, aprendi a defender com Alckmin, o valor, importância e necessidade das prévias. Sou filho das prévias.”

A migração provocou atrito nos bastidores. Dirigente nacional do DEM, ACM Neto registrou, nas redes sociais, que Doria tem “postura desagregadora” que “reforça a percepção do seu despreparo para liderar um projeto nacional”. Aliado de Garcia e secretário executivo de Habitação no Estado, Fernando Marangoni (DEM) encarou a mudança do ex-correligionário “com naturalidade”. “Há sinergia de gestão, história do DEM com o PSDB, apoio irrestrito do governador. Pode disputar (eleição) no cargo. Vejo isso como processo até natural dentro da relação boa que sempre existiu entre Rodrigo, PSDB e o próprio Doria.” 



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