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CPI da OAS convoca delator de propinas em São Bernardo

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Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

28/04/2021 | 05:13


A CPI da OAS da Câmara de São Bernardo, resgatada pela base de sustentação do prefeito Orlando Morando (PSDB) neste ano após falta de avanços no ano passado, corre contra o tempo para apurar denúncias envolvendo a passagem da empreiteira pela Prefeitura, no governo do ex-prefeito Luiz Marinho (PT).

Na manhã de ontem, os integrantes do bloco – que tem validade por mais 45 dias – aprovaram a convocação do ex-superintendente administrativo da empreiteira José Ricardo Nogueira Breghirolli, que firmou acordo de delação premiada com o MPF (Ministério Público Federal) assegurando desvio na ordem de R$ 12 milhões em obras lideradas pela empresa junto à Prefeitura são-bernardense. A convocação é para segunda-feira, às 10h. Dos componentes, apenas Ana Nice Martins (PT) se absteve – o restante aprovou.

Em 2019, o jornal O Estado de S.Paulo revelou trechos da delação de Breghirolli, que garantiu ter repassado de R$ 200 mil a R$ 1 milhão para agentes públicos da cidade com objetivo de ter contratos públicos. A principal obra liderada pela OAS foi o Piscinão do Paço, localizado na região central da cidade, que demandou mais de R$ 350 milhões. Marinho, sempre que indagado sobre o assunto, argumenta que “nunca recebeu qualquer tipo de vantagem de empresas prestadoras de serviços no seu governo”. Ontem, Marinho não se posicionou sobre a decisão da CPI.

Relator da CPI, Julinho Fuzari (DEM) declarou que um dos objetivos dessa nova composição do bloco é poder resgatar o dinheiro que Breghirolli denunciou ter repassado para agentes públicos. “Este cidadão convocado para depor na CPI é o delator, ele quem disse que R$ 12 milhões foram pagos para políticos e pessoas do Poder Executivo de São Bernardo. Queremos ouvir dele quem são essas pessoas e quanto foi pago para essas pessoas. Neste momento difícil que abaixou a arrecadação, queremos de volta esse dinheiro tomado de forma irregular”, disse o democrata, cotado para concorrer a deputado federal no ano que vem.

Na semana passada, a CPI já havia avalizado pedido para que a Prefeitura repassasse a íntegra de todos os contratos entre o Executivo e a OAS. Seria o ponto de partida da apuração dos parlamentares.

A primeira composição da CPI da OAS foi montada em agosto do ano passado, tendo bispo João Batista (Republicanos) como presidente. Nenhum passo, entretanto, foi dado e a legislatura anterior chegou ao fim sem que nem um personagem da celeuma fosse ouvido. O bloco foi resgatado no começo deste ano, agora com Mauricio Cardozo (PSDB) como presidente. A validade da CPI é de seis meses, ou seja, termina em junho.  



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