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Acidente com ácido deixa feridos no Corredor ABD

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Enorme congestionamento se formou no local, que era um ecoponto e agora é um ferro velho


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

07/04/2021 | 17:42


Atualizado às 22h45

Um vazamento de ácido sulfúrico que estava armazenado de forma ilegal em Diadema resultou em cinco pessoas feridas, sendo três adultos, uma adolescente e uma criança, na tarde de hoje, no Corredor ABD. Quatro toneis de 100 litros do produto estavam armazenados há pelo menos dois meses onde funcionava o Ecoponto Naval, inaugurado em 2017 pelo ex-prefeito Lauro Michels (PV).

Uma mulher de 54 anos, com queimadura em globo ocular esquerdo, membros superiores e pescoço, foi levada ao HMD (Hospital Municipal de Diadema) pela equipe de Suporte Avançado de Vida; um homem de 46, com queimadura em coxa esquerda e glúteos, também levado ao HMD pela equipe de Suporte Avançado de Vida; e um homem com queimadura em braço e tronco, levado pelos Bombeiros para serviço particular na cidade de São Bernardo. As vítimas não tiveram suas identidades divulgadas.

Já a adolescente Letícia Soares Bezerra, 15, e pequena Alice Nunes, 3, foram levadas para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Rudge Ramos, em São Bernardo. Segundo relatos dos familiares das meninas, as duas estavam indo ao mercado quando foram atingidas pelo ácido. O material estava armazenado onde funcionava o Ecoponto Naval, inaugurado em 2017 pelo ex-prefeito Lauro Michels (PV). Ainda de acordo com relatos de moradores do entorno, o local onde estavam os produtos foi transformado em um ferro-velho particular e era administrado por moradores da comunidade. Os familiares das duas garotas ainda não tinham registrado boletim de ocorrência e providenciavam transferências para hospitais com atendimento especializado em queimados.

A Secretaria de Saúde de São Bernardo informou que as pacientes foram atendidas na UPA e estão estáveis. A criança de 3 anos foi transferida para o HPSC (Hospital Pronto Socorro Central) para prosseguimento do tratamento e a de 15 anos aguarda vaga a ser cedida pelo convênio da paciente.

A Prefeitura de Diadema afirmou que assim que tomou conhecimento do incidente mobilizou equipes de diversas secretarias para realizar o atendimento da ocorrência no local, onde funciona uma reciclagem que desde setembro de 2019 é administrado de maneira independente no formato de autogestão.

Sobre o local de onde teria vazado o ácido sulfúrico, a Prefeitura de Diadema informou que vem realizando estudos para retomar a administração do espaço desde o início do ano. O objetivo é transformar em um ecoponto municipal. “Atualmente, o lado externo do equipamento está sendo ponto de descarte de entulho e bagulho, trazendo transtorno à vizinhança local. Assim, a Secretaria de Meio Ambiente vem com proposta de reforma do equipamento com a ocupação de uma das baias com duas caçambas de acesso externo e com intervenções paisagísticas, proposta esta já aceita pelas famílias”, detalhou relatório apresentado pela SMA no dia 5 de março.

No documento, a pasta também deixa clara a sua intenção de assumir a gestão nos mesmos moldes dos demais ecopontos disponíveis na cidade. O objetivo é que o espaço, integrado ao patrimônio do Departamento de Limpeza Urbana, sirva a todos os moradores da região, garantindo o controle e o correto manejo de materiais. Essa decisão, no entanto, ainda depende de novas reuniões com as famílias que hoje administram o local.

A administração não explicou que se cessão do espaço às aos moradores foi feita mediante contrato, nem se algum outro equipamento da cidade é administrado nesses moldes. Desde 17 de setembro de 2019, o local foi liberado, mesmo com obra inacabada, para ser posto de reciclagem de autogestão - administrado por 8 famílias moradoras da comunidade conhecida como Naval.

O incidente provocou um grande congestionamento no Corredor ABD. Foram enviadas ao local oito viaturas do Corpo de Bombeiros e 25 oficiais atuaram na ocorrência, além de técnicos da Polícia Científica e da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo). As pistas sentido São Bernardo só foram liberadas após 20 horas. De acordo com o Corpo de Bombeiros, foram encontrados quatro tonéis de 100 litros de ácido sulfúrico no local e a ocorrência foi classificada de alto risco, devido à dificuldade em se neutralizar o produto e recolher o resíduo, para evitar novas vítimas.

A Cetesb informou que foi acionada para uma ocorrência emergencial, no bairro de Piraporinha, envolvendo o vazamento no solo de resíduos de produtos químicos corrosivos não identificados. Que os produtos se encontravam em tambores armazenados no local, que servia de depósito para materiais recicláveis. “O Corpo de Bombeiros neutralizou com cal o efeito ácido dos resíduos e finalizou a lavagem e o recolhimento do produto, que deverá ser destinado para local adequado e licenciado”, relatou em nota.

 



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Acidente com ácido deixa feridos no Corredor ABD

Enorme congestionamento se formou no local, que era um ecoponto e agora é um ferro velho

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

07/04/2021 | 17:42


Atualizado às 22h45

Um vazamento de ácido sulfúrico que estava armazenado de forma ilegal em Diadema resultou em cinco pessoas feridas, sendo três adultos, uma adolescente e uma criança, na tarde de hoje, no Corredor ABD. Quatro toneis de 100 litros do produto estavam armazenados há pelo menos dois meses onde funcionava o Ecoponto Naval, inaugurado em 2017 pelo ex-prefeito Lauro Michels (PV).

Uma mulher de 54 anos, com queimadura em globo ocular esquerdo, membros superiores e pescoço, foi levada ao HMD (Hospital Municipal de Diadema) pela equipe de Suporte Avançado de Vida; um homem de 46, com queimadura em coxa esquerda e glúteos, também levado ao HMD pela equipe de Suporte Avançado de Vida; e um homem com queimadura em braço e tronco, levado pelos Bombeiros para serviço particular na cidade de São Bernardo. As vítimas não tiveram suas identidades divulgadas.

Já a adolescente Letícia Soares Bezerra, 15, e pequena Alice Nunes, 3, foram levadas para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Rudge Ramos, em São Bernardo. Segundo relatos dos familiares das meninas, as duas estavam indo ao mercado quando foram atingidas pelo ácido. O material estava armazenado onde funcionava o Ecoponto Naval, inaugurado em 2017 pelo ex-prefeito Lauro Michels (PV). Ainda de acordo com relatos de moradores do entorno, o local onde estavam os produtos foi transformado em um ferro-velho particular e era administrado por moradores da comunidade. Os familiares das duas garotas ainda não tinham registrado boletim de ocorrência e providenciavam transferências para hospitais com atendimento especializado em queimados.

A Secretaria de Saúde de São Bernardo informou que as pacientes foram atendidas na UPA e estão estáveis. A criança de 3 anos foi transferida para o HPSC (Hospital Pronto Socorro Central) para prosseguimento do tratamento e a de 15 anos aguarda vaga a ser cedida pelo convênio da paciente.

A Prefeitura de Diadema afirmou que assim que tomou conhecimento do incidente mobilizou equipes de diversas secretarias para realizar o atendimento da ocorrência no local, onde funciona uma reciclagem que desde setembro de 2019 é administrado de maneira independente no formato de autogestão.

Sobre o local de onde teria vazado o ácido sulfúrico, a Prefeitura de Diadema informou que vem realizando estudos para retomar a administração do espaço desde o início do ano. O objetivo é transformar em um ecoponto municipal. “Atualmente, o lado externo do equipamento está sendo ponto de descarte de entulho e bagulho, trazendo transtorno à vizinhança local. Assim, a Secretaria de Meio Ambiente vem com proposta de reforma do equipamento com a ocupação de uma das baias com duas caçambas de acesso externo e com intervenções paisagísticas, proposta esta já aceita pelas famílias”, detalhou relatório apresentado pela SMA no dia 5 de março.

No documento, a pasta também deixa clara a sua intenção de assumir a gestão nos mesmos moldes dos demais ecopontos disponíveis na cidade. O objetivo é que o espaço, integrado ao patrimônio do Departamento de Limpeza Urbana, sirva a todos os moradores da região, garantindo o controle e o correto manejo de materiais. Essa decisão, no entanto, ainda depende de novas reuniões com as famílias que hoje administram o local.

A administração não explicou que se cessão do espaço às aos moradores foi feita mediante contrato, nem se algum outro equipamento da cidade é administrado nesses moldes. Desde 17 de setembro de 2019, o local foi liberado, mesmo com obra inacabada, para ser posto de reciclagem de autogestão - administrado por 8 famílias moradoras da comunidade conhecida como Naval.

O incidente provocou um grande congestionamento no Corredor ABD. Foram enviadas ao local oito viaturas do Corpo de Bombeiros e 25 oficiais atuaram na ocorrência, além de técnicos da Polícia Científica e da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo). As pistas sentido São Bernardo só foram liberadas após 20 horas. De acordo com o Corpo de Bombeiros, foram encontrados quatro tonéis de 100 litros de ácido sulfúrico no local e a ocorrência foi classificada de alto risco, devido à dificuldade em se neutralizar o produto e recolher o resíduo, para evitar novas vítimas.

A Cetesb informou que foi acionada para uma ocorrência emergencial, no bairro de Piraporinha, envolvendo o vazamento no solo de resíduos de produtos químicos corrosivos não identificados. Que os produtos se encontravam em tambores armazenados no local, que servia de depósito para materiais recicláveis. “O Corpo de Bombeiros neutralizou com cal o efeito ácido dos resíduos e finalizou a lavagem e o recolhimento do produto, que deverá ser destinado para local adequado e licenciado”, relatou em nota.

 

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