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Mortes e internações de idosos com mais de 90 anos têm queda na região

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Vacinação neste grupo pode ser o motivo; no Grande ABC houve redução de 24,17% nas hospitalizações e 28% no número de óbitos


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

10/03/2021 | 00:39


O número de idosos com mais de 90 anos de idade que necessitam de internação por causa da Covid caiu 24,7% no Grande ABC desde dezembro do ano passado, passando de 85 para 64 em fevereiro. Os óbitos nessa faixa etária também tiveram redução, de 28%, de 25 para 18. Apesar de especialistas julgarem ser cedo, a queda pode ter relação com a vacinação neste grupo etário.

Conforme as prefeituras da região informaram ao Diário,as mortes caíram de 25 em dezembro para 24 em janeiro e alcançando o menor patamar (18) no mês passado – veja mais na arte acima. Já o número de internações foi de 85 em dezembro, passou para 117 em janeiro de 2021, mas em fevereiro caiu para 64. Somente Mauá não informou os dados. Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra não registraram internações ou óbitos neste grupo no período.

De acordo com a Prefeitura de Santo André, como se previa, no mês de janeiro houve aumento de números de casos devido às festas de fim de ano. “Porém, como se nota, o número de mortes caiu e isso pode ser creditado, sim, à vacinação”, informou em nota. Na cidade ainda está aberta a vacinação da segunda dose para pessoas com mais de 90 anos, mas a etapa está quase concluída para esse público, de acordo com a administração.

Para o infectologista e diretor do Hospital Santa Ana, em São Caetano, Paulo Rezende, os resultados são reflexos da vacinação. “É só observar o mapa da imunização do País e no Estado, que, apesar de ainda ser bem tímido em termos de cobertura vacinal (cerca de 3%), já começa a produzir resultados na população imunizada. Este é o mesmo cenário que observamos nos Estados Unidos e no Reino Unido.”

Para ele, o jovem está mais exposto, mas agora “transmitindo para os pais, já que os avós estão sendo protegidos”.

Já o infectologista e consultor da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) Wladimir Queiroz acredita que é necessário esperar por mais tempo para creditar a queda à vacinação. “É uma vitória a redução de casos graves e óbitos nessa idade, mas temos que lembrar que os primeiros vacinados estão completando um mês agora. Claro que pode ser isso (reflexo da imunização), mas ainda é cedo para afirmar isso porque também pode estar relacionado com a menor exposição dessa população.”

As demais prefeituras também são mais conservadoras. Para São Bernardo há necessidade de novos comparativos para afirmar se houve redução nos índices, uma vez que a vacinação desta faixa etária teve início em fevereiro.

“Nossa amostragem de vacinação ainda é pequena para concluir. Mas baixou a faixa etária de pacientes internados. Essa (nova) variante acomete pacientes mais jovens”, informou São Caetano.

Diadema soma 1.086 idosos nesta faixa etária, por isso a Prefeitura ainda fica temerosa em associar, neste momento, qualquer alteração dos números com a vacinação. Em Mauá está sendo aplicada a segunda dose para essa faixa etária, que é composta por 696 idosos na cidade, sendo que 72%, ou seja, 507, já receberam o reforço.  



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