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Mercedes inicia 2021 com 1.100 contratações em São Bernardo

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Na pandemia, demanda por caminhões cresceu e Brasil se tornou o principal mercado da marca


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

25/02/2021 | 00:10


A Mercedes-Benz, montadora alemã com sede em São Bernardo, iniciou 2021, ano em que completa 65 anos no Brasil, com a contratação de 1.100 empregos, entre temporários e efetivos, na unidade da região. Com expectativa de crescimento no mercado de caminhões e ônibus, a empresa também anunciou a manutenção dos investimentos, que contemplam R$ 800 milhões, a serem aplicados até o ano que vem.

Mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus – e em um sentido oposto ao da Ford, que em 2019 fechou planta na mesma cidade e, em janeiro, anunciou a saída do País –, a atuação da montadora no Brasil cresceu, desbancou a Alemanha e tornou-se o principal mercado para caminhões.

A empresa possui atualmente 10 mil colaboradores no País, sendo que cerca de 8.500 estão em São Bernardo. “Em razão de uma melhor perspectiva em 2021, a Mercedes-Benz reafirma sua confiança no Brasil, onde atua há quase 65 anos. Nesse sentido, a fim de atender às demandas dos clientes, estamos criando mais de 1.000 novos empregos”, disse o presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO América Latina, Karl Deppen, em coletiva de imprensa.

As vagas foram criadas em janeiro. Dentro deste total estão incluídas 400 contratações de temporários, 500 efetivações de aprendizes do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e 200 recontratações de operários que haviam tido contrato encerrado em setembro do ano passado. No mês passado, a empresa retomou o terceiro turno de caminhões, implantado principalmente para manter maior distanciamento entre os trabalhadores e, assim, minimizar chances de contágio da Covid-19.

“Além disso, estamos mantendo o investimento de R$ 2,4 bilhões no Brasil até 2022. Mesmo com todos os desafios, vamos seguir com nossos planos”, completou o executivo, referindo-se aos R$ 800 milhões restantes.

Do total dos R$ 2,4 bilhões previstos para o período entre 2018 e 2022, R$ 100 milhões foram investidos na inauguração da nova linha de cabinas de caminhões, em fevereiro de 2019; outros R$ 100 milhões, na construção da linha de produção 4.0 de ônibus, inaugurada em setembro de 2020; e R$ 1,4 bilhão, no desenvolvimento e na produção dos extrapesados da família Novo Actros.

Neste ano, a empresa dará continuidade à modernização das linhas de agregados (câmbio, motor e eixos) em São Bernardo, seguindo os conceitos da indústria 4.0, além de desenvolver produtos e serviços de conectividade até 2022.

PRINCIPAL MERCADO

Em 2020, a Mercedes liderou as vendas de caminhões no Brasil pelo quinto ano consecutivo. Foram licenciadas 26.769 unidades da marca, 4% a menos em relação a 2019 – mesmo assim, o resultado garantiu à empresa 31,6% de participação. Apesar do leve recuo, o número de vendas supera os 24,5 mil caminhões comercializados na Alemanha, até então o principal mercado da marca. Assim, o País se tornou o principal mercado da Mercedes para caminhões em nível mundial, ao concentrar mais de 20% das vendas. “Isso é algo que também nos orgulha e mostra a nossa competitividade e qualidade e como nossos clientes nos valorizam”, assinalou Deppen.

O vice-presidente de vendas e marketing caminhões e ônibus, Roberto Leoncini, destacou que, mesmo na pandemia, o setor de transporte de carga não parou. “Temos que reconhecer o comprometimento dos motoristas, autônomos e transportadores. Eles seguem assegurando o abastecimento de alimentos, medicamentos e insumos, assim como a entrega dos mais variados produtos da economia brasileira.”

A expectativa da empresa para 2021 é de alta de 15% do mercado de caminhões, para um total de 101 mil unidades, e de 13% dos ônibus, chegando a 16 mil unidades. A aposta é a de que o transporte de produtos agrícolas e de entregas de compras feitas pela internet, que cresceram durante a pandemia, sigam puxando a demanda pelos pesados.

Os executivos ponderam que, apesar dos resultados positivos, ainda há desafios a serem lidados no Brasil neste ano. São exemplos a vacinação contra a Covid, que deve levar o ano todo; a demora na entrega de peças e componentes por falta de insumos e o dólar alto, que também encarece o processo produtivo; a ausência de reforma tributária e o ambiente político instável. 



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Mercedes inicia 2021 com 1.100 contratações em São Bernardo

Na pandemia, demanda por caminhões cresceu e Brasil se tornou o principal mercado da marca

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

25/02/2021 | 00:10


A Mercedes-Benz, montadora alemã com sede em São Bernardo, iniciou 2021, ano em que completa 65 anos no Brasil, com a contratação de 1.100 empregos, entre temporários e efetivos, na unidade da região. Com expectativa de crescimento no mercado de caminhões e ônibus, a empresa também anunciou a manutenção dos investimentos, que contemplam R$ 800 milhões, a serem aplicados até o ano que vem.

Mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus – e em um sentido oposto ao da Ford, que em 2019 fechou planta na mesma cidade e, em janeiro, anunciou a saída do País –, a atuação da montadora no Brasil cresceu, desbancou a Alemanha e tornou-se o principal mercado para caminhões.

A empresa possui atualmente 10 mil colaboradores no País, sendo que cerca de 8.500 estão em São Bernardo. “Em razão de uma melhor perspectiva em 2021, a Mercedes-Benz reafirma sua confiança no Brasil, onde atua há quase 65 anos. Nesse sentido, a fim de atender às demandas dos clientes, estamos criando mais de 1.000 novos empregos”, disse o presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO América Latina, Karl Deppen, em coletiva de imprensa.

As vagas foram criadas em janeiro. Dentro deste total estão incluídas 400 contratações de temporários, 500 efetivações de aprendizes do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e 200 recontratações de operários que haviam tido contrato encerrado em setembro do ano passado. No mês passado, a empresa retomou o terceiro turno de caminhões, implantado principalmente para manter maior distanciamento entre os trabalhadores e, assim, minimizar chances de contágio da Covid-19.

“Além disso, estamos mantendo o investimento de R$ 2,4 bilhões no Brasil até 2022. Mesmo com todos os desafios, vamos seguir com nossos planos”, completou o executivo, referindo-se aos R$ 800 milhões restantes.

Do total dos R$ 2,4 bilhões previstos para o período entre 2018 e 2022, R$ 100 milhões foram investidos na inauguração da nova linha de cabinas de caminhões, em fevereiro de 2019; outros R$ 100 milhões, na construção da linha de produção 4.0 de ônibus, inaugurada em setembro de 2020; e R$ 1,4 bilhão, no desenvolvimento e na produção dos extrapesados da família Novo Actros.

Neste ano, a empresa dará continuidade à modernização das linhas de agregados (câmbio, motor e eixos) em São Bernardo, seguindo os conceitos da indústria 4.0, além de desenvolver produtos e serviços de conectividade até 2022.

PRINCIPAL MERCADO

Em 2020, a Mercedes liderou as vendas de caminhões no Brasil pelo quinto ano consecutivo. Foram licenciadas 26.769 unidades da marca, 4% a menos em relação a 2019 – mesmo assim, o resultado garantiu à empresa 31,6% de participação. Apesar do leve recuo, o número de vendas supera os 24,5 mil caminhões comercializados na Alemanha, até então o principal mercado da marca. Assim, o País se tornou o principal mercado da Mercedes para caminhões em nível mundial, ao concentrar mais de 20% das vendas. “Isso é algo que também nos orgulha e mostra a nossa competitividade e qualidade e como nossos clientes nos valorizam”, assinalou Deppen.

O vice-presidente de vendas e marketing caminhões e ônibus, Roberto Leoncini, destacou que, mesmo na pandemia, o setor de transporte de carga não parou. “Temos que reconhecer o comprometimento dos motoristas, autônomos e transportadores. Eles seguem assegurando o abastecimento de alimentos, medicamentos e insumos, assim como a entrega dos mais variados produtos da economia brasileira.”

A expectativa da empresa para 2021 é de alta de 15% do mercado de caminhões, para um total de 101 mil unidades, e de 13% dos ônibus, chegando a 16 mil unidades. A aposta é a de que o transporte de produtos agrícolas e de entregas de compras feitas pela internet, que cresceram durante a pandemia, sigam puxando a demanda pelos pesados.

Os executivos ponderam que, apesar dos resultados positivos, ainda há desafios a serem lidados no Brasil neste ano. São exemplos a vacinação contra a Covid, que deve levar o ano todo; a demora na entrega de peças e componentes por falta de insumos e o dólar alto, que também encarece o processo produtivo; a ausência de reforma tributária e o ambiente político instável. 

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