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Rio Grande acha remédios vencidos em salas com goteira na UBS

Divulgação/PMRGS Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Foram encontrados também testes de Covid que perdem validade em março; cidade aciona o MP


Marcela Ibelli
Do Diário do Grande ABC

05/02/2021 | 07:00


O prefeito de Rio Grande da Serra, Claudinho da Geladeira (Podemos), usou as redes sociais ontem para denunciar que centenas de medicamentos vencidos e 1.700 testes de Covid que perdem a validade em março foram encontrados em salas da UBS (Unidade Básica de Saúde) Central. Desde 1º de janeiro no cargo, o chefe do Executivo acusa a gestão anterior, de Gabriel Maranhão (Cidadania), que comandou a cidade de 2012 a 2020, pela não distribuição do material. “Precisamos mostrar as dificuldades que estamos tendo em todos os setores de nossa cidade”, reclamou Claudinho, nas redes sociais.

De acordo com o prefeito, foram encontrados materiais de enfermagem armazenados de forma inadequada, alguns molhados por causa de goteiras, e medicações com prazos de validade vencidos, alguns de 2015. No montante, estava estoque de 10 mil unidades vencidas de fenobarbital, remédio utilizado para evitar convulsões, que, conforme o prefeito, “poderiam ter sido remanejados e utilizados”.

Sobre a reposição dos remédios e a necessidade de utilizar os testes de detecção do novo coronavírus a tempo, Claudinho disse ao Diário que a secretária de Saúde da cidade, Maria José, está providenciando soluções. Ela confirmou que a pasta está terminando de fazer todo o levantamento do impacto financeiro do material desperdiçado e que vai usar todos os testes o mais rápido possível na população para “tentar evitar ainda mais perdas”.

O Paço de Rio Grande da Serra afirmou que comunicou o MP (Ministério Público) sobre o achado na UBS e redigiu relatório preliminar de inventário, no qual constam, entre outros itens, caixas de monitor de glicemia com peças faltantes e televisores sem cadastros. De acordo com o documento, foram apontados falta de organização no armazenamento, itens sem identificações, mistura de produtos – de limpeza com medicamentos – e sumiço de chaves. “O que tínhamos de fazer era denunciar, agora esperamos resposta da Justiça”, disse o prefeito.

Claudinho afirmou que se sentiu extremamente triste com a situação. “O povo é sofrido, precisa de remédio. Quem faz isso não olha para a necessidade do outro. É uma verdadeira falta de responsabilidade com a estrutura pública. Fico indignado, porque o dinheiro é da população.” O prefeito comentou ainda sobre o ‘sumiço’ de outros itens, como o carro do antigo prefeito. “Estamos descobrindo as coisas devagar e olha que só tem 30 dias que estou no mandato. Solicitei que todos os secretários façam levantamentos parecidos e registrem tudo nas suas áreas, que tenhamos muita transparência. Imaginei que viria para uma arapuca, mas não sabia que estava tão ruim.”

Gabriel Maranhão disse que tomou conhecimento do caso ontem e que vai procurar saber mais detalhes. “Vou apurar com as pessoas que faziam parte do meu governo e, assim, entender o que é realidade e o que é politicagem barata”, afirmou ele, que atualmente é secretário de obras de Ribeirão Pires. 



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