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DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Cabeleireira disponibiliza duas geladeiras abastecidas para pessoas em situação de vulnerabilidade


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

31/01/2021 | 00:01


A dispensa cheia de alimentos da cabeleireira Gisele Capelli, 37 anos, de Santo André, não é para consumo próprio. Ela faz o intermédio entre pessoas que querem doar e outras que precisam receber. Foi assim que surgiu a Geladeira Solidária, que chegou a entregar 600 refeições por dia desde o início da pandemia, em ação voluntária que integra o projeto Anjos da Sopa, que atua em São Bernardo, São Caetano, Mauá e também São Mateus, na Zona Leste da Capital. No Grande ABC são pelo menos 700 pessoas que vivem em situação de rua.

A ação funciona das 9h às 20h na garagem da casa de Gisele, na Rua Javri, 449, na Vila Assunção, em Santo André, onde estão duas geladeiras abastecidas com marmitex, sucos e frutas e, ao lado, um micro-ondas para aquecer a refeição. Qualquer um pode pegar os alimentos e o local também funciona como ponto de doação. 

Gisele tem a ajuda de voluntários, entre eles Silene Campos, 45, que auxilia na organização do espaço e no momento de abastecer os itens que faltam. Durante a pandemia, o serviço funciona com três refeições por dia – café da manhã, almoço e jantar.

“Começamos a perceber que tudo ficaria fechado e essas pessoas em situação de vulnerabilidade ficariam à deriva. Senti que precisava fazer algo, então peguei uma geladeira, um micro-ondas e coloquei na garagem. Eles (moradores de rua) chegavam, se higienizavam, pegavam uma marmitex e saíam para comer. Amigos e vizinhos viram e passaram a deixar alimentos aqui para não faltar”, conta Gisele.

Com a Geladeira Solidária em funcionamento, a cabeleireira foi às ruas avisar a população carente de que existiam refeições em sua garagem e que poderiam buscar gratuitamente. A repercussão foi tanta que moradores de Mauá vinham a pé para buscar o almoço. “Não esperava que fosse tanta gente. Um dia chegou um rapaz, perguntou sobre a geladeira e logo em seguida desmaiou de fome bem na minha frente”, lembra Gisele.

Além de moradores de rua, a cabeleireira percebeu que, nos últimos meses, também buscaram ajuda pessoas que ficaram desempregadas. “Foi além do perfil que atendíamos. Foram mães que perderam emprego com crianças. Famílias de três, quatro pessoas vindo retirar refeições. As portas ficam abertas para todas as pessoas que precisaram e ainda precisam da gente”, detalha. 

Enquanto a equipe de reportagem do  Diário estava no local, na sexta-feira, um rapaz, que preferiu não se identificar, chegou e pediu um par de tênis. O jovem, em situação de rua, disse que tinha conseguido uma entrevista de emprego e, no momento, só tinha um par de chinelos. Com as doações de roupas masculinas que o projeto recebe, a cabeleireira conseguiu atender ao pedido do rapaz. “Isso me motiva todos os dias. Saber que de alguma forma fiz a diferença e quero fazer muito mais”, finaliza Gisele.

Doações de todos os tipos mantêm geladeiras em funcionamento

Há seis anos, Gisele Capelli conta com a participação de 30 voluntários nessa luta do combate à fome, além de incontáveis doadores. A cabeleireira conta que muitas vezes é surpreendida com ajuda. No fim de 2020, por exemplo, uma empresa ligou e perguntou o que o projeto estava precisando e cedeu um freezer para armazenar os alimentos.

A mesma empresa, do ramo de jogos eletrônicos, promoveu uma vaquinha entre os funcionários e arrecadou R$ 53 mil para a cabeleireira, que comprou um carro do modelo Fiat Doblô, usado para levar marmitas para os moradores de rua que ficam isolados. “Sempre contei com a compaixão das pessoas e fico ainda mais realizada quando ganhamos algo assim. (O ano de 2020) Foi de guerra, da fome, mas além de tudo isso, foi uma força para continuarmos o projeto”, comenta Gisele. 

Apesar das contribuições, o projeto sempre precisa de itens para reforçar a dispensa. Gisele explica que neste momento a principal necessidade é de ingredientes como macarrão, legumes, verduras, suco, pães e peito de frango, que podem ser entreguesna Rua Javri, 449, Vila Assunção, em Santo André, onde ficam as geladeiras.

Quem não puder ir até lá pode contribuir por meio de vaquinha virtual pelo link http://vaka.me/958962. Mais informações estão disponíveis na página do projeto no Facebook (anjosdasopadesantoandre) ou pelo Whatsapp 97215-4434.



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Projeto social distribui marmitas em Sto.André

Cabeleireira disponibiliza duas geladeiras abastecidas para pessoas em situação de vulnerabilidade

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

31/01/2021 | 00:01


A dispensa cheia de alimentos da cabeleireira Gisele Capelli, 37 anos, de Santo André, não é para consumo próprio. Ela faz o intermédio entre pessoas que querem doar e outras que precisam receber. Foi assim que surgiu a Geladeira Solidária, que chegou a entregar 600 refeições por dia desde o início da pandemia, em ação voluntária que integra o projeto Anjos da Sopa, que atua em São Bernardo, São Caetano, Mauá e também São Mateus, na Zona Leste da Capital. No Grande ABC são pelo menos 700 pessoas que vivem em situação de rua.

A ação funciona das 9h às 20h na garagem da casa de Gisele, na Rua Javri, 449, na Vila Assunção, em Santo André, onde estão duas geladeiras abastecidas com marmitex, sucos e frutas e, ao lado, um micro-ondas para aquecer a refeição. Qualquer um pode pegar os alimentos e o local também funciona como ponto de doação. 

Gisele tem a ajuda de voluntários, entre eles Silene Campos, 45, que auxilia na organização do espaço e no momento de abastecer os itens que faltam. Durante a pandemia, o serviço funciona com três refeições por dia – café da manhã, almoço e jantar.

“Começamos a perceber que tudo ficaria fechado e essas pessoas em situação de vulnerabilidade ficariam à deriva. Senti que precisava fazer algo, então peguei uma geladeira, um micro-ondas e coloquei na garagem. Eles (moradores de rua) chegavam, se higienizavam, pegavam uma marmitex e saíam para comer. Amigos e vizinhos viram e passaram a deixar alimentos aqui para não faltar”, conta Gisele.

Com a Geladeira Solidária em funcionamento, a cabeleireira foi às ruas avisar a população carente de que existiam refeições em sua garagem e que poderiam buscar gratuitamente. A repercussão foi tanta que moradores de Mauá vinham a pé para buscar o almoço. “Não esperava que fosse tanta gente. Um dia chegou um rapaz, perguntou sobre a geladeira e logo em seguida desmaiou de fome bem na minha frente”, lembra Gisele.

Além de moradores de rua, a cabeleireira percebeu que, nos últimos meses, também buscaram ajuda pessoas que ficaram desempregadas. “Foi além do perfil que atendíamos. Foram mães que perderam emprego com crianças. Famílias de três, quatro pessoas vindo retirar refeições. As portas ficam abertas para todas as pessoas que precisaram e ainda precisam da gente”, detalha. 

Enquanto a equipe de reportagem do  Diário estava no local, na sexta-feira, um rapaz, que preferiu não se identificar, chegou e pediu um par de tênis. O jovem, em situação de rua, disse que tinha conseguido uma entrevista de emprego e, no momento, só tinha um par de chinelos. Com as doações de roupas masculinas que o projeto recebe, a cabeleireira conseguiu atender ao pedido do rapaz. “Isso me motiva todos os dias. Saber que de alguma forma fiz a diferença e quero fazer muito mais”, finaliza Gisele.

Doações de todos os tipos mantêm geladeiras em funcionamento

Há seis anos, Gisele Capelli conta com a participação de 30 voluntários nessa luta do combate à fome, além de incontáveis doadores. A cabeleireira conta que muitas vezes é surpreendida com ajuda. No fim de 2020, por exemplo, uma empresa ligou e perguntou o que o projeto estava precisando e cedeu um freezer para armazenar os alimentos.

A mesma empresa, do ramo de jogos eletrônicos, promoveu uma vaquinha entre os funcionários e arrecadou R$ 53 mil para a cabeleireira, que comprou um carro do modelo Fiat Doblô, usado para levar marmitas para os moradores de rua que ficam isolados. “Sempre contei com a compaixão das pessoas e fico ainda mais realizada quando ganhamos algo assim. (O ano de 2020) Foi de guerra, da fome, mas além de tudo isso, foi uma força para continuarmos o projeto”, comenta Gisele. 

Apesar das contribuições, o projeto sempre precisa de itens para reforçar a dispensa. Gisele explica que neste momento a principal necessidade é de ingredientes como macarrão, legumes, verduras, suco, pães e peito de frango, que podem ser entreguesna Rua Javri, 449, Vila Assunção, em Santo André, onde ficam as geladeiras.

Quem não puder ir até lá pode contribuir por meio de vaquinha virtual pelo link http://vaka.me/958962. Mais informações estão disponíveis na página do projeto no Facebook (anjosdasopadesantoandre) ou pelo Whatsapp 97215-4434.

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