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"Não adianta o Estado se preocupar com os números se a população não faz sua parte", diz Gabbardo

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Secretário-executivo do comitê de contenção do coronavírus em São Paulo diz que não é hora de fazer festas e ir a bares, o que põe a população mais velha em risco


Miriam Gimenes
Do Diário do Grande ABC

19/11/2020 | 12:47


O aumento do número de casos de Covid-19 não só no estado de São Paulo, como em todo País, colocou os especialistas em alerta. O número de aglomerações nas últimas semanas e viagens durante o feriado, dizem, podem ser algumas das razões destas altas. A análise acaba de ser feita em coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, liderada pelo governador João Doria (PSDB). O secretário-executivo do comitê de contenção ao coronavírus, João Gabbardo, chamou atenção dos mais jovens neste momento. "Não adianta o Estado se preocupar com os números se a população não faz sua parte", diz Gabbardo, reclamando dos inúmeros casos de festas, aglomerações em bares e a falta do uso de máscaras.

Segundo ele, ainda que a maioria das mortes - 85% - seja com pessoas com mais de 60 anos, os jovens podem levar o vírus para casa. "Se já tivemos cuidado até agora, vamos mantê-los por um período maior. Estamos com tendência no aumento de internações, então vamos redobrar os cuidados.  Não vamos correr risco. Assim, protegemos nossas famílias, pais e avós", aconselhou. 

A secretária de desenvolvimento econômico Patricia Ellen ressaltou que foi adiada a atualização do Plano São Paulo para o dia 30 justamente por esse aumento do número de casos. "Por razão dos sinais de agravamento nos cancelamos a reclassificação. Foi uma medida de cautela e cuidado. Se não tivéssemos feito isso, na última segunda-feira oito cidades teriam ido para a fase verde. Não era o momento. Foi uma medida de cautela e cuidado. Avançamos na retomada quando é possível e retrocedemos quando é necessário", justificou. A reclassificação, que havia ficado para cada 30 dias, agora será feita a cada duas semanas.

Doria, em tom preocupado, pediu para aque se mantenham as medidas de isolamento. "O vírus não descansa, não estaciona, ele acelera. Se as pessoas insistirem em aglomerações, para celebrar o que quer que seja, os números tendem a aumentar", disse o tucano. Ele também ressaltou a importância da vacina, cujas primeiras doses - 120 mil - chegaram hoje no Aeroporto de Guarulhos. "São Paulo não quer só a vacina do Butantan, quer também outras vacinas, que atendam a toda população brasileira. Este é um momento crucial para o desenvolvimento do País. Não podemos perder tempo com discussões de ordem ideológica, de ordem política, enquanto milhares de brasileiros morrem. Chega!." O Brasil tem hoje 167.455 mortos pela Covid-19 e mais de cinco milhões de casos registrados. 



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"Não adianta o Estado se preocupar com os números se a população não faz sua parte", diz Gabbardo

Secretário-executivo do comitê de contenção do coronavírus em São Paulo diz que não é hora de fazer festas e ir a bares, o que põe a população mais velha em risco

Miriam Gimenes
Do Diário do Grande ABC

19/11/2020 | 12:47


O aumento do número de casos de Covid-19 não só no estado de São Paulo, como em todo País, colocou os especialistas em alerta. O número de aglomerações nas últimas semanas e viagens durante o feriado, dizem, podem ser algumas das razões destas altas. A análise acaba de ser feita em coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, liderada pelo governador João Doria (PSDB). O secretário-executivo do comitê de contenção ao coronavírus, João Gabbardo, chamou atenção dos mais jovens neste momento. "Não adianta o Estado se preocupar com os números se a população não faz sua parte", diz Gabbardo, reclamando dos inúmeros casos de festas, aglomerações em bares e a falta do uso de máscaras.

Segundo ele, ainda que a maioria das mortes - 85% - seja com pessoas com mais de 60 anos, os jovens podem levar o vírus para casa. "Se já tivemos cuidado até agora, vamos mantê-los por um período maior. Estamos com tendência no aumento de internações, então vamos redobrar os cuidados.  Não vamos correr risco. Assim, protegemos nossas famílias, pais e avós", aconselhou. 

A secretária de desenvolvimento econômico Patricia Ellen ressaltou que foi adiada a atualização do Plano São Paulo para o dia 30 justamente por esse aumento do número de casos. "Por razão dos sinais de agravamento nos cancelamos a reclassificação. Foi uma medida de cautela e cuidado. Se não tivéssemos feito isso, na última segunda-feira oito cidades teriam ido para a fase verde. Não era o momento. Foi uma medida de cautela e cuidado. Avançamos na retomada quando é possível e retrocedemos quando é necessário", justificou. A reclassificação, que havia ficado para cada 30 dias, agora será feita a cada duas semanas.

Doria, em tom preocupado, pediu para aque se mantenham as medidas de isolamento. "O vírus não descansa, não estaciona, ele acelera. Se as pessoas insistirem em aglomerações, para celebrar o que quer que seja, os números tendem a aumentar", disse o tucano. Ele também ressaltou a importância da vacina, cujas primeiras doses - 120 mil - chegaram hoje no Aeroporto de Guarulhos. "São Paulo não quer só a vacina do Butantan, quer também outras vacinas, que atendam a toda população brasileira. Este é um momento crucial para o desenvolvimento do País. Não podemos perder tempo com discussões de ordem ideológica, de ordem política, enquanto milhares de brasileiros morrem. Chega!." O Brasil tem hoje 167.455 mortos pela Covid-19 e mais de cinco milhões de casos registrados. 

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