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MPE pede cassação da candidatura de Pretinho

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Promotoria cita áudios em que Lauro teria ordenado uso de servidores na campanha


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

12/11/2020 | 00:01


O MPE (Ministério Público Eleitoral) pediu à Justiça Eleitoral de Diadema a cassação do registro de candidatura do prefeiturável Pretinho do Água Santa (DEM), ou do diploma em caso de vitória nas urnas, em razão da utilização de servidores da Prefeitura na campanha. O fato veio à tona no mês passado, quando vazaram áudios atribuídos ao prefeito Lauro Michels (PV) em que o verde teria ordenado engajamento dos funcionários da saúde na empreitada governista.

Na representação, o MPE sustenta que a conduta de Lauro em benefício da candidatura de Pretinho tende “a afetar a igualdade de oportunidades entre os candidatos no pleito eleitoral”.

Ainda não há decisão definitiva, mas a juíza Tatiana Magosso, da 222ª Zona Eleitoral da cidade, concedeu liminar proibindo que Lauro “incite, direta ou por interposta pessoa, o engajamento de servidores públicos municipais a participarem da campanha eleitoral” de Pretinho, sob pena de multa de R$ 5.000 por dia em caso de descumprimento.

Em duas mensagens de áudio que aparentam ser a voz de Lauro, o secretário de Saúde, Luis Cláudio Sartori, é pressionado a obrigar servidores comissionados a irem para rua pedir votos a Pretinho. “Claudinho, pelo amor de Deus. Você organiza essa equipe aí. Quero volume da saúde na campanha do Pretinho e da Regina (Gonçalves, PV, vice), a partir de já. Tem atividade de rua todos os dias a partir das 17h, que esse grupo vai ter que ir. E aos fins de semana também”, teria ordenado Lauro.

O Diário procurou Pretinho e a assessoria da campanha do democrata, mas ninguém se manifestou. Lauro, por sua vez, nega a autoria das mensagens e as classifica como fake news. O advogado João Fernando Lopes de Carvalho, que defende o prefeiturável governista, reforçou a tese. “Esses fatos nunca aconteceram. Já foi realizada audiência, na semana passada, e todas as dez testemunhas ouvidas negaram, de forma unânime, que isso tenha ocorrido. A cassação está afastada”, garantiu. 



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MPE pede cassação da candidatura de Pretinho

Promotoria cita áudios em que Lauro teria ordenado uso de servidores na campanha

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

12/11/2020 | 00:01


O MPE (Ministério Público Eleitoral) pediu à Justiça Eleitoral de Diadema a cassação do registro de candidatura do prefeiturável Pretinho do Água Santa (DEM), ou do diploma em caso de vitória nas urnas, em razão da utilização de servidores da Prefeitura na campanha. O fato veio à tona no mês passado, quando vazaram áudios atribuídos ao prefeito Lauro Michels (PV) em que o verde teria ordenado engajamento dos funcionários da saúde na empreitada governista.

Na representação, o MPE sustenta que a conduta de Lauro em benefício da candidatura de Pretinho tende “a afetar a igualdade de oportunidades entre os candidatos no pleito eleitoral”.

Ainda não há decisão definitiva, mas a juíza Tatiana Magosso, da 222ª Zona Eleitoral da cidade, concedeu liminar proibindo que Lauro “incite, direta ou por interposta pessoa, o engajamento de servidores públicos municipais a participarem da campanha eleitoral” de Pretinho, sob pena de multa de R$ 5.000 por dia em caso de descumprimento.

Em duas mensagens de áudio que aparentam ser a voz de Lauro, o secretário de Saúde, Luis Cláudio Sartori, é pressionado a obrigar servidores comissionados a irem para rua pedir votos a Pretinho. “Claudinho, pelo amor de Deus. Você organiza essa equipe aí. Quero volume da saúde na campanha do Pretinho e da Regina (Gonçalves, PV, vice), a partir de já. Tem atividade de rua todos os dias a partir das 17h, que esse grupo vai ter que ir. E aos fins de semana também”, teria ordenado Lauro.

O Diário procurou Pretinho e a assessoria da campanha do democrata, mas ninguém se manifestou. Lauro, por sua vez, nega a autoria das mensagens e as classifica como fake news. O advogado João Fernando Lopes de Carvalho, que defende o prefeiturável governista, reforçou a tese. “Esses fatos nunca aconteceram. Já foi realizada audiência, na semana passada, e todas as dez testemunhas ouvidas negaram, de forma unânime, que isso tenha ocorrido. A cassação está afastada”, garantiu. 

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