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SÃO BERNARDO: Morando lidera com folga e pode vencer disputa no primeiro turno

Prefeito de S.Bernardo tem 48% das intenções de voto estimulado contra 24% de Marinho e 4% de Demarchi


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

05/11/2020 | 07:00


O prefeito de São Bernardo e candidato à reeleição, Orlando Morando (PSDB), atingiu 48% das intenções de voto estimulado, o dobro do segundo colocado, ex-prefeito Luiz Marinho (PT), conforme pesquisa Diário/Ibope. O cenário mostra o tucano com possibilidade real de vencer o pleito no primeiro turno.

Vereador e postulante ao Paço pelo PSL, Rafael Demarchi registrou 4%, empatado tecnicamente com o médico Leandro Altrão (PSB) e com a professora Lourdes da Chapa Coletiva (Psol) – ambos obtiveram 2% da preferência do eleitorado de São Bernardo. Cláudio Donizete (PSTU) não pontuou. Brancos e nulos somam 12%. Outros 7% não souberam ou não responderam. A margem de erro é de quatro pontos percentuais.

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) considera o índice de votos válidos para decidir se haverá ou não segundo turno e para confirmar quem iria concorrer na reta final do pleito – são excluídos os votos brancos, nulos e abstenções. Nesse quesito, Morando chega a 60%, contra 30% do petista. Para vencer a concorrência já no primeiro turno, um candidato necessita ter 50% dos votos válidos mais uma adesão.

O cenário auferido pelo Diário/Ibope mostra uma corrida eleitoral polarizada entre os dois últimos prefeitos de São Bernardo e uma dificuldade de consolidação da terceira via. Antes de o pleito ter início, Morando apostou na estratégia de aglutinar potenciais rivais correndo em raia alternativa para justamente apresentar um quadro de concorrência direta contra Marinho, seu antecessor.

No índice de intenção de voto espontâneo, Morando foi lembrado por 38% – nesse quesito, o entrevistador não apresenta ao entrevistado o quadro de candidatos. Marinho conta com 17% nessa fatia. Leandro e Demarchi tiveram 1%, cada. Cláudio Donizete foi citado, mas não chegou a 1%. Lourdes da Chapa Coletiva não foi lembrada na pesquisa espontânea.

Conforme análise feita pelo Ibope, a intenção de voto em Morando obtém 76% entre eleitores que avaliam sua administração como ótima ou boa (51% do total). “As menções ao atual prefeito crescem conforme aumenta a renda mensal familiar do entrevistado, visto que obtém 45% entre quem possui renda familiar de até dois salários mínimos (R$ 2.090), indo para 54% entre aqueles cuja renda familiar é superior a cinco mínimos (R$ 5.225)”, avaliou o instituto.

Marinho, por sua vez, é a opção a quem classifica como ruim ou péssimo ou como regular o governo Morando – apresenta 46% de intenções de voto em quem desaprova a administração e 32% entre os quem acham a atuação do tucano regular. O governo Morando é aprovado por 61% dos entrevistados e reprovado por outros 30% – 9% não souberam avaliar a gestão tucana.

Sobre a rejeição, Marinho alcança 42%. Morando tem 25%. Demarchi, 17%; Cláudio Donizete, 11%; Leandro Altrão, 11%; e Lourdes da Chapa Coletiva, 10%.

Foram entrevistadas 602 pessoas presencialmente, entre domingo e terça-feira. O nível de confiança utilizado é de 95%. A pesquisa, contratada pelo Diário, está registrada no TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) sob o protocolo número SP-09880/2020.


Saúde é a principal preocupação dos munícipes

A pesquisa Diário/Ibope também questionou eleitores de São Bernardo sobre os principais problemas da cidade e a saúde, com 54% das citações, foi apontado como o setor que mais precisa demandar atenção do próximo prefeito.

A questão da saúde pública fica mais latente como temor da população devido à pandemia de Covid-19. Na cidade, 972 pessoas morreram em decorrência do novo coronavírus e 31.137 foram diagnosticadas com o vírus.

A tendência, pelo impacto da Covid-19 na economia, é a de que haja maior demanda pelo serviço público de saúde, já que houve aumento do desemprego e, consequentemente, redução no volume de pacientes com convênio médico. Nos últimos anos, o governo municipal inaugurou o Hospital de Urgência, onde ficava a estrutura do antigo PS (Pronto-Socorro) Central e revitalizou o Hospital Anchieta – as duas unidades estão, por ora, voltadas ao atendimento de diagnosticados com o novo coronavírus, mas depois seguirão na rede pública. Há, entretanto, a promessa não cumprida de executar o Hospital da Mulher, no bairro Nova Petrópolis.

Segurança pública, com 33%, geração de empregos, com 30%, e educação, com 28%, aparecem na sequência como as grandes preocupações dos são-bernardenses, conforme a pesquisa Diário/Ibope. Desses setores, dois foram fortemente impactados pela pandemia.

São Bernardo passa, assim como todo o Grande ABC, por processo de desindustrialização. O Conjuscs (Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura), da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), divulgou no mês passado estudo em que mostrou que o município viu cair de 101.131 para 67,2 mil o número de trabalhadores na indústria – queda de 33% em dez anos. Personificação desse processo é o fechamento da fábrica da Ford, no bairro Taboão, depois de 52 anos. A Toyota anunciou a saída de sua sede administrativa da cidade, bem como a Mangels, que se transferiu para a cidade de Três Corações, em Minas Gerais.

Na educação, o setor viverá desafio depois de ano de aulas remotas. Ainda não há previsão do ensino presencial, bem como reabertura de creches. Colégios particulares também pressionam pelo regresso sob argumento de que, se o cenário se mantiver, demissões e até fechamentos de unidades serão realidade a partir do ano que vem.

Seguem como preocupações do eleitorado são-bernardense transporte coletivo (26%), impostos e taxas (19%), corrupção (14%), habitação (12%), trânsito (12%), limpeza pública (11%), calçamento de ruas e avenidas (7%), rede de esgoto (7%), meio ambiente (6%), assistência social (5%), abastecimento de água (4%), administração pública (4%), iluminação pública (4%), atividades culturais (3%), opções de lazer (2%) e atividades esportivas (1%). 



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SÃO BERNARDO: Morando lidera com folga e pode vencer disputa no primeiro turno

Prefeito de S.Bernardo tem 48% das intenções de voto estimulado contra 24% de Marinho e 4% de Demarchi

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

05/11/2020 | 07:00


O prefeito de São Bernardo e candidato à reeleição, Orlando Morando (PSDB), atingiu 48% das intenções de voto estimulado, o dobro do segundo colocado, ex-prefeito Luiz Marinho (PT), conforme pesquisa Diário/Ibope. O cenário mostra o tucano com possibilidade real de vencer o pleito no primeiro turno.

Vereador e postulante ao Paço pelo PSL, Rafael Demarchi registrou 4%, empatado tecnicamente com o médico Leandro Altrão (PSB) e com a professora Lourdes da Chapa Coletiva (Psol) – ambos obtiveram 2% da preferência do eleitorado de São Bernardo. Cláudio Donizete (PSTU) não pontuou. Brancos e nulos somam 12%. Outros 7% não souberam ou não responderam. A margem de erro é de quatro pontos percentuais.

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) considera o índice de votos válidos para decidir se haverá ou não segundo turno e para confirmar quem iria concorrer na reta final do pleito – são excluídos os votos brancos, nulos e abstenções. Nesse quesito, Morando chega a 60%, contra 30% do petista. Para vencer a concorrência já no primeiro turno, um candidato necessita ter 50% dos votos válidos mais uma adesão.

O cenário auferido pelo Diário/Ibope mostra uma corrida eleitoral polarizada entre os dois últimos prefeitos de São Bernardo e uma dificuldade de consolidação da terceira via. Antes de o pleito ter início, Morando apostou na estratégia de aglutinar potenciais rivais correndo em raia alternativa para justamente apresentar um quadro de concorrência direta contra Marinho, seu antecessor.

No índice de intenção de voto espontâneo, Morando foi lembrado por 38% – nesse quesito, o entrevistador não apresenta ao entrevistado o quadro de candidatos. Marinho conta com 17% nessa fatia. Leandro e Demarchi tiveram 1%, cada. Cláudio Donizete foi citado, mas não chegou a 1%. Lourdes da Chapa Coletiva não foi lembrada na pesquisa espontânea.

Conforme análise feita pelo Ibope, a intenção de voto em Morando obtém 76% entre eleitores que avaliam sua administração como ótima ou boa (51% do total). “As menções ao atual prefeito crescem conforme aumenta a renda mensal familiar do entrevistado, visto que obtém 45% entre quem possui renda familiar de até dois salários mínimos (R$ 2.090), indo para 54% entre aqueles cuja renda familiar é superior a cinco mínimos (R$ 5.225)”, avaliou o instituto.

Marinho, por sua vez, é a opção a quem classifica como ruim ou péssimo ou como regular o governo Morando – apresenta 46% de intenções de voto em quem desaprova a administração e 32% entre os quem acham a atuação do tucano regular. O governo Morando é aprovado por 61% dos entrevistados e reprovado por outros 30% – 9% não souberam avaliar a gestão tucana.

Sobre a rejeição, Marinho alcança 42%. Morando tem 25%. Demarchi, 17%; Cláudio Donizete, 11%; Leandro Altrão, 11%; e Lourdes da Chapa Coletiva, 10%.

Foram entrevistadas 602 pessoas presencialmente, entre domingo e terça-feira. O nível de confiança utilizado é de 95%. A pesquisa, contratada pelo Diário, está registrada no TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) sob o protocolo número SP-09880/2020.


Saúde é a principal preocupação dos munícipes

A pesquisa Diário/Ibope também questionou eleitores de São Bernardo sobre os principais problemas da cidade e a saúde, com 54% das citações, foi apontado como o setor que mais precisa demandar atenção do próximo prefeito.

A questão da saúde pública fica mais latente como temor da população devido à pandemia de Covid-19. Na cidade, 972 pessoas morreram em decorrência do novo coronavírus e 31.137 foram diagnosticadas com o vírus.

A tendência, pelo impacto da Covid-19 na economia, é a de que haja maior demanda pelo serviço público de saúde, já que houve aumento do desemprego e, consequentemente, redução no volume de pacientes com convênio médico. Nos últimos anos, o governo municipal inaugurou o Hospital de Urgência, onde ficava a estrutura do antigo PS (Pronto-Socorro) Central e revitalizou o Hospital Anchieta – as duas unidades estão, por ora, voltadas ao atendimento de diagnosticados com o novo coronavírus, mas depois seguirão na rede pública. Há, entretanto, a promessa não cumprida de executar o Hospital da Mulher, no bairro Nova Petrópolis.

Segurança pública, com 33%, geração de empregos, com 30%, e educação, com 28%, aparecem na sequência como as grandes preocupações dos são-bernardenses, conforme a pesquisa Diário/Ibope. Desses setores, dois foram fortemente impactados pela pandemia.

São Bernardo passa, assim como todo o Grande ABC, por processo de desindustrialização. O Conjuscs (Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura), da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), divulgou no mês passado estudo em que mostrou que o município viu cair de 101.131 para 67,2 mil o número de trabalhadores na indústria – queda de 33% em dez anos. Personificação desse processo é o fechamento da fábrica da Ford, no bairro Taboão, depois de 52 anos. A Toyota anunciou a saída de sua sede administrativa da cidade, bem como a Mangels, que se transferiu para a cidade de Três Corações, em Minas Gerais.

Na educação, o setor viverá desafio depois de ano de aulas remotas. Ainda não há previsão do ensino presencial, bem como reabertura de creches. Colégios particulares também pressionam pelo regresso sob argumento de que, se o cenário se mantiver, demissões e até fechamentos de unidades serão realidade a partir do ano que vem.

Seguem como preocupações do eleitorado são-bernardense transporte coletivo (26%), impostos e taxas (19%), corrupção (14%), habitação (12%), trânsito (12%), limpeza pública (11%), calçamento de ruas e avenidas (7%), rede de esgoto (7%), meio ambiente (6%), assistência social (5%), abastecimento de água (4%), administração pública (4%), iluminação pública (4%), atividades culturais (3%), opções de lazer (2%) e atividades esportivas (1%). 

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