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Nenhum alimento é vilão ou mocinho


Do Diário do Grande ABC

29/10/2020 | 00:11


De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), o conceito de saúde não é definido apenas como ausência de doença, mas sim pela condição completa de bem-estar físico, mental e social. Em outras palavras, saúde é a soma de vários hábitos e escolhas do dia a dia que permeiam estilo de vida que contempla dieta nutritiva e equilibrada, prática regular de atividade física, boas noites de sono, gerenciamento do estresse, e, sobretudo, momentos de alegria e de prazer. Para prática de alimentação saudável, existem guias alimentares que funcionam como diretrizes para a população em geral e têm objetivo de orientar escolhas saudáveis e sustentáveis, contribuindo assim para melhores hábitos de vida.

Guia Alimentar da População Brasileira (2014) classifica os alimentos de acordo com o nível de processamento e enfatiza a necessidade de priorizarmos o consumo de alimentos frescos/in natura e/ou minimamente processados. Segundo o guia, como os ultraprocessados são definidos como alimentos que passam por maior processamento e são adicionados outros ingredientes, é recomendado evitar o seu consumo. Contudo, há enorme variedade de alimentos dessa categoria que, além de não fazerem mal à saúde, também contribuem para o prazer e o bem-estar. Existem diferenças significativas em suas listas de ingredientes, o que vale é a leitura e interpretação correta do rótulo.

Nesse sentido, chocolate, por exemplo, é um dos alimentos considerados ultraprocessados que fazem parte da nossa cultura alimentar, e quando consumido dentro de dieta e estilo de vida saudável, é extremamente bem-vindo no nosso dia. Afinal, nenhum alimento deve ser visto como vilão ou mocinho. O que é necessário levar em consideração é a somatória de todos os hábitos de vida. Dieta inclusiva e não restritiva deve ser o principal objetivo quando nos referimos a uma prática alimentar viável e factível com a nossa realidade.

Além disso, é fundamental priorizar boa relação com a comida e investir na prática do mindfull eating (comer com atenção plena) durante as refeições, que nada mais é do que estar presente e consciente inteiramente naquele momento: saboreando, nutrindo e respeitando principalmente os gostos e preferências individuais. Importante também comer de forma consciente em relação a quantidades, respeitando a indicação de porções. Portanto, o equilíbrio sem extremismo e radicalismo é a chave para vida saudável, com consciência e responsabilidade perante às nossas escolhas e, sobretudo, vida com prazer e alegria.

Bianca Naves é nutricionista especialista em medicina do estilo de vida, nutrição em cardiologia, nutrição esportiva, sócia-proprietária da Clínica NutriOffice, em São Paulo, e colaboradora do programa Hoje em Dia, transmitido pela Record.


PALAVRA DO LEITOR

Metrô
Mais uma vez venho a este conceituado Diário expor a minha indignação, desta vez ao ler a reportagem do arquiteto André Bomfim (Política, dia 5), na qual noticia a falta de empenho político dos prefeitos e, em especial, dos deputados eleitos pela nossa região na implantação do Linha 18-Bronze do Metrô. Entre os prefeitos, quem menos tem se emprenhado e nada fez em defesa da implantação do Metrô foram o senhor Orlando Morando, de São Bernardo, e sua mulher, a deputada Carla Morando. Como é possível região com enorme arrecadação como a nossa, tanto para o Estado como para a União, e população de 2,8 milhões de pessoas, não ter atenção necessária? Este governo que não viu nem sentiu o peso da pressão política e de nosso poder econômico e eleitoral, simplesmente deu passa-moleque para nós do Grande ABC. Onde estão os deputados para brigar em defesa da nossa região?
Copiniano de Souza
São Bernardo

Câmaras
Inicialmente parabenizo o jornalista Fábio Martins pela reportagem ‘Gastos das câmaras têm média de R$ 65 per capita’ se for retirada São Caetano (Política, dia 8 de julho de 2019), na qual é apresentada planilha com relação a 2018 das sete cidades da região. Com relação a São Caetano, com o valor de R$ 287,44, superior em 3,8 vezes à média, para Câmera inchada de 19 vereadores, a maior parte deles sem nenhum projeto relevante, quando deveria ter no máximo nove, ou 11, como em um passado recente, para população de 161 mil habitantes. O resultado disso é que projetos absurdos como o de se instalar usina de compostagem de lixo no bairro Fundação na área da Matarazzo. Outra consideração foi a retirada da taxa do lixo do IPTU, a se juntar à de água e esgoto, com argumento oficial de beneficiar a população, quando, na verdade, foi para aumentar arrecadação. Também o valor do seguro para veículos para os residentes no município é o maior do País, cujos agentes de trânsito, que possui grande número de veículos disponíveis, estão mais preocupados em multar em fúria para arrecadação do que patrulhar a região, pois nem as frequentes badernas pontuais nas madrugadas de sexta para sábado nas periferias da Avenida Goiás conseguem amenizar.
Luiz Carlos Leoni
São Caetano

Narrativas
Inédito livro histórico sobre o vírus que contaminou o planeta Terra, mostrando as consequências que, inesperadamente, modificaram a maneira de ser da humanidade, está registrado no livro Famílias, Narrativas e Memórias de uma Pandemia. São pessoas comuns descrevendo com lucidez as preocupações, dificuldades e iniciativas para se safar. Vale a pena conferir.
Humberto Schuwartz Soares
Vila Velha (ES)

Promessas
É muito importante que a mídia em geral – impressa, televisiva e radiofônica – possa desmascarar as promessas abusivas e de desconhecimento das legislações, da capacidade dos cofres municipais, para que as promessas dos candidatos a prefeito das nossas capitais sejam confrontadas. São promessas que não podem cumprir. Exemplo: renda básica não se faz por decreto, só pode ser autorizada por lei e passar pela Câmara dos Vereadores, além de obedecer à Lei de Responsabilidade Fiscal. Aumento de impostos depende da Câmara,passe livre, aumentar IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), e por aí vai... Quando prometem absurdos, nos mostram que não estão preparados, ou são demagogos mesmo!
Tânia Tavares
Capital 



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