Turismo Titulo Panamá

A Dubai dos latinos

País é muito mais do que famoso canal; compras a preços
baixos, praias paradisíacas e mergulho atraem os turistas

17/05/2012 | 07:47
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O Panamá é muito mais do que o canal que tanto lhe deu fama. Com arranha-céus, shoppings luxuosos, hotéis estrelados, restaurantes de alta gastronomia e diversos cassinos, o país tem tudo para concorrer com destinos como Miami e Dubai pelo título de paraíso dos endinheirados.

A baía é contornada por prédios muito altos e de arquitetura futurista. Chama atenção a Revolution Tower, do arquiteto Pinzon Lozano. A edificação contorcida, de 230 metros, faz rotação de 36° sobre o eixo em cada um dos 40 andares, formando pequenas sacadas em balanço. Cada um dos escritórios, de cerca de 180 metros quadrados, proporciona vista panorâmica por meio dos vidros verdes com proteção solar.

Donald Trump, o excêntrico empresário norte-americano, também investiu na cidade com o pomposo Trump Ocean Club, um hotel de luxo em formato de vela que lembra o Burj Al Arab de Dubai, nos Emirados Árabes.

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As compras também ocupam lugar de destaque na lista de atrativos panamenhos. E estão longe de se restringir ao tradicional chapéu de Panamá. Difícil é passar pela capital - nem que seja apenas em conexão de voos com destino a outros pontos do Caribe - sem se preocupar com o excesso de bagagens. Todas as compras são taxadas com 7% de imposto de transferência de bens móveis, exceto medicamentos, alimentos sem preparar e material escolar. Mesmo assim, os preços são bastante convidativos.

Embora a moeda oficial seja a balboa, os dólares norte-americanos são os mais usados devido à cotação equivalente, Shoppings como o Multiplaza e o All Brooks comercializam marcas mundiais, com a vantagem de que eletrônicos, roupas, sapatos e perfumes podem custar metade do que é cobrado no Brasil.

O esforço do governo investindo em propagandas e parcerias com companhias aéreas, como a panamenha Copa Airlines, tem trazido resultados. No ano passado, mais de 2 milhões de pessoas escolheram o país como destino. Como fonte de renda, o turismo perde apenas para o pedágio no Canal do Panamá, que chega a render US$ 8 milhões por dia.

Diversão para endinheirados

A noite do Panamá é agitada e não faltam opções para quem procura diversão. A via Espanha, no Centro, concentra a maior parte dos restaurantes e bares sofisticados da cidade. Os neons e letreiros luminosos também indicam cassinos para quem não tem medo do azar. O Veneto Wyndham Grand Hotel & Casino, por exemplo, oferece mais de 600 caça-níqueis, além de jogos tradicionais como blackjack e roleta.

O agito também é garantido no Causeway Amador. São três ilhas interligadas por via construída a partir de material retirado durante a construção do canal. Vale explorar o imenso calçadão a pé ou de bicicleta para aproveitar a bela vista da baía e se fartar em restaurantes, lojas de grife, yacht clubs e no duty free Amador.

Fique atento

Para que os gastos com compras não sejam tributados, é preciso que se limitem à quantia de US$ 500. Depois de desembarcar no Brasil, é permitido gastar mais US$ 500, com isenção de tributos, no free shop, respeitando os seguintes limites:

- 24 unidades de bebidas alcoólicas (no máximo 12 garrafas por tipo);

- 20 maços de cigarro de fabricação estrangeira;

- 25 unidades de charutos ou cigarrilhas;

- 250 g de fumo preparado para cachimbo;

- 10 unidades de artigos de toucador;

- 3 unidades de relógios, máquinas, aparelhos, equipamentos, brinquedos, jogos ou eletrônicos.




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