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Criação de porcos causa reclamação no Parque Miami

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Vizinhos se queixam de mau cheiro e de doenças que estariam relacionadas aos suínos


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

21/10/2020 | 00:01


Editado às 15h37

Moradores do Parque Miami, em Santo André, se queixam dos transtornos causados pela criação de porcos em um terreno sob linha de transmissão de energia elétrica. Segundo os vizinhos, os animais passaram a ser criados no local há cerca de três anos, mas desde o ano passado aumentaram a quantidade de bichos e os problemas causados pela presença dos suínos.

A costureira Danila Ferreira, 39 anos, mora em uma casa em que o fundo do seu quintal se aproxima do local da criação. A munícipe afirma que o cheiro que vem de lá é muito ruim e invade a sua residência, especialmente nos dias mais quentes. “Além disso, as pessoas estão tendo doenças de pele, como furúnculos, por causa da presença desses animais”, afirmou.

A dona de casa Camila de Moraes, 35, levou o filho adolescente ao médico por causa de um ferimento que não cicatrizava. O jovem é diabético. “A médica perguntou se tínhamos algum animal em casa, que aquilo ocorre quando um inseto pica o animal e depois pica o ser humano. Quando falei dos porcos ela mal pôde acreditar”, relatou.

Doenças mais graves também têm sido registradas. Na casa onde hoje mora a promotora de vendas Renata Corsi, 33, residia Leandro Gomes Martines, que faleceu em 11 de maio de 2017, aos 40 anos, vítima de febre maculosa. A doença é transmitida pela picada do carrapato-estrela, que pode ser encontrado em porcos. “Depois disso, me mudei, com medo pela minha filha, que na época tinha 1 ano. Em maio deste ano comprei a casa, mas nem fazia ideia de que os porcos ainda estavam por aqui”, relatou.

A equipe de reportagem esteve no terreno ao lado de onde os animais ficam e o cheiro de podre era bastante forte. O responsável pela área, o comerciante Roberto Bezerra de Madeira, 65, alegou que comprou o espaço de uma família que detinha a propriedade por usucapião (em termos gerais, quando a pessoa fica tanto tempo na propriedade que é considerada dona) e que as queixas “eram por inveja”. Madeira também afirmou que não existem doenças associadas aos porcos, pois ele lida com eles há anos e nunca ficou doente. “Já reclamaram disso muitas vezes, mas eu posso criar e ninguém nunca tirou um porco daqui”, afirmou. Os suínos são vendidos para consumo.

Sócio do escritório Meirelles, Almeida e Fonseca, o advogado Luiz Almeida esclarece que é possível a compra de uma área que foi transferida à alguém por usucapião, mas comentou que a documentação precisa ser avaliada, porque não é usual esse trâmite em áreas públicas.

A Prefeitura de Santo André informou que vai apurar a situação e levantar as responsabilidades para tomar as providências necessárias. “Por se tratar de um terreno particular, será apurado se a empresa fez a concessão permitindo a criação dos animais dentro daquele espaço, além de verificar qual a finalidade desta criação”, relatou em nota.

A empresa ISA CTEEP, dona da linha de transmissão que passa sobre o terreno, informou que vai enviar uma equipe para inspecionar e tomar as providências necessárias. 



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Criação de porcos causa reclamação no Parque Miami

Vizinhos se queixam de mau cheiro e de doenças que estariam relacionadas aos suínos

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

21/10/2020 | 00:01


Editado às 15h37

Moradores do Parque Miami, em Santo André, se queixam dos transtornos causados pela criação de porcos em um terreno sob linha de transmissão de energia elétrica. Segundo os vizinhos, os animais passaram a ser criados no local há cerca de três anos, mas desde o ano passado aumentaram a quantidade de bichos e os problemas causados pela presença dos suínos.

A costureira Danila Ferreira, 39 anos, mora em uma casa em que o fundo do seu quintal se aproxima do local da criação. A munícipe afirma que o cheiro que vem de lá é muito ruim e invade a sua residência, especialmente nos dias mais quentes. “Além disso, as pessoas estão tendo doenças de pele, como furúnculos, por causa da presença desses animais”, afirmou.

A dona de casa Camila de Moraes, 35, levou o filho adolescente ao médico por causa de um ferimento que não cicatrizava. O jovem é diabético. “A médica perguntou se tínhamos algum animal em casa, que aquilo ocorre quando um inseto pica o animal e depois pica o ser humano. Quando falei dos porcos ela mal pôde acreditar”, relatou.

Doenças mais graves também têm sido registradas. Na casa onde hoje mora a promotora de vendas Renata Corsi, 33, residia Leandro Gomes Martines, que faleceu em 11 de maio de 2017, aos 40 anos, vítima de febre maculosa. A doença é transmitida pela picada do carrapato-estrela, que pode ser encontrado em porcos. “Depois disso, me mudei, com medo pela minha filha, que na época tinha 1 ano. Em maio deste ano comprei a casa, mas nem fazia ideia de que os porcos ainda estavam por aqui”, relatou.

A equipe de reportagem esteve no terreno ao lado de onde os animais ficam e o cheiro de podre era bastante forte. O responsável pela área, o comerciante Roberto Bezerra de Madeira, 65, alegou que comprou o espaço de uma família que detinha a propriedade por usucapião (em termos gerais, quando a pessoa fica tanto tempo na propriedade que é considerada dona) e que as queixas “eram por inveja”. Madeira também afirmou que não existem doenças associadas aos porcos, pois ele lida com eles há anos e nunca ficou doente. “Já reclamaram disso muitas vezes, mas eu posso criar e ninguém nunca tirou um porco daqui”, afirmou. Os suínos são vendidos para consumo.

Sócio do escritório Meirelles, Almeida e Fonseca, o advogado Luiz Almeida esclarece que é possível a compra de uma área que foi transferida à alguém por usucapião, mas comentou que a documentação precisa ser avaliada, porque não é usual esse trâmite em áreas públicas.

A Prefeitura de Santo André informou que vai apurar a situação e levantar as responsabilidades para tomar as providências necessárias. “Por se tratar de um terreno particular, será apurado se a empresa fez a concessão permitindo a criação dos animais dentro daquele espaço, além de verificar qual a finalidade desta criação”, relatou em nota.

A empresa ISA CTEEP, dona da linha de transmissão que passa sobre o terreno, informou que vai enviar uma equipe para inspecionar e tomar as providências necessárias. 

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