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Grande ABC tem uma obra por dia embargada em 2020

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Falta de fiscalização das prefeituras e de profissionais responsáveis pelas intervenções resulta em acidentes, avaliam associações de engenheiros


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

26/08/2020 | 00:01


De janeiro a julho deste ano, cinco das sete prefeituras do Grande ABC – Santo André, São Bernardo, São Caetano, Mauá e Ribeirão Pires – embargaram 279 obras, média superior a de uma por dia no período. Diadema e Rio Grande da Serra não responderam até o fechamento desta edição. No último fim de semana, uma casa de três pavimentos desmoronou na Rua Topázio, no Jardim Itapark, em Mauá. A obra vinha sendo erguida há dez anos pela família, mas não tinha projeto nem alvará de construção.

A situação da residência da desempregada Luana Souza, 36 anos, não é isolada. Na mesma rua em que ocorreu o incidente, são inúmeras as construções de três ou quatro pavimentos, muito próximas umas das outras, como em todas as periferias da região.

Presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Grande ABC, Luiz Augusto Moretti afirmou que ainda há a ideia de que contratar um engenheiro para analisar o projeto é muito caro. “Para as famílias de menor poder aquisitivo, isso acaba parecendo um investimento desnecessário, mas, a longo prazo, é o que pode salvar vidas”, afirmou.

Moretti destacou que a situação de irregularidade das obras não é exclusividade de Mauá ou do Grande ABC, e que as prefeituras precisam investir recursos para ampliar a fiscalização e prestar algum tipo de apoio técnico para as famílias de baixa renda. “A associação conta com profissionais que podem atuar em uma iniciativa como essa, ou a administração pode tentar convênio com uma empresa. O fato é que alguma coisa precisa ser feita e este caso deve servir de exemplo”, completou.

Presidente da Associação dos Engenheiros e Agrônomos de Mauá, Nelson Miguel Junior afirmou que está em contato com assessores do prefeito Atila Jacomussi (PSB) para que seja estabelecida alguma parceria entre as partes. Miguel Junior destaca que Mauá é uma cidade dormitório e especula que a maioria das pessoas não tenha condições financeiras para fazer planta e projeto, mas também lembrou que nenhuma estrutura cai sem dar algum tipo de aviso.

Para o engenheiro, uma estratégia seria que estagiários de engenharia, acompanhados de profissionais, vistoriassem as edificações da cidade a fim de identificar quais delas apresentam algum risco. “É possível propor soluções para evitar o que aconteceu no sábado”, completou.

EQUIPES
Santo André conta com 15 fiscais e cinco engenheiros para acompanhar as obras da cidade. Em Mauá, são 14 profissionais no quadro, mas alguns estão afastados por integrarem grupos de risco para a Covid-19. As demais cidades não informaram o número de servidores que atuam nesta área, mas confirmaram que toda e qualquer intervenção em imóveis precisa de autorização da prefeitura e a indicação de um profissional responsável, exceto quando não houver acréscimo de área.

De janeiro a julho deste ano, foram aplicadas 352 multas (em Santo André, São Bernardo, São Caetano e Ribeirão Pires) e 465 notificações de alguma irregularidade (São Bernardo e Ribeirão Pires).  



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Grande ABC tem uma obra por dia embargada em 2020

Falta de fiscalização das prefeituras e de profissionais responsáveis pelas intervenções resulta em acidentes, avaliam associações de engenheiros

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

26/08/2020 | 00:01


De janeiro a julho deste ano, cinco das sete prefeituras do Grande ABC – Santo André, São Bernardo, São Caetano, Mauá e Ribeirão Pires – embargaram 279 obras, média superior a de uma por dia no período. Diadema e Rio Grande da Serra não responderam até o fechamento desta edição. No último fim de semana, uma casa de três pavimentos desmoronou na Rua Topázio, no Jardim Itapark, em Mauá. A obra vinha sendo erguida há dez anos pela família, mas não tinha projeto nem alvará de construção.

A situação da residência da desempregada Luana Souza, 36 anos, não é isolada. Na mesma rua em que ocorreu o incidente, são inúmeras as construções de três ou quatro pavimentos, muito próximas umas das outras, como em todas as periferias da região.

Presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Grande ABC, Luiz Augusto Moretti afirmou que ainda há a ideia de que contratar um engenheiro para analisar o projeto é muito caro. “Para as famílias de menor poder aquisitivo, isso acaba parecendo um investimento desnecessário, mas, a longo prazo, é o que pode salvar vidas”, afirmou.

Moretti destacou que a situação de irregularidade das obras não é exclusividade de Mauá ou do Grande ABC, e que as prefeituras precisam investir recursos para ampliar a fiscalização e prestar algum tipo de apoio técnico para as famílias de baixa renda. “A associação conta com profissionais que podem atuar em uma iniciativa como essa, ou a administração pode tentar convênio com uma empresa. O fato é que alguma coisa precisa ser feita e este caso deve servir de exemplo”, completou.

Presidente da Associação dos Engenheiros e Agrônomos de Mauá, Nelson Miguel Junior afirmou que está em contato com assessores do prefeito Atila Jacomussi (PSB) para que seja estabelecida alguma parceria entre as partes. Miguel Junior destaca que Mauá é uma cidade dormitório e especula que a maioria das pessoas não tenha condições financeiras para fazer planta e projeto, mas também lembrou que nenhuma estrutura cai sem dar algum tipo de aviso.

Para o engenheiro, uma estratégia seria que estagiários de engenharia, acompanhados de profissionais, vistoriassem as edificações da cidade a fim de identificar quais delas apresentam algum risco. “É possível propor soluções para evitar o que aconteceu no sábado”, completou.

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Santo André conta com 15 fiscais e cinco engenheiros para acompanhar as obras da cidade. Em Mauá, são 14 profissionais no quadro, mas alguns estão afastados por integrarem grupos de risco para a Covid-19. As demais cidades não informaram o número de servidores que atuam nesta área, mas confirmaram que toda e qualquer intervenção em imóveis precisa de autorização da prefeitura e a indicação de um profissional responsável, exceto quando não houver acréscimo de área.

De janeiro a julho deste ano, foram aplicadas 352 multas (em Santo André, São Bernardo, São Caetano e Ribeirão Pires) e 465 notificações de alguma irregularidade (São Bernardo e Ribeirão Pires).  

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