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Falta de chuva ativa alerta para queimadas e pode piorar qualidade do ar

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Vegetação seca facilita a propagação do fogo; chuva está prevista para esta semana


Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

13/08/2020 | 00:01


 A falta de chuva, comum nesta época do ano, acende alerta para queimadas, já que a vegetação seca colabora na propagação do fogo. As partículas geradas no processo somadas ao ar seco – exemplo é que ontem a umidade estava abaixo de 30%, segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) ABC – podem gerar diversos problemas de saúde à população. Na região, última chuva foi em 30 de julho, porém, não ultrapassou 2,2 milímetros, volume considerado baixo por especialistas. Para se ter ideia, no verão pode chover mais de 80 milímetros em 24 horas.

Na tarde de ontem, o Diário flagrou queimada em terreno na Avenida João Ramalho, em Mauá, e, embora as razões sejam desconhecidas, frequentadores do entorno informaram que é acontecimento comum no local. “As queimadas não acontecem por si só, elas surgem porque alguém provocou de forma criminosa ou sem intenção, como jogar a bituca de um cigarro em área com vegetação seca”, assinalou Virgílio Alcides de Farias, presidente MDV (Movimento em Defesa da Vida) e advogado especialista em meio ambiente.

Marta Marcondes, bióloga e coordenadora do Projeto IPH (Índice de Poluentes Hídricos) da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), explica que queimadas de matérias orgânicas têm como principais produtos finais o monóxido de carbono e o material particulado (cinzas). “Eles são lançados na atmosfera e são inaláveis, ou seja, nosso organismo pode absorver. No momento em que estamos, onde a atmosfera já está prejudicada, com o período de intensa estiagem, somado com estes materias, prejudica ainda mais a saúde de quem vive próximo ao local”, afirmou.

Virgílio complementa que o Grande ABC está situado em área de vale, assim, qualquer partícula poluente agrava consideravelmente a qualidade do ar. “Até poluição de Cubatão nos atinge, qualquer alteração que provoque este tipo de poeira, fumaça, particulados e até escapamento de carros contribuem para aumentar (a poluição no ar), afetando diretamente na saúde das pessoas, principalmente por causa do tempo seco”, reforçou.

Segundo artigo publicado no Jornal Brasileiro de Pneumologia, da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, a poluição pode agravar o quadro de pacientes com doenças crônicas, além de contribuir no surgimento de asma, de DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) e de câncer de pulmão.
Na avaliação de Farias, cabe ao poder público fiscalizar estas áreas e conscientizar a população em relação aos fatores que podem desencadear uma queimada, bem como seus riscos para o meio ambiente e a saúde.

Questionada sobre o flagrante da equipe de reportagem, a Prefeitura de Mauá garantiu que a Defesa Civil realiza a operação Corta Fogo, sobretudo no período de estiagem. “Neste período é comum acontecerem queimadas inesperadas, devido às pontas de cigarro, materiais que, devido ao calor, causam queimadas involuntárias”, diz a nota.

PREVISÃO
Boa notícia é que a previsão do CGE ABC indica que frente fria começará a mudar o tempo na sexta-feira, provocando aumento da nebulosidade e da chance de chuva à tarde. No fim de semana, a previsão é de céu nublado e chuva.



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Falta de chuva ativa alerta para queimadas e pode piorar qualidade do ar

Vegetação seca facilita a propagação do fogo; chuva está prevista para esta semana

Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

13/08/2020 | 00:01


 A falta de chuva, comum nesta época do ano, acende alerta para queimadas, já que a vegetação seca colabora na propagação do fogo. As partículas geradas no processo somadas ao ar seco – exemplo é que ontem a umidade estava abaixo de 30%, segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) ABC – podem gerar diversos problemas de saúde à população. Na região, última chuva foi em 30 de julho, porém, não ultrapassou 2,2 milímetros, volume considerado baixo por especialistas. Para se ter ideia, no verão pode chover mais de 80 milímetros em 24 horas.

Na tarde de ontem, o Diário flagrou queimada em terreno na Avenida João Ramalho, em Mauá, e, embora as razões sejam desconhecidas, frequentadores do entorno informaram que é acontecimento comum no local. “As queimadas não acontecem por si só, elas surgem porque alguém provocou de forma criminosa ou sem intenção, como jogar a bituca de um cigarro em área com vegetação seca”, assinalou Virgílio Alcides de Farias, presidente MDV (Movimento em Defesa da Vida) e advogado especialista em meio ambiente.

Marta Marcondes, bióloga e coordenadora do Projeto IPH (Índice de Poluentes Hídricos) da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), explica que queimadas de matérias orgânicas têm como principais produtos finais o monóxido de carbono e o material particulado (cinzas). “Eles são lançados na atmosfera e são inaláveis, ou seja, nosso organismo pode absorver. No momento em que estamos, onde a atmosfera já está prejudicada, com o período de intensa estiagem, somado com estes materias, prejudica ainda mais a saúde de quem vive próximo ao local”, afirmou.

Virgílio complementa que o Grande ABC está situado em área de vale, assim, qualquer partícula poluente agrava consideravelmente a qualidade do ar. “Até poluição de Cubatão nos atinge, qualquer alteração que provoque este tipo de poeira, fumaça, particulados e até escapamento de carros contribuem para aumentar (a poluição no ar), afetando diretamente na saúde das pessoas, principalmente por causa do tempo seco”, reforçou.

Segundo artigo publicado no Jornal Brasileiro de Pneumologia, da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, a poluição pode agravar o quadro de pacientes com doenças crônicas, além de contribuir no surgimento de asma, de DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) e de câncer de pulmão.
Na avaliação de Farias, cabe ao poder público fiscalizar estas áreas e conscientizar a população em relação aos fatores que podem desencadear uma queimada, bem como seus riscos para o meio ambiente e a saúde.

Questionada sobre o flagrante da equipe de reportagem, a Prefeitura de Mauá garantiu que a Defesa Civil realiza a operação Corta Fogo, sobretudo no período de estiagem. “Neste período é comum acontecerem queimadas inesperadas, devido às pontas de cigarro, materiais que, devido ao calor, causam queimadas involuntárias”, diz a nota.

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