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Bolsas de NY fecham sem direção única com estímulos nos EUA e tensões com a China



10/08/2020 | 17:14


As bolsas de Nova York fecharam sem direção única nesta segunda, 10, após o presidente americano, Donald Trump, assinar decretos executivos com algumas medidas de estímulos fiscais. O otimismo, contudo, foi contido pelo recrudescimento das tensões entre Estados Unidos e China.

O índice Dow Jones encerrou com ganho de 1,30%, a 27.791,44 pontos e o S&P 500 se elevou 0,27%, a 3.360,47 pontos.

Já o Nasdaq recuou 0,39%, a 10.968,36 pontos, em meio ao desempenho negativo das ações de tecnologia. O papel da Microsoft caiu 1,99%, com incertezas a respeito das negociações para a compra do TikTok, que pertence à chinesa ByteDance. O do Twitter avançou 0,81%, depois que surgiram especulações de que a empresa também estaria interessada no aplicativo.

A empresas ligadas à aviação contribuíram para manter o Dow Jones e o S&P 500 no positivo. A Administração de Segurança de Transporte (TSA, na sigla em inglês) dos EUA informou que 831.789 pessoas passaram por aeroportos ontem, nível diário mais alto desde o início da pandemia.

A informação ajudou a alimentar as perspectivas para a retomada do setor, severamente atingido pela covid-19. Com isso, a ação da Boeing saltou 5,52%, da American Airlines avançou 7,44%, da Delta ganhou 7,95% e da United Airlines disparou 9,35%.

Nas mesas de operações, repercutiu também a decisão de Trump de agir unilateralmente para implementar alívio econômico em meio à crise, após o colapso das negociações com lideranças democratas no Congresso. Entre as medidas previstas nos textos estão a extensão da moratória para inquilinos que não possam pagar aluguel e do benefício adicional para desempregados. O valor do auxílio, contudo, foi reduzido de US$ 600 para US$ 400 por semana, dos quais US$ 400 terão que ser cobertos por recursos estaduais.

O BBH argumenta que os decretos não vão ajudar a atenuar as consequências mais graves do persistente avanço do coronavírus, sobretudo por conta da falta de apoio financeiro para Estados. "Neste ponto, nenhuma nova negociação está planejada, mas continuamos a acreditar que algum tipo de acordo será eventualmente alcançado", analisa, em relatório enviado a clientes.

Pelo lado negativo, pesou sobre os ativos hoje a escalada mais recente das tensões sino-americanas. Autoridades dos EUA, entre eles o vice-presidente Mike Pence e o secretário de Estado, Mike Pompeo, criticaram a prisão do Jammy Lai, editor do jornal Apple Daily, de Hong Kong. Ele foi acusado com base na lei de segurança nacional imposta pela China, já que a publicação segue linha editorial de oposição a Pequim.



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Bolsas de NY fecham sem direção única com estímulos nos EUA e tensões com a China


10/08/2020 | 17:14


As bolsas de Nova York fecharam sem direção única nesta segunda, 10, após o presidente americano, Donald Trump, assinar decretos executivos com algumas medidas de estímulos fiscais. O otimismo, contudo, foi contido pelo recrudescimento das tensões entre Estados Unidos e China.

O índice Dow Jones encerrou com ganho de 1,30%, a 27.791,44 pontos e o S&P 500 se elevou 0,27%, a 3.360,47 pontos.

Já o Nasdaq recuou 0,39%, a 10.968,36 pontos, em meio ao desempenho negativo das ações de tecnologia. O papel da Microsoft caiu 1,99%, com incertezas a respeito das negociações para a compra do TikTok, que pertence à chinesa ByteDance. O do Twitter avançou 0,81%, depois que surgiram especulações de que a empresa também estaria interessada no aplicativo.

A empresas ligadas à aviação contribuíram para manter o Dow Jones e o S&P 500 no positivo. A Administração de Segurança de Transporte (TSA, na sigla em inglês) dos EUA informou que 831.789 pessoas passaram por aeroportos ontem, nível diário mais alto desde o início da pandemia.

A informação ajudou a alimentar as perspectivas para a retomada do setor, severamente atingido pela covid-19. Com isso, a ação da Boeing saltou 5,52%, da American Airlines avançou 7,44%, da Delta ganhou 7,95% e da United Airlines disparou 9,35%.

Nas mesas de operações, repercutiu também a decisão de Trump de agir unilateralmente para implementar alívio econômico em meio à crise, após o colapso das negociações com lideranças democratas no Congresso. Entre as medidas previstas nos textos estão a extensão da moratória para inquilinos que não possam pagar aluguel e do benefício adicional para desempregados. O valor do auxílio, contudo, foi reduzido de US$ 600 para US$ 400 por semana, dos quais US$ 400 terão que ser cobertos por recursos estaduais.

O BBH argumenta que os decretos não vão ajudar a atenuar as consequências mais graves do persistente avanço do coronavírus, sobretudo por conta da falta de apoio financeiro para Estados. "Neste ponto, nenhuma nova negociação está planejada, mas continuamos a acreditar que algum tipo de acordo será eventualmente alcançado", analisa, em relatório enviado a clientes.

Pelo lado negativo, pesou sobre os ativos hoje a escalada mais recente das tensões sino-americanas. Autoridades dos EUA, entre eles o vice-presidente Mike Pence e o secretário de Estado, Mike Pompeo, criticaram a prisão do Jammy Lai, editor do jornal Apple Daily, de Hong Kong. Ele foi acusado com base na lei de segurança nacional imposta pela China, já que a publicação segue linha editorial de oposição a Pequim.

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