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Além das rodovias


Do Diário do Grande ABC

14/07/2020 | 23:59


É assustador o dado apresentado pelo tenente-coronel Fábio Paganotto Carvalho, que acaba de assumir o comando do 1º Batalhão de Polícia Rodoviária, dando conta de que 73 das 90 toneladas de entorpecentes apreendidas entre março e junho foram flagradas por soldados da corporação. Ou seja, o tráfico de drogas em solo paulista anda pelo asfalto. O número é tão superlativo que justificou a missão do novo dirigente rodoviário, qual seja, a de combater não só a imprudência dos motoristas, mas também a criminalidade, especialmente no SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes), que corta o Grande ABC.

Bagagem e know-how para obter sucesso na empreitada Paganotto tem de sobra. Com 29 anos dedicados à Polícia Militar, atuou na Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), unidade da PM reconhecida por sua efetividade no combate ostensivo da criminalidade urbana. Com o trabalho nas rodovias, o tenente-coronel terá, aliás, oportunidade de agir para desidratar uma das principais fontes da violência nas cidades, o tráfico de drogas – que, como se depreende dos dados da própria corporação, irriga os municípios através das estradas.

Esquematizar operações destinadas a coibir o transporte de entorpecentes pelas rodovias paulistas é, certamente, avanço significativo na política de segurança pública do Estado. Tirar o foco do usuário final, o elo mais fraco da poderosíssima cadeia das drogas, redirecionando-o sobre o intermediário, o atravessador, vai ferir de morte os lucros dos grandes traficantes e produtores. Talvez nesta reorganização esteja um dos caminhos possíveis para se vencer esse inimigo vil que tanto mal causa à sociedade.

Que Paganotto obtenha sucesso na implantação deste plano capaz de, iniciando pelas estradas paulistas, especialmente as que cortam o Grande ABC, colaborar para que o Estado finalmente consiga reduzir seus índices de violência – se possível, drasticamente. O trabalho que coordena é tão abrangente que pode, inclusive, salvar vidas de quem raramente, ou até mesmo nunca, passa por uma rodovia. 



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Além das rodovias

Do Diário do Grande ABC

14/07/2020 | 23:59


É assustador o dado apresentado pelo tenente-coronel Fábio Paganotto Carvalho, que acaba de assumir o comando do 1º Batalhão de Polícia Rodoviária, dando conta de que 73 das 90 toneladas de entorpecentes apreendidas entre março e junho foram flagradas por soldados da corporação. Ou seja, o tráfico de drogas em solo paulista anda pelo asfalto. O número é tão superlativo que justificou a missão do novo dirigente rodoviário, qual seja, a de combater não só a imprudência dos motoristas, mas também a criminalidade, especialmente no SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes), que corta o Grande ABC.

Bagagem e know-how para obter sucesso na empreitada Paganotto tem de sobra. Com 29 anos dedicados à Polícia Militar, atuou na Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), unidade da PM reconhecida por sua efetividade no combate ostensivo da criminalidade urbana. Com o trabalho nas rodovias, o tenente-coronel terá, aliás, oportunidade de agir para desidratar uma das principais fontes da violência nas cidades, o tráfico de drogas – que, como se depreende dos dados da própria corporação, irriga os municípios através das estradas.

Esquematizar operações destinadas a coibir o transporte de entorpecentes pelas rodovias paulistas é, certamente, avanço significativo na política de segurança pública do Estado. Tirar o foco do usuário final, o elo mais fraco da poderosíssima cadeia das drogas, redirecionando-o sobre o intermediário, o atravessador, vai ferir de morte os lucros dos grandes traficantes e produtores. Talvez nesta reorganização esteja um dos caminhos possíveis para se vencer esse inimigo vil que tanto mal causa à sociedade.

Que Paganotto obtenha sucesso na implantação deste plano capaz de, iniciando pelas estradas paulistas, especialmente as que cortam o Grande ABC, colaborar para que o Estado finalmente consiga reduzir seus índices de violência – se possível, drasticamente. O trabalho que coordena é tão abrangente que pode, inclusive, salvar vidas de quem raramente, ou até mesmo nunca, passa por uma rodovia. 

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