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Aciscs segue sem substituir presidência de conselho interno

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Grupo responsável por fiscalizar entidade está há um ano sem comando após morte de dirigente


Junior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

12/07/2020 | 00:23


O conselho superior da Aciscs (Associação Comercial e Industrial de São Caetano), grupo interno responsável pela fiscalização da entidade, segue há um ano sem promover processo de escolha do substituto do então presidente, o ex-vereador Amaury Laselva, que morreu em junho do ano passado.

No site oficial da Aciscs, inclusive, o nome de Laselva ainda consta no topo da lista de integrantes do conselho que, curiosamente, ganhou destaque no último ano desde que vieram à tona suspeitas de irregularidades no repasse de R$ 1 milhão por parte da Prefeitura de São Caetano para custeio da campanha do Natal Iluminado de 2016.

O conselho superior da Aciscs, então presidido por Laselva, indicava a possibilidade de abrir sindicância interna para apurar apontamentos feitos pela gestão do prefeito José Auricchio Júnior (PSDB), que encontrou irregularidades no convênio – celebrado em 2016, quando a Aciscs era presidida por Walter Estevam Junior (Republicanos) – e exigiu a restituição do recurso aos cofres públicos.

Reunião do conselho para a eleição do novo presidente e para debater as denúncias chegou a ser marcada para setembro do ano passado, mas, de lá para cá, a Aciscs evitou apurar por conta própria as inconsistências nas prestações de contas do contrato apontadas pelo Palácio da Cerâmica.

Além de não investigar o caso, a Aciscs agiu para barrar a decisão da Prefeitura em exigir a devolução do montante, acionando a Justiça alegando prejuízo ao direito de defesa. Recentemente, o juiz Dagoberto Jeronimo do Nascimento, da 5ª Vara Cível de São Caetano, rejeitou pedido, na análise do mérito, para anular a sindicância realizada pela administração.

Os desdobramentos das inconsistências na prestação de contas envolveram ainda bloqueio de bens da associação e de Estevam, bem como inscrição da entidade na dívida ativa do município – medida que impede a Aciscs de celebrar qualquer convênio público, até mesmo realizar sorteios auditados pela Caixa.

Até dias atrás, a associação era presidida por Moacir Passador Junior, aliado de Walter Estevam. No início do mês, a entidade afastou o mandatário dias depois de o Diário mostrar que o dirigente utilizou cartão de crédito corporativo da Aciscs, custeado com recursos da entidade, para pagar despesas em padaria, em loja de material de construção e até cruzeiro marítimo. Passador, porém, alega que deixou o cargo por decisão própria e por motivos de saúde. O conselho superior da entidade, conforme regimento, também fica responsável por analisar esse tipo de denúncia.

Com a saída de Passador, Marcelo Beja, então vice-presidente, assumiu o posto. Ele não soube ou evitou explicar o fato de o conselho seguir sem substituir Laselva mesmo após um ano. “Eu não faço parte do conselho, que é composto por ex-presidentes (da entidade). Não sei como eles estão se reunindo, peguei a presidência recentemente.”



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Aciscs segue sem substituir presidência de conselho interno

Grupo responsável por fiscalizar entidade está há um ano sem comando após morte de dirigente

Junior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

12/07/2020 | 00:23


O conselho superior da Aciscs (Associação Comercial e Industrial de São Caetano), grupo interno responsável pela fiscalização da entidade, segue há um ano sem promover processo de escolha do substituto do então presidente, o ex-vereador Amaury Laselva, que morreu em junho do ano passado.

No site oficial da Aciscs, inclusive, o nome de Laselva ainda consta no topo da lista de integrantes do conselho que, curiosamente, ganhou destaque no último ano desde que vieram à tona suspeitas de irregularidades no repasse de R$ 1 milhão por parte da Prefeitura de São Caetano para custeio da campanha do Natal Iluminado de 2016.

O conselho superior da Aciscs, então presidido por Laselva, indicava a possibilidade de abrir sindicância interna para apurar apontamentos feitos pela gestão do prefeito José Auricchio Júnior (PSDB), que encontrou irregularidades no convênio – celebrado em 2016, quando a Aciscs era presidida por Walter Estevam Junior (Republicanos) – e exigiu a restituição do recurso aos cofres públicos.

Reunião do conselho para a eleição do novo presidente e para debater as denúncias chegou a ser marcada para setembro do ano passado, mas, de lá para cá, a Aciscs evitou apurar por conta própria as inconsistências nas prestações de contas do contrato apontadas pelo Palácio da Cerâmica.

Além de não investigar o caso, a Aciscs agiu para barrar a decisão da Prefeitura em exigir a devolução do montante, acionando a Justiça alegando prejuízo ao direito de defesa. Recentemente, o juiz Dagoberto Jeronimo do Nascimento, da 5ª Vara Cível de São Caetano, rejeitou pedido, na análise do mérito, para anular a sindicância realizada pela administração.

Os desdobramentos das inconsistências na prestação de contas envolveram ainda bloqueio de bens da associação e de Estevam, bem como inscrição da entidade na dívida ativa do município – medida que impede a Aciscs de celebrar qualquer convênio público, até mesmo realizar sorteios auditados pela Caixa.

Até dias atrás, a associação era presidida por Moacir Passador Junior, aliado de Walter Estevam. No início do mês, a entidade afastou o mandatário dias depois de o Diário mostrar que o dirigente utilizou cartão de crédito corporativo da Aciscs, custeado com recursos da entidade, para pagar despesas em padaria, em loja de material de construção e até cruzeiro marítimo. Passador, porém, alega que deixou o cargo por decisão própria e por motivos de saúde. O conselho superior da entidade, conforme regimento, também fica responsável por analisar esse tipo de denúncia.

Com a saída de Passador, Marcelo Beja, então vice-presidente, assumiu o posto. Ele não soube ou evitou explicar o fato de o conselho seguir sem substituir Laselva mesmo após um ano. “Eu não faço parte do conselho, que é composto por ex-presidentes (da entidade). Não sei como eles estão se reunindo, peguei a presidência recentemente.”

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