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Instituições buscam alternativas para driblar a crise

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Sem poder realizar eventos para reforçar orçamento, espaços usam redes sociais para seguir ajudando


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

11/07/2020 | 00:01


As instituições assistenciais do Grande ABC vivem dilema em meio à pandemia. Ao mesmo tempo em que viram minguar as doações, tanto de pessoas físicas como de empresas e os eventos presenciais, passaram a ser mais exigidas, principalmente porque são ponto de apoio para moradores de várias comunidades carentes, que buscam nestes locais alimentos e educação, entre outros serviços. O jeito foi usar a criatividade para sobreviver durante a crise sanitária.

A Instituição Assistencial e Educacional Amélia Rodrigues, localizada na Vila Guiomar, em Santo André, foi uma das entidades que precisaram se adaptar. O local atende 293 crianças e adolescentes, com idades entre 3 e 18 anos, oferecendo berçário, projetos de educação infantil, serviço de convivência e fortalecimento de vínculos, aulas de música, dança, esportes, além de projeto com gestantes. Com o isolamento físico, as atividades continuaram por meio da internet e, segundo a coordenadora pedagógica Andrea Santos, a adesão é de 80%.

Boa parte da arrecadação da Amélia Rodrigues vem de eventos como a noite da pizza, festa caipira, além de palestras e bazares. Tudo foi cancelado desde o início da pandemia, o que derrubou em 30% a receita da instituição. É com as contribuições de 50 empresas da região que o local ainda consegue atender mensalmente 245 famílias com cestas básicas, kits de higiene e limpeza. Além disso, a instituição utiliza as redes sociais para promover lives musicais e outros eventos em busca de doações.

A Casa Ronald McDonald ABC, também em Santo André, oferece hospedagem, transporte e alimentação para 23 crianças e adolescentes que realizam tratamento contra o câncer infantojuvenil na rede municipal de saúde da região. Por lá também evaporaram as receitas que vinham de eventos abertos ao público, como o bazar. “Não pudemos contar com a campanha do Mc Dia Feliz, realizada em agosto, mas que será mais para o fim do ano. Essa ação representa 35% de nossa receita”, destaca o presidente do espaço na região, Nelson Tadeu Pereira.

Para sobreviver, um dos projetos colocados em prática pela Casa Ronald McDonald é a produção de pratos produzidos voluntariamente pelo chef de cozinha andreense Arthur Sauer, com alimentos doados, que são vendidos por meio das redes sociais.

Em Mauá, a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) também passa por dificuldade para continuar atendendo os 285 beneficiários, a partir dos 7 anos, com deficiência intelectual. Além da área de educação, a entidade também oferece serviços como equipe técnica, psicólogo, terapeuta ocupacional e fisioterapeuta. As principais fontes de renda são convênios com a Prefeitura de Mauá e o Estado. Fora isso, a instituição promovia eventos como as tradicionais feijoada e galinhada.

Com a suspensão destas atividades, a Apae foi socorrida pelos próprios colaboradores e funcionários de demais empresas da região, que doaram 490 cestas básicas para a instituição ganhar fôlego e manter o atendimento, mesmo que de forma virtual. 



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Instituições buscam alternativas para driblar a crise

Sem poder realizar eventos para reforçar orçamento, espaços usam redes sociais para seguir ajudando

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

11/07/2020 | 00:01


As instituições assistenciais do Grande ABC vivem dilema em meio à pandemia. Ao mesmo tempo em que viram minguar as doações, tanto de pessoas físicas como de empresas e os eventos presenciais, passaram a ser mais exigidas, principalmente porque são ponto de apoio para moradores de várias comunidades carentes, que buscam nestes locais alimentos e educação, entre outros serviços. O jeito foi usar a criatividade para sobreviver durante a crise sanitária.

A Instituição Assistencial e Educacional Amélia Rodrigues, localizada na Vila Guiomar, em Santo André, foi uma das entidades que precisaram se adaptar. O local atende 293 crianças e adolescentes, com idades entre 3 e 18 anos, oferecendo berçário, projetos de educação infantil, serviço de convivência e fortalecimento de vínculos, aulas de música, dança, esportes, além de projeto com gestantes. Com o isolamento físico, as atividades continuaram por meio da internet e, segundo a coordenadora pedagógica Andrea Santos, a adesão é de 80%.

Boa parte da arrecadação da Amélia Rodrigues vem de eventos como a noite da pizza, festa caipira, além de palestras e bazares. Tudo foi cancelado desde o início da pandemia, o que derrubou em 30% a receita da instituição. É com as contribuições de 50 empresas da região que o local ainda consegue atender mensalmente 245 famílias com cestas básicas, kits de higiene e limpeza. Além disso, a instituição utiliza as redes sociais para promover lives musicais e outros eventos em busca de doações.

A Casa Ronald McDonald ABC, também em Santo André, oferece hospedagem, transporte e alimentação para 23 crianças e adolescentes que realizam tratamento contra o câncer infantojuvenil na rede municipal de saúde da região. Por lá também evaporaram as receitas que vinham de eventos abertos ao público, como o bazar. “Não pudemos contar com a campanha do Mc Dia Feliz, realizada em agosto, mas que será mais para o fim do ano. Essa ação representa 35% de nossa receita”, destaca o presidente do espaço na região, Nelson Tadeu Pereira.

Para sobreviver, um dos projetos colocados em prática pela Casa Ronald McDonald é a produção de pratos produzidos voluntariamente pelo chef de cozinha andreense Arthur Sauer, com alimentos doados, que são vendidos por meio das redes sociais.

Em Mauá, a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) também passa por dificuldade para continuar atendendo os 285 beneficiários, a partir dos 7 anos, com deficiência intelectual. Além da área de educação, a entidade também oferece serviços como equipe técnica, psicólogo, terapeuta ocupacional e fisioterapeuta. As principais fontes de renda são convênios com a Prefeitura de Mauá e o Estado. Fora isso, a instituição promovia eventos como as tradicionais feijoada e galinhada.

Com a suspensão destas atividades, a Apae foi socorrida pelos próprios colaboradores e funcionários de demais empresas da região, que doaram 490 cestas básicas para a instituição ganhar fôlego e manter o atendimento, mesmo que de forma virtual. 

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