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Sabesp promete reduzir perda de água para 35% em Mauá

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Empresa assumiu abastecimento na cidade e prevê investir R$ 219 milhões em 40 anos


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

19/06/2020 | 00:06


Três dias depois de ser alvo da operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) por suspeita de superfaturamento na construção de hospital de campanha, o prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), participou normalmente ontem do início das obras da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), que assumiu a distribuição de água na cidade. A estatal promete reduzir em 35% o índice de perda de água na cidade até 2022. Atualmente, o índice é de 49%, um dos maiores do Estado.

Segundo o superintendente regional da área Sul da Sabesp, Roberval Tavares de Souza, conjunto de obras e troca de redes deve levar a marca para 35% em dois anos. “A Sabesp vem para atuar em Mauá com base em três pilares: melhorar o abastecimento, regularização de ligações e redução de perdas”, destacou.
Souza detalhou que em conjunto com a equipe da Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá), empresa que até então era responsável pelo abastecimento de água, a Sabesp vai realizar monitorias em todas as adutoras da cidade, a fim de fazer série de ações preventivas para identificar pontos de vazamento e melhorar a operação da cidade em um prazo de 90 dias.

A empresa iniciou ontem a primeira intervenção, com a implantação de 500 metros de rede, interligando o bairro Vila Nova Mauá ao setor de abastecimento São Pedro. De acordo com Souza, a obra vai possibilitar o aumento na vazão de água, melhorando a qualidade do abastecimento na região. “Com mais água aqui, também haverá mais água em outros bairros e toda a cidade se beneficia”, completou. As intervenções impactam, diretamente, 6.600 moradores. Em cerca de 15 dias, serão realizadas obras nos bairros Sonia e Silvia Maria, a segunda intervenção da empresa na cidade.

A Sabesp e a Sama terão 60 dias de atuação conjunta até que a Sabesp assuma também a parte comercial e passe a emitir as faturas de pagamento. O contrato prevê que não haverá alteração na tarifa este ano e que em 2021 o valor da água será equiparado ao que é cobrado em São Paulo, Santo André e Ribeirão Pires. Também em 2021 entrará em vigor a tarifa social, com cobrança mais baixa para a população de baixa renda. Atualmente, existe uma tarifa diferenciada apenas para a água, não incidindo sobre a cobrança de esgoto.

O prefeito Atila Jacomussi afirmou que o início das obras é uma data histórica para a cidade. “A população espera por isso há 30 anos”, destacou. Atila pediu que a Sabesp realize estudos para melhorar, logo nos primeiros dias, o abastecimento em regiões onde, atualmente, a falta de água é crítica, como o Jardim Alto da Boa Vista e o Parque das Alianças. “Trocamos quase R$ 3 bilhões de dívidas por R$ 319 milhões de investimentos. A cidade, a partir do verão de 2021, já vai ser bem diferente, com água na torneira da população”, celebrou o prefeito.

A expectativa da Sabesp é a de que em 90 dias o fluxo de água para a cidade passe de 1.000 litros por segundo para 1.125. “Gradualmente vamos melhorando o abastecimento em todas as regiões, aumentando o número de ligações, combatendo as ligações clandestinas e as perdas para termos um verão bem diferente dos anteriores”, declarou o superintendente. 



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Sabesp promete reduzir perda de água para 35% em Mauá

Empresa assumiu abastecimento na cidade e prevê investir R$ 219 milhões em 40 anos

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

19/06/2020 | 00:06


Três dias depois de ser alvo da operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) por suspeita de superfaturamento na construção de hospital de campanha, o prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), participou normalmente ontem do início das obras da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), que assumiu a distribuição de água na cidade. A estatal promete reduzir em 35% o índice de perda de água na cidade até 2022. Atualmente, o índice é de 49%, um dos maiores do Estado.

Segundo o superintendente regional da área Sul da Sabesp, Roberval Tavares de Souza, conjunto de obras e troca de redes deve levar a marca para 35% em dois anos. “A Sabesp vem para atuar em Mauá com base em três pilares: melhorar o abastecimento, regularização de ligações e redução de perdas”, destacou.
Souza detalhou que em conjunto com a equipe da Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá), empresa que até então era responsável pelo abastecimento de água, a Sabesp vai realizar monitorias em todas as adutoras da cidade, a fim de fazer série de ações preventivas para identificar pontos de vazamento e melhorar a operação da cidade em um prazo de 90 dias.

A empresa iniciou ontem a primeira intervenção, com a implantação de 500 metros de rede, interligando o bairro Vila Nova Mauá ao setor de abastecimento São Pedro. De acordo com Souza, a obra vai possibilitar o aumento na vazão de água, melhorando a qualidade do abastecimento na região. “Com mais água aqui, também haverá mais água em outros bairros e toda a cidade se beneficia”, completou. As intervenções impactam, diretamente, 6.600 moradores. Em cerca de 15 dias, serão realizadas obras nos bairros Sonia e Silvia Maria, a segunda intervenção da empresa na cidade.

A Sabesp e a Sama terão 60 dias de atuação conjunta até que a Sabesp assuma também a parte comercial e passe a emitir as faturas de pagamento. O contrato prevê que não haverá alteração na tarifa este ano e que em 2021 o valor da água será equiparado ao que é cobrado em São Paulo, Santo André e Ribeirão Pires. Também em 2021 entrará em vigor a tarifa social, com cobrança mais baixa para a população de baixa renda. Atualmente, existe uma tarifa diferenciada apenas para a água, não incidindo sobre a cobrança de esgoto.

O prefeito Atila Jacomussi afirmou que o início das obras é uma data histórica para a cidade. “A população espera por isso há 30 anos”, destacou. Atila pediu que a Sabesp realize estudos para melhorar, logo nos primeiros dias, o abastecimento em regiões onde, atualmente, a falta de água é crítica, como o Jardim Alto da Boa Vista e o Parque das Alianças. “Trocamos quase R$ 3 bilhões de dívidas por R$ 319 milhões de investimentos. A cidade, a partir do verão de 2021, já vai ser bem diferente, com água na torneira da população”, celebrou o prefeito.

A expectativa da Sabesp é a de que em 90 dias o fluxo de água para a cidade passe de 1.000 litros por segundo para 1.125. “Gradualmente vamos melhorando o abastecimento em todas as regiões, aumentando o número de ligações, combatendo as ligações clandestinas e as perdas para termos um verão bem diferente dos anteriores”, declarou o superintendente. 

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