Fechar
Publicidade

Sexta-Feira, 29 de Maio

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Política

politica@dgabc.com.br | 4435-8391

A turma pode esperar


Do Diário do Grande ABC

21/05/2020 | 23:59


À manchete deste Diário, que, no dia em que comemorou 62 anos, 11 de maio de 2020, mostrava a realização de bailes funk como desafio às políticas públicas de isolamento físico no Grande ABC em tempos de pandemia, o comandante regional da Polícia Militar, coronel Renato Nery Machado, reagiu de imediato. Demonstrando sintonia com os anseios e as preocupações das autoridades sanitárias e também da sociedade das sete cidades, o oficial colocou a tropa nas ruas para tentar impedir que, no fim de semana prolongado iniciado hoje, graças à antecipação de feriados, repitam-se as aglomerações causadas nas últimas semanas pelos chamados pancadões.

Coibir o ajuntamento de pessoas, como é comum acontecer em festas deste tipo, não é, neste momento específico, questão de segurança pública, mas de saúde. Infelizmente, boa parte da população ignora os riscos de se expor à contaminação pelo novo coronavírus. Os números, entretanto, comprovam, dia a dia, os efeitos devastadores da Covid-19, nome da doença causada pelo micro-organismo. Até ontem, 452 moradores das sete cidades haviam perdido a batalha pela vida.

Assim que soube da antecipação dos feriados, mais uma tentativa dos gestores de fazer as pessoas ficarem em casa, Machado decidiu intensificar o patrulhamento nos endereços tradicionalmente escolhidos para a promoção de pancadões. O coronel sabe, pela experiência, que folgas prolongadas estimularão ainda mais as pessoas a furarem a quarentena. Melhor, portanto, precaver.

Merece destaque o modo como, segundo o comandante, os policiais devem agir para desmobilizar as aglomerações: na base da orientação e do convencimento. É o que se espera. A imensa maioria dos jovens que recorrem a bailes funk o faz por absoluta falta de alternativa de lazer. Há – não se pode negar – consumo de drogas e prostituição nestes locais, mas seria preconceito assegurar que tais comportamentos são regra e não exceção. Mas agora, todavia, é hora de ficar em casa, não de sair para se divertir com a turma. Nem nos bairros chiques nem na periferia. 



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

A turma pode esperar

Do Diário do Grande ABC

21/05/2020 | 23:59


À manchete deste Diário, que, no dia em que comemorou 62 anos, 11 de maio de 2020, mostrava a realização de bailes funk como desafio às políticas públicas de isolamento físico no Grande ABC em tempos de pandemia, o comandante regional da Polícia Militar, coronel Renato Nery Machado, reagiu de imediato. Demonstrando sintonia com os anseios e as preocupações das autoridades sanitárias e também da sociedade das sete cidades, o oficial colocou a tropa nas ruas para tentar impedir que, no fim de semana prolongado iniciado hoje, graças à antecipação de feriados, repitam-se as aglomerações causadas nas últimas semanas pelos chamados pancadões.

Coibir o ajuntamento de pessoas, como é comum acontecer em festas deste tipo, não é, neste momento específico, questão de segurança pública, mas de saúde. Infelizmente, boa parte da população ignora os riscos de se expor à contaminação pelo novo coronavírus. Os números, entretanto, comprovam, dia a dia, os efeitos devastadores da Covid-19, nome da doença causada pelo micro-organismo. Até ontem, 452 moradores das sete cidades haviam perdido a batalha pela vida.

Assim que soube da antecipação dos feriados, mais uma tentativa dos gestores de fazer as pessoas ficarem em casa, Machado decidiu intensificar o patrulhamento nos endereços tradicionalmente escolhidos para a promoção de pancadões. O coronel sabe, pela experiência, que folgas prolongadas estimularão ainda mais as pessoas a furarem a quarentena. Melhor, portanto, precaver.

Merece destaque o modo como, segundo o comandante, os policiais devem agir para desmobilizar as aglomerações: na base da orientação e do convencimento. É o que se espera. A imensa maioria dos jovens que recorrem a bailes funk o faz por absoluta falta de alternativa de lazer. Há – não se pode negar – consumo de drogas e prostituição nestes locais, mas seria preconceito assegurar que tais comportamentos são regra e não exceção. Mas agora, todavia, é hora de ficar em casa, não de sair para se divertir com a turma. Nem nos bairros chiques nem na periferia. 

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;