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Por que o plano de saúde está caro?


Do Diário do Grande ABC

18/05/2020 | 23:59


Planos de saúde estão cada vez mais caros. De acordo com a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), nos últimos três anos houve redução de 3,1 milhões de usuários. Existem motivos para a constante elevação do custo dos planos de saúde, tais como:

1 – O avanço da tecnologia: novos meios para tratar doenças, já curáveis, mas com custo maior.

2 – Avanço da idade: como os preços dos planos de saúde são divididos entre os usuários de todas as idades, automaticamente todos pagam mais.

<3 – Regulação da ANS: após mais de 20 anos da criação da lei (9.656/98) que regulamenta o setor, a mesma se tornou problema para os usuários e levou operadoras à falência. Quando a ANS obriga as operadoras a cobrir quase todo e qualquer procedimento, o preço dos planos também aumenta, bem como a impossibilidade do reajuste da mensalidade a partir dos 59 anos.

4 – Falta de planos com menos coberturas: a lei obriga os planos a ter cobertura ampla (Rol), para que as operadoras tenham produtos que absorvam todos os riscos, os seus produtos tendem a custar mais.

5 – Judicialização da saúde: os juízes permitem ao usuário ser tratado pela operadora, para depois se discutir o contrato. Findo a discussão, se a operadora for vitoriosa, a chance de recuperar os valores gastos é ínfima.

6 – ‘Vender seguro para carro batido’: se houvesse obrigação de a seguradora vender seguro para carro batido, o que aconteceria com o valor do seguros aos que ainda não bateram seus carros? Isso ocorre na saúde. Planos são obrigados a aceitar cliente e dar cobertura para qualquer doença preexistente, seja qual for o valor deste tratamento. Uma coisa é o estado ter a obrigação de atender independentemente da circunstância, outra é exigir que a empresa privada o faça.

7 – Reserva técnica: operadoras são obrigadas a manter reserva técnica em dinheiro, que não pode ser desmobilizada para melhora do atendimento e diminuição do custo. As companhias cobram mais dos clientes para constituir e manter essas reservas.

8 – ) Cheque em branco: a cada novo cliente, a operadora de saúde assina cheque em branco para cobrir todo e qualquer problema de saúde, sem limite ou fator limitador.

9 – Problema estrutural do sistema de saúde privado: operadoras não têm tido lucros exorbitantes. Existe importante problema estrutural ocorrendo no mercado nos últimos 20 anos.

Conclusão: não existe solução mágica para o tema. É preciso coragem para enfrentar os desafios do setor, para buscar soluções técnicas e de longo prazo. Cada dia mais pessoas deixam os seus planos de saúde e migram para o caótico sistema público.

Márcio Mantovani é fundador do programa de saúde e qualidade de vida Clude.


PALAVRA DO LEITOR

Mais de R$ 15 mil
Se nós, do Grande ABC, fôssemos um pouco mais observadores, pensaríamos muitas vezes antes de depositar voto – e confiança – em astutos políticos que por aqui habitam. Exemplo são vereadores de Santo André, que, em gesto de pura solidariedade – com ironia, por favor –, debatem congelamento de aumento de salários por causa do novo coronavírus (Política, dia 12). Fiquei até emocionada! O detalhe é que, com a economia em frangalhos devido às crises instaladas pela Covid-19, teremos inflação negativa, a deflação, e, portanto, sem possibilidade de reajuste salarial. Mas, como aves de rapina, tramaram para ‘adiantar’ essa situação e fazer com que pareçam ‘solidários’, quando, na verdade, escancaram a olhos vistos o quão maldosos, velhacos, são. Continuarão recebendo mais de R$ 15 mil, enquanto o povo se engalfinha em filas à espera dos R$ 600, exposto ao vírus da morte.
Nice do Carmo Veras
Mauá

Rodízio não!
Já não chega o Joãozinho Doria, agora temos também o Covas. Absurdo esse ‘prefeitinho’ de São Paulo implantar o rodízio de carros com placas pares e ímpares! Como iriam se deslocar as pessoas que trabalham em serviços essenciais e só têm um carro, como, por exemplo, profissionais da saúde, policiais, bombeiros, farmacêuticos, o pessoal de supermercados, padarias, açougues etc? Iriam trabalhar um dia sim e o outro não? Ou deixariam os carros na garagem e iriam a pé? A maioria dos carros nas ruas é por necessidade profissional ou emergência. Ninguém está tirando o veículo da garagem para passear! Essa atitude era mais para querer impor autoridade!
Fernando Augusto Ramalho
São Bernardo

Rodízio sim!
Em relação à negativa do Consórcio Intermunicipal de copiar São Paulo em relação ao rodízio de veículos na região sou contra (Setecidades, dia 12). Como o povo é embirrado e insiste em não ficar em casa, defendo que seja, sim, feito rodízio. E vou além: que seja em todos os dias e com placas diferentes para as sete cidades. Os finais de placas 1 e 2 só circulam em Santo André e Rio Grande da Serra na segunda. Na terça, 3 e 4 só circulam em São Bernardo e Ribeirão Pires. Na quarta, 5 e 6, em São Caetano. Em Diadema, 7 e 8, na quinta. Mauá fica com carros placas finais 9 e 0 na sexta. No sábado, dia de maior frequência nas ruas, ninguém usa carro. Por fim, no domingo todos podem circular, mas somente até o meio-dia. Isso até o fim da pandemia. Só assim para parar a proliferação do novo coronavírus e evitar muitas outras mortes.
Thômas Fernandes
Ribeirão Pires

Aprovo
Ao ler a missiva do meu conterrâneo iluminista, sem véus e ranços, Mário Campos (Fique em casa!, dia 17), neste prestigioso e também iluminista Diário: subscrevo.
João Paulo de Oliveira
Diadema

Juiz aposentado
Espero que profissionais do mundo jurídico e estudantes de direito leiam este depoimento. Mas a leitura, a meu ver, é útil a outras pessoas também. Em algumas ocasiões, nesta trajetória que já ultrapassou oito décadas, me senti desalentado. Que força misteriosa impediu que o jovem juiz entregasse os pontos? Que luz brilhou no meio da escuridão? Qual foi a mão que segurou sua mão quando, à face de alguns desembargadores, era considerado benevolente com bandidos? Ah, sim, me lembro. A mão do anjo, a mão de Deus, a mão que revigorou todas as forças… foi a mão de ex-preso. Esse ex-preso entregou ao jovem juiz a medalha de honra ao mérito que havia recebido na empresa onde trabalhava. ‘Doutor, esta medalha é sua. Se naquele dia em que o senhor me libertou eu tivesse continuado preso, eu hoje seria bandido. Mas o senhor confiou em mim, apostou na minha recuperação, e por este motivo a medalha é sua’.
João Baptista Herkenhoff
Vitória (ES)

Crosp
Sobre a reportagem ‘Medo entra na rotina de dentistas e pacientes’ (Setecidades, dia 12), o Crosp (Conselho Regional de Odontologia de São Paulo) esclarece que vem divulgando orientações de biossegurança dos órgãos oficiais, como Ministério da Saúde, Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo e Anvisa. As recomendações são para adiar os atendimentos eletivos, priorizando casos de urgência e emergência. É importante ressaltar que não há orientação de suspender totalmente os atendimentos. O Crosp também produziu manual de biossegurança que traz adequações técnicas para atendimento em tempos de Covid-19, com orientações para higienização e desinfecção do consultório e equipamentos, bem como utilização correta dos EPIs. A orientação para a equipe odontológica é atender com hora marcada e com intervalos maiores entre uma consulta e outra.
Conselho Regional de Odontologia de SP 



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Por que o plano de saúde está caro?

Do Diário do Grande ABC

18/05/2020 | 23:59


Planos de saúde estão cada vez mais caros. De acordo com a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), nos últimos três anos houve redução de 3,1 milhões de usuários. Existem motivos para a constante elevação do custo dos planos de saúde, tais como:

1 – O avanço da tecnologia: novos meios para tratar doenças, já curáveis, mas com custo maior.

2 – Avanço da idade: como os preços dos planos de saúde são divididos entre os usuários de todas as idades, automaticamente todos pagam mais.

<3 – Regulação da ANS: após mais de 20 anos da criação da lei (9.656/98) que regulamenta o setor, a mesma se tornou problema para os usuários e levou operadoras à falência. Quando a ANS obriga as operadoras a cobrir quase todo e qualquer procedimento, o preço dos planos também aumenta, bem como a impossibilidade do reajuste da mensalidade a partir dos 59 anos.

4 – Falta de planos com menos coberturas: a lei obriga os planos a ter cobertura ampla (Rol), para que as operadoras tenham produtos que absorvam todos os riscos, os seus produtos tendem a custar mais.

5 – Judicialização da saúde: os juízes permitem ao usuário ser tratado pela operadora, para depois se discutir o contrato. Findo a discussão, se a operadora for vitoriosa, a chance de recuperar os valores gastos é ínfima.

6 – ‘Vender seguro para carro batido’: se houvesse obrigação de a seguradora vender seguro para carro batido, o que aconteceria com o valor do seguros aos que ainda não bateram seus carros? Isso ocorre na saúde. Planos são obrigados a aceitar cliente e dar cobertura para qualquer doença preexistente, seja qual for o valor deste tratamento. Uma coisa é o estado ter a obrigação de atender independentemente da circunstância, outra é exigir que a empresa privada o faça.

7 – Reserva técnica: operadoras são obrigadas a manter reserva técnica em dinheiro, que não pode ser desmobilizada para melhora do atendimento e diminuição do custo. As companhias cobram mais dos clientes para constituir e manter essas reservas.

8 – ) Cheque em branco: a cada novo cliente, a operadora de saúde assina cheque em branco para cobrir todo e qualquer problema de saúde, sem limite ou fator limitador.

9 – Problema estrutural do sistema de saúde privado: operadoras não têm tido lucros exorbitantes. Existe importante problema estrutural ocorrendo no mercado nos últimos 20 anos.

Conclusão: não existe solução mágica para o tema. É preciso coragem para enfrentar os desafios do setor, para buscar soluções técnicas e de longo prazo. Cada dia mais pessoas deixam os seus planos de saúde e migram para o caótico sistema público.

Márcio Mantovani é fundador do programa de saúde e qualidade de vida Clude.


PALAVRA DO LEITOR

Mais de R$ 15 mil
Se nós, do Grande ABC, fôssemos um pouco mais observadores, pensaríamos muitas vezes antes de depositar voto – e confiança – em astutos políticos que por aqui habitam. Exemplo são vereadores de Santo André, que, em gesto de pura solidariedade – com ironia, por favor –, debatem congelamento de aumento de salários por causa do novo coronavírus (Política, dia 12). Fiquei até emocionada! O detalhe é que, com a economia em frangalhos devido às crises instaladas pela Covid-19, teremos inflação negativa, a deflação, e, portanto, sem possibilidade de reajuste salarial. Mas, como aves de rapina, tramaram para ‘adiantar’ essa situação e fazer com que pareçam ‘solidários’, quando, na verdade, escancaram a olhos vistos o quão maldosos, velhacos, são. Continuarão recebendo mais de R$ 15 mil, enquanto o povo se engalfinha em filas à espera dos R$ 600, exposto ao vírus da morte.
Nice do Carmo Veras
Mauá

Rodízio não!
Já não chega o Joãozinho Doria, agora temos também o Covas. Absurdo esse ‘prefeitinho’ de São Paulo implantar o rodízio de carros com placas pares e ímpares! Como iriam se deslocar as pessoas que trabalham em serviços essenciais e só têm um carro, como, por exemplo, profissionais da saúde, policiais, bombeiros, farmacêuticos, o pessoal de supermercados, padarias, açougues etc? Iriam trabalhar um dia sim e o outro não? Ou deixariam os carros na garagem e iriam a pé? A maioria dos carros nas ruas é por necessidade profissional ou emergência. Ninguém está tirando o veículo da garagem para passear! Essa atitude era mais para querer impor autoridade!
Fernando Augusto Ramalho
São Bernardo

Rodízio sim!
Em relação à negativa do Consórcio Intermunicipal de copiar São Paulo em relação ao rodízio de veículos na região sou contra (Setecidades, dia 12). Como o povo é embirrado e insiste em não ficar em casa, defendo que seja, sim, feito rodízio. E vou além: que seja em todos os dias e com placas diferentes para as sete cidades. Os finais de placas 1 e 2 só circulam em Santo André e Rio Grande da Serra na segunda. Na terça, 3 e 4 só circulam em São Bernardo e Ribeirão Pires. Na quarta, 5 e 6, em São Caetano. Em Diadema, 7 e 8, na quinta. Mauá fica com carros placas finais 9 e 0 na sexta. No sábado, dia de maior frequência nas ruas, ninguém usa carro. Por fim, no domingo todos podem circular, mas somente até o meio-dia. Isso até o fim da pandemia. Só assim para parar a proliferação do novo coronavírus e evitar muitas outras mortes.
Thômas Fernandes
Ribeirão Pires

Aprovo
Ao ler a missiva do meu conterrâneo iluminista, sem véus e ranços, Mário Campos (Fique em casa!, dia 17), neste prestigioso e também iluminista Diário: subscrevo.
João Paulo de Oliveira
Diadema

Juiz aposentado
Espero que profissionais do mundo jurídico e estudantes de direito leiam este depoimento. Mas a leitura, a meu ver, é útil a outras pessoas também. Em algumas ocasiões, nesta trajetória que já ultrapassou oito décadas, me senti desalentado. Que força misteriosa impediu que o jovem juiz entregasse os pontos? Que luz brilhou no meio da escuridão? Qual foi a mão que segurou sua mão quando, à face de alguns desembargadores, era considerado benevolente com bandidos? Ah, sim, me lembro. A mão do anjo, a mão de Deus, a mão que revigorou todas as forças… foi a mão de ex-preso. Esse ex-preso entregou ao jovem juiz a medalha de honra ao mérito que havia recebido na empresa onde trabalhava. ‘Doutor, esta medalha é sua. Se naquele dia em que o senhor me libertou eu tivesse continuado preso, eu hoje seria bandido. Mas o senhor confiou em mim, apostou na minha recuperação, e por este motivo a medalha é sua’.
João Baptista Herkenhoff
Vitória (ES)

Crosp
Sobre a reportagem ‘Medo entra na rotina de dentistas e pacientes’ (Setecidades, dia 12), o Crosp (Conselho Regional de Odontologia de São Paulo) esclarece que vem divulgando orientações de biossegurança dos órgãos oficiais, como Ministério da Saúde, Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo e Anvisa. As recomendações são para adiar os atendimentos eletivos, priorizando casos de urgência e emergência. É importante ressaltar que não há orientação de suspender totalmente os atendimentos. O Crosp também produziu manual de biossegurança que traz adequações técnicas para atendimento em tempos de Covid-19, com orientações para higienização e desinfecção do consultório e equipamentos, bem como utilização correta dos EPIs. A orientação para a equipe odontológica é atender com hora marcada e com intervalos maiores entre uma consulta e outra.
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