Educação Segunda edição do Conecta, intercâmbio gratuito da Prefeitura, selecionou 30 estudantes para viver a experiência a partir de julho
FOTO: Celso Luiz/DGABC

A segunda edição do Conecta São Bernardo selecionou 30 alunos do ensino médio da rede pública para fazer um intercâmbio gratuito de um mês em Dublin, na Irlanda. No total são 22 meninas e oito meninos, entre 15 e 17 anos, que iniciam os preparativos para aprimorar o inglês na viagem internacional, prevista para ocorrer de 3 de julho a 2 de agosto.
Os vencedores iniciaram, na última semana, os trâmites. Na segunda-feira (27), os alunos se reuniram com o prefeito Marcelo Lima (Podemos) e começaram a receber orientações sobre a preparação de documentos e a solicitação de passaportes. Todo o processo é custeado pela Prefeitura e acompanhado por uma empresa especializada.
A aluna do 3º ano do ensino médio da E.E. (Escola Estadual) Maria Nilde Mascellani (antiga João Ramalho), Emilly Victória de Almeida Baccon, 17 anos, está na expectativa para realizar seu sonho de fazer um intercâmbio. O interesse pela língua inglesa surgiu já na infância, aos 7 anos, quando assistiu a um programa de televisão britânico.
“Sempre quis aprender idiomas, principalmente inglês, que abre portas para múltiplas e grandes oportunidades. Tentei um intercâmbio pela primeira vez aos 15 anos, no 1º ano, e não passei porque não atendi aos requisitos. Isso me deixou mais perseverante nos estudos”, conta a são-bernardense, que mora na Vila São José.
“A curiosidade pelas coisas é algo que me atrai a explorar tudo que posso. Amo ler, dançar, cantar, tocar instrumentos e, além de tudo, estudar. Venho de uma família simples e minha mãe (a auxiliar de saúde bucal, Elen Cristine de Almeida Baccon, 45) trabalha bastante para que eu faça cursos. Costumo pensar que podem me tirar tudo, menos o meu estudo e meu esforço. Valorizo muito isso”, enfatiza Emilly.
As produções audiovisuais também fomentaram o aprendizado da língua inglesa no estudante do 3º ano do ensino médio da E.E. Amadeu Olivério, Murilo Maciel Botin, 17. “Sempre achei as dublagens não muito boas e assistia às séries legendadas. Aí comecei a me interessar pelo inglês, quis me aprofundar e conhecer mais. Hoje, só consigo ver legendado, tanto filmes quanto séries, inclusive no cinema”, conta o estudante, que mora no Jardim Independência.
“É o meu sonho ir para outro país. Me interesso em conhecer novas culturas. É importante sair da bolha. Porém, nunca pensei em um intercâmbio porque sempre achei fora da minha realidade. Não tenho condições de para pagar por essa experiência. Tem hora que parece um sonho. Nunca fiquei tanto tempo longe de casa também, nem viajei sem meus pais. É uma novidade enorme para mim e, claro, sinto um certo medo, mas também uma sensação muito boa de maturidade e responsabilidade. Estou muito ansioso e pronto para aproveitar cada momento”, destaca Botin.
AMADURECIMENTO
A experiência de vida e de amadurecimento que um intercâmbio traria foi um dos motivos que despertou o morador da Vila das Valsas, João Victor Dias Ribeiro, 15, que está no 1° ano do ensino médio na E.E. Adail Luiz Miller. “Desde pequeno eu sempre me interessei em aprender inglês, porém não tinha condições em pagar um curso, então iniciei aprendendo em jogos online e depois fui estudando sozinho. Minha vontade de fazer intercâmbio iniciou no começo de 2023, eu vi como seria uma experiência muito boa e que me proporcionaria diversas coisas, a melhora do meu inglês, uma cultura diferente e meu crescimento pessoal. Me esforcei para ter boas notas e conquistei essa oportunidade de realizar um grande sonho”, comemora o são-bernardense.
Gabriela Tavo da Silva, 17, está no 2º ano do ensino médio, na E.E. José Gonçalves de Andrade Figueira, e vê um intercâmbio como uma grande oportunidade que vai favorecer sua vida acadêmica. A aluna quer cursar Psicologia. “Quero fazer faculdade fora. É gratificante ver o fruto do esforço e dedicação tendo resultado. Foi muito importante essa oportunidade que o Conecta me permitiu vivenciar. Com certeza será um marco na minha trajetória”, afirma a moradora do Jardim Pinheirinho.
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