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Famílias carentes ficam sem kit alimento em S.Bernardo

Programa atende só quem está no CadÚnico; moradores já sofrem com falta de recursos


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

17/04/2020 | 00:01


O programa Merenda Solidária, da Prefeitura de São Bernardo, distribui cestas de alimentos para famílias de alunos da rede municipal. No entanto, a ajuda não está chegando a todos. São beneficiados apenas cadastrados no Bolsa Família ou inscritos no CadÚnico, banco de dados do governo federal para políticas sociais. Famílias cujos pais estão desempregados não sabem como garantir o sustento dos filhos.

Moradora do bairro Taquacetuba, na região do pós-balsa, Susileine Sousa, 37 anos, tem três filhos, de 16, 13 e 6 anos. Ela e o marido estão desempregados, mas antes da quarentena conseguiam garantir o sustento da família. “Já tive Bolsa Família, mas há uns dois anos não recebia mais. Há três semanas refiz o meu cadastro na Prefeitura e por isso ficamos de fora”, lamentou.

A região onde Susi mora não tem abastecimento de água nem coleta de esgoto. A falta da saneamento básico é apontada por especialistas como um dos fatores que podem agravar a pandemia. “Quando refiz o cadastro me informaram que daqui a três meses eu iria receber alguma coisa, só que a situação está difícil”, declarou. A moradora estava em período de experiência em trabalho, mas foi mandada embora com o fechamento do comércio.

No bairro Industrial, Cristiane Carmo de Sousa, 37, também ficou fora da distribuição de cestas. A munícipe mora com os três filhos de 14, 10 e 2 anos. Estava trabalhando de cozinheira em escola, mas foi mandada embora após a suspensão das aulas. Um dos filhos de Cristiane recebe pensão do pai, que já morreu, e por isso ela não pode pedir o auxílio emergencial de R$ 600 que o governo federal está disponibilizando. A moradora também não está no CadÚnico. “Mais da metade do que ele recebe a gente gasta com aluguel, água e luz. Enquanto estava trabalhando conseguia me manter, mas agora fica mais difícil”, declarou.

Elisângela Santana Soares, 35, mora no Jardim Petrônio. A escola dos seus filhos, que têm 11 e 6 anos, ainda não recebeu as cestas, e a demora já a deixa angustiada. Desempregada, ela só conta com R$ 269 do Bolsa Família para garantir o sustento dela e dos filhos. “Estamos esperando para ver se vamos receber”, afirmou.

Questionada, a Prefeitura informou que nesta primeira etapa, o kit  alimentação visa atender os alunos matriculados, cujo perfil da família é de alta e altíssima vulnerabilidade. 



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