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Economia brasileira e coronavírus


Do Diário do Grande ABC

20/03/2020 | 23:59


Esta não é a primeira epidemia que enfrentamos. Recentemente, em 2009, tivemos epidemia de H1N1 e, em 1974, o Estado de São Paulo enfrentou grande epidemia de meningite. A epidemia do H1N1 causou estragos, mas nossos recursos foram suficientes para enfrentá-la. Já na epidemia de meningite, o Brasil estava na ditadura militar, que a escondeu da população. Houve explosão de casos.

Estamos vivendo grande contrassenso humanitário por conta de um vírus de nome corona (Covid-19), que, ao se apresentar ao mundo como ultracontagiante, passou a aterrorizar as pessoas e todo sistema produtivo, econômico e financeiro do planeta. O coronavírus está paralisando a economia, implodindo pequenas e médias empresas porque os impostos recolhidos por elas, pelo sistema financeiro que as alimenta, pelo capital que elas produzem, não são suficientes para construir sistema de saúde que o vença na velocidade que nossas relações digitalizadas necessitam.

Sua letalidade é baixa, porém, o alto grau de disseminação fez paralisar atividades cotidianas e programadas que giram a economia, que sustentam famílias e que colocam o mundo nesta grande competição global quase colapsada, que, convenhamos, mata muito mais gente, todos os dias, do que o coronavírus. Nossos representantes, em todas as nações, deveriam estar repensando suas condutas, seus procedimentos e suas políticas públicas, internas e externas, em razão deste recado à humanidade chamado coronavírus. Será que estão?

Esta pandemia está mostrando ao mundo que a incapacidade do ser humano frente à miudeza de uma gripe alastrada se torna maior do que a grande capacidade dos gênios do poder mundial de acumular cada dia mais riquezas e poder bélico para que a história os reconheça. Será que eles serão lembrados mais do que a Covid-19?

Que possamos passar este novo dilúvio e viver mundo melhor. Como os mais velhos dizem – sim, estes mais velhos que estão sendo os mais vitimados pelo coronavírus –, que estas cicatrizes nos ensinem, nos deixem a lição de quanto somos individualmente pequenos diante do bom convívio coletivo, como somos privilegiados de estarmos vivos independentemente de condições sociais e econômicas, como devemos agir daqui para o futuro.

Eu, como empresário e político, arrisco dizer que tudo isso irá passar deixando profundas cicatrizes em nossa sociedade, em nossa economia e em nossa humanidade. Que todos os gênios do poder mundial se encolham e se curvem perante os interesses da humanidade, que a economia reaja de maneira sustentável e que as pessoas possam importar-se umas com as outras como se importam consigo mesmas.

Junior Orosco é empresário e vice-presidente do PDT de São Paulo.

PALAVRA DO LEITOR

Sem ônibus?
Absurda a ideia do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC em querer paralisar as linhas de ônibus que servem ao Grande ABC! Como as pessoas irão se locomover? Não são todas que podem fazer home office! O Consórcio pensou nesse ‘detalhe’? Várias foram as mudanças por causa do coronavírus, mas o mundo não parou! As pessoas precisam se locomover. Isso é tirar o direito de ir e vir, e cheira a inconstitucional! Este Consórcio age sempre de forma tardia na questão das enchentes e, agora, que deveria fazer análise mais pormenorizada, atropela e se precipita. Mais uma prova de que esse colegiado para nada serve!
Irênio Tavares
Mauá

Melhor destinação
Acho que chegou a hora de esses políticos, que se dizem ‘representantes e defensores’ do povo, se reunirem para aprovar e usar as verbas bilionárias destinadas a fundos de campanhas políticas em prol da construção de hospitais, escolas, creches e presídios. Porque, se houver mais uma crise de pandemia como esta do coronavírus, que está se tornando ‘pandemônio’, a população brasileira acabará morrendo pelas ruas do País. Dependendo do que os ‘nobres senhores’ decidirem, os eleitores poderão fazer análise mais profunda de quem realmente pensa nos interesses da Nação e não em seus próprios bolsos.
Sérgio Antônio Ambrósio
Mauá

Atitude
Governos estaduais e municipais tomam providências, às vezes resistidas pela população, porém, sempre objetivando o isolamento social da população como única forma de achatar em prazo menor a curva de incidência do coronavírus. Cada governo toma a direção que melhor entender, afetando também outras cidades, Estados e, às vezes, até nações, e arcam com a oposição irresponsável de alguns, e sem nenhum respaldo, às vezes estadual, outras federal. No mesmo tempo, o governo, com seus ministros técnicos, que sugerem e tomam geralmente atitudes louváveis, e parecem individualmente extremamente comprometidos com a segurança sanitária da população, realizam coletivas de imprensa, nas quais o presidente da Nação só fala em PIB (Produto Interno Bruto), problema econômico, a situação do vendedor de chá do Maracanã e que estará junto do povo, sem máscara, no Metrô e nas barcas do Rio de Janeiro. Ainda dá tempo de nosso presidente se englobar na atitude universal de resistência ao vírus, de defesa da vida, e ditar normas claras para o País.
Ruben J. Moreira
São Caetano

Informem-se! – 1
Muito bom ler, ver e ouvir a população brasileira se rebelando contra Bolsonaro, sejam celebridades ou simples ‘mortais’, e até leitores e eleitores dele. Fico animada. Alexandre Frota pede impeachment. Janaina Paschoal defende renúncia. Reale Júnior sugere exame de sanidade mental (Política, dia 17). Eleitores do ‘mito’ estão se arrependendo. Até um haitiano acabou com ele. Porém, notei que dois leitores nos últimos dias escreveram defendendo-o (Manifestação, dia 14; Picuinhas, dia 19). Estão sozinhos. Vivem outra realidade. Devem ser ‘robozinhos’. É necessário que procurem se atualizar, que tentem enxergar sem fanatismo. Bolsonaro não é capaz de governar um País como o Brasil
Suzana De Marchi
São Bernardo

Informem-se! – 2
Quando um leitor considera ‘picuinhas’ os comentários a respeito da postura do presidente (Picuinhas, dia 19), denominado Bolsonaro, acredito que seria interessante ler, reler e reler mais uma vez as reportagens sobre a situação do nosso Brasil. Como estava a economia antes do mesmo assumir o governo e como está agora? Como está o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto)? O dólar bateu R$ 5, e o Guedes cai ou não cai? Como estava e como está agora o saneamento básico do nosso País? E a saúde, está tudo ‘ok’? Referente à educação, o que aconteceu com o Enem 2019? Geração de emprego a todo vapor? A reforma da Previdência foi aprovada, cadê os resultados? E o envolvimento dos filhos do mesmo em investigações? E o Fabricio Queiroz, se nada deve, por que não aparece e esclarece seu envolvimento no caso dos pedágios da Alerj? Só não vale como respostas culpar a Covid-19.
Thiago Scarabelli Sangregorio
São Bernardo 



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Economia brasileira e coronavírus

Do Diário do Grande ABC

20/03/2020 | 23:59


Esta não é a primeira epidemia que enfrentamos. Recentemente, em 2009, tivemos epidemia de H1N1 e, em 1974, o Estado de São Paulo enfrentou grande epidemia de meningite. A epidemia do H1N1 causou estragos, mas nossos recursos foram suficientes para enfrentá-la. Já na epidemia de meningite, o Brasil estava na ditadura militar, que a escondeu da população. Houve explosão de casos.

Estamos vivendo grande contrassenso humanitário por conta de um vírus de nome corona (Covid-19), que, ao se apresentar ao mundo como ultracontagiante, passou a aterrorizar as pessoas e todo sistema produtivo, econômico e financeiro do planeta. O coronavírus está paralisando a economia, implodindo pequenas e médias empresas porque os impostos recolhidos por elas, pelo sistema financeiro que as alimenta, pelo capital que elas produzem, não são suficientes para construir sistema de saúde que o vença na velocidade que nossas relações digitalizadas necessitam.

Sua letalidade é baixa, porém, o alto grau de disseminação fez paralisar atividades cotidianas e programadas que giram a economia, que sustentam famílias e que colocam o mundo nesta grande competição global quase colapsada, que, convenhamos, mata muito mais gente, todos os dias, do que o coronavírus. Nossos representantes, em todas as nações, deveriam estar repensando suas condutas, seus procedimentos e suas políticas públicas, internas e externas, em razão deste recado à humanidade chamado coronavírus. Será que estão?

Esta pandemia está mostrando ao mundo que a incapacidade do ser humano frente à miudeza de uma gripe alastrada se torna maior do que a grande capacidade dos gênios do poder mundial de acumular cada dia mais riquezas e poder bélico para que a história os reconheça. Será que eles serão lembrados mais do que a Covid-19?

Que possamos passar este novo dilúvio e viver mundo melhor. Como os mais velhos dizem – sim, estes mais velhos que estão sendo os mais vitimados pelo coronavírus –, que estas cicatrizes nos ensinem, nos deixem a lição de quanto somos individualmente pequenos diante do bom convívio coletivo, como somos privilegiados de estarmos vivos independentemente de condições sociais e econômicas, como devemos agir daqui para o futuro.

Eu, como empresário e político, arrisco dizer que tudo isso irá passar deixando profundas cicatrizes em nossa sociedade, em nossa economia e em nossa humanidade. Que todos os gênios do poder mundial se encolham e se curvem perante os interesses da humanidade, que a economia reaja de maneira sustentável e que as pessoas possam importar-se umas com as outras como se importam consigo mesmas.

Junior Orosco é empresário e vice-presidente do PDT de São Paulo.

PALAVRA DO LEITOR

Sem ônibus?
Absurda a ideia do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC em querer paralisar as linhas de ônibus que servem ao Grande ABC! Como as pessoas irão se locomover? Não são todas que podem fazer home office! O Consórcio pensou nesse ‘detalhe’? Várias foram as mudanças por causa do coronavírus, mas o mundo não parou! As pessoas precisam se locomover. Isso é tirar o direito de ir e vir, e cheira a inconstitucional! Este Consórcio age sempre de forma tardia na questão das enchentes e, agora, que deveria fazer análise mais pormenorizada, atropela e se precipita. Mais uma prova de que esse colegiado para nada serve!
Irênio Tavares
Mauá

Melhor destinação
Acho que chegou a hora de esses políticos, que se dizem ‘representantes e defensores’ do povo, se reunirem para aprovar e usar as verbas bilionárias destinadas a fundos de campanhas políticas em prol da construção de hospitais, escolas, creches e presídios. Porque, se houver mais uma crise de pandemia como esta do coronavírus, que está se tornando ‘pandemônio’, a população brasileira acabará morrendo pelas ruas do País. Dependendo do que os ‘nobres senhores’ decidirem, os eleitores poderão fazer análise mais profunda de quem realmente pensa nos interesses da Nação e não em seus próprios bolsos.
Sérgio Antônio Ambrósio
Mauá

Atitude
Governos estaduais e municipais tomam providências, às vezes resistidas pela população, porém, sempre objetivando o isolamento social da população como única forma de achatar em prazo menor a curva de incidência do coronavírus. Cada governo toma a direção que melhor entender, afetando também outras cidades, Estados e, às vezes, até nações, e arcam com a oposição irresponsável de alguns, e sem nenhum respaldo, às vezes estadual, outras federal. No mesmo tempo, o governo, com seus ministros técnicos, que sugerem e tomam geralmente atitudes louváveis, e parecem individualmente extremamente comprometidos com a segurança sanitária da população, realizam coletivas de imprensa, nas quais o presidente da Nação só fala em PIB (Produto Interno Bruto), problema econômico, a situação do vendedor de chá do Maracanã e que estará junto do povo, sem máscara, no Metrô e nas barcas do Rio de Janeiro. Ainda dá tempo de nosso presidente se englobar na atitude universal de resistência ao vírus, de defesa da vida, e ditar normas claras para o País.
Ruben J. Moreira
São Caetano

Informem-se! – 1
Muito bom ler, ver e ouvir a população brasileira se rebelando contra Bolsonaro, sejam celebridades ou simples ‘mortais’, e até leitores e eleitores dele. Fico animada. Alexandre Frota pede impeachment. Janaina Paschoal defende renúncia. Reale Júnior sugere exame de sanidade mental (Política, dia 17). Eleitores do ‘mito’ estão se arrependendo. Até um haitiano acabou com ele. Porém, notei que dois leitores nos últimos dias escreveram defendendo-o (Manifestação, dia 14; Picuinhas, dia 19). Estão sozinhos. Vivem outra realidade. Devem ser ‘robozinhos’. É necessário que procurem se atualizar, que tentem enxergar sem fanatismo. Bolsonaro não é capaz de governar um País como o Brasil
Suzana De Marchi
São Bernardo

Informem-se! – 2
Quando um leitor considera ‘picuinhas’ os comentários a respeito da postura do presidente (Picuinhas, dia 19), denominado Bolsonaro, acredito que seria interessante ler, reler e reler mais uma vez as reportagens sobre a situação do nosso Brasil. Como estava a economia antes do mesmo assumir o governo e como está agora? Como está o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto)? O dólar bateu R$ 5, e o Guedes cai ou não cai? Como estava e como está agora o saneamento básico do nosso País? E a saúde, está tudo ‘ok’? Referente à educação, o que aconteceu com o Enem 2019? Geração de emprego a todo vapor? A reforma da Previdência foi aprovada, cadê os resultados? E o envolvimento dos filhos do mesmo em investigações? E o Fabricio Queiroz, se nada deve, por que não aparece e esclarece seu envolvimento no caso dos pedágios da Alerj? Só não vale como respostas culpar a Covid-19.
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