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A mediação no mundo empresarial


Do Diário do grande ABC

26/02/2020 | 09:05


Estima-se que a Justiça brasileira leve cerca de seis anos e dois meses para executar processos pendentes na Justiça Estadual, sendo que o número pode ser bem maior para processos federais (cerca de oito anos).

Por isso, a mediação extrajudicial é ferramenta poderosa e fundamental no mundo corporativo, especialmente no âmbito da área de recursos humanos com foco em gestão de pessoas.

A mediação, amparada na Lei 13.140, de 26 de junho de 2015, pode ser judicial ou extrajudicial, e é a atividade exercida por profissional que facilita e estimula a solução de conflitos fora dos tribunais.

Diferentemente da cultura do litígio, onde um terceiro (o juiz) impõe sua decisão sobre as partes envolvidas no processo, a mediação atua como facilitadora para que todos os envolvidos saiam satisfeitos do acordo, levando em conta não apenas as questões técnicas do problema, mas também o fator ‘humano’ envolvido no conflito.

As pessoas chegam até nós pedindo ajuda para resolver questão que se arrasta há muito tempo, influenciando na vida e na saúde mental de todos os envolvidos. Então, é preciso dar mais atenção às dores e aos sentimentos daqueles que participam do conflito.

No âmbito empresarial, são muito comuns setores internos que não conseguem trabalhar de maneira colaborativa, afetando todo o planejamento em vários segmentos. Desafetos e disputas de cargos são situações comuns que, se não forem ‘tratadas’ no tempo certo, se transformam em casos judiciais capazes de prejudicar todos os que são parte do litígio, inclusive a própria empresa.

Por meio do diálogo e ferramentas adequadas, o mediador atua como facilitador na construção de saídas para os conflitos. Imparcialidade, objetividade, sigilo e escuta ativa são alguns dos pilares que têm o poder de focar exatamente nas questões que precisam ser discutidas, sem a interferência de fatores externos que possam atuar sobre as decisões dos participantes envolvidos.

O mediador tem a capacidade de construir argumentação sedimentada no aspecto positivo do conflito, pois é o sentido que damos ao conflito que determina seu impacto. No fim, a questão não é o que ou como aconteceu, mas como foi resolvido.

Atuar na resolução extrajudicial de conflitos no âmbito empresarial é evitar que a questão acabe trazendo prejuízo ao ambiente de trabalho, com possível repercussão econômica. Optar pela Justiça restaurativa, por meio de ferramentas voltadas para as relações humanas, incentiva a cultura de paz na esfera corporativa. O mediador, nesse sentido, cria ambiente de transformação no meio em que está inserido.

Selma Nunes é jornalista e advogada da Sena Mediação – Gestão de Conflitos.

PALAVRA DO LEITOR

Mais dois
Com todas as contestações das ‘forças ocultas’, o Brasil está começando a achar o caminho da prosperidade e dar esperança ao povo brasileiro. E para completar e trilhar o caminho da ordem e do progresso bastaria simplesmente que tivéssemos mais dois ministros com o nível e a postura do general Augusto Heleno.
Sérgio Antônio Ambrósio
Mauá

Militares
Deputado Rodrigo Maia, entendo muito bem a sua preocupação com tantos militares (eu ainda acho poucos) compondo o governo do presidente Jair Messias Bolsonaro, eles são honestos, fichas limpas e não são ladrões. Você poderia dizer o mesmo da maioria dos atuais parlamentares que compõem essa legislatura e que lhe dá apoio?
Benone Augusto de Paiva
Capital

Corruptos
Vinte por cento dos empresários já entraram em contato com a corrupção (Política, dia 23). E 80% dos entrevistados mentem. Qualquer um que tem uma companhia já deve ter recebido a visita de um fiscal. O fiscal não vai para fiscalizar, mas para cobrar propina. Caso pague, ele avisa os colegas e eles cobram de novo. Não pagar é como suicídio! Eles procuram – e como a legislação no Brasil é complicadíssima –, sempre encontram alguma coisa e aplicam megamulta. Para não ter de pagar a multa, paga-se propina. Isso é a lei do Brasil, que precisa urgentemente de reforma profunda.
Serge Rene Vandevelde
São Bernardo

Em queda
Apesar das notícias vindas do Ceará – Estado no qual policiais militares protestam por reajuste salarial, trazendo caos à Capital Fortaleza e ao Estado –, os indicadores nos provam que o Brasil vem vencendo a dura guerra contra a criminalidade. Recentemente, levantamento feito por site de notícias revelou que o número de vítimas de crimes violentos caiu 19% em 2019, na comparação com o ano anterior. É queda vertiginosa, se pensarmos no tamanho do nosso País. E isso revela o acerto da política de segurança pública implementada pelo governo Jair Bolsonaro, com a significativa e valiosa contribuição do ministro da Justiça e Segurança, Sergio Moro. O recado dado aos criminosos tem sido claro: não toleramos mais a criminalidade e não mediremos esforços para que o Brasil se torne lugar seguro para os cidadãos de bem.
Turíbio Liberatto
São Caetano

Ramalhão
Excelente a campanha do Santo André até o momento no Campeonato Paulista. São sete jogos e seis vitórias, com a liderança isolada de toda a competição. Algo para ser comemorado e, ao mesmo tempo, pensado mais seriamente. Por que a diretoria não mantém times assim, competitivos, valentes, para que tenha calendário o ano todo e não somente no Paulistão? Já está mais do que provado que se o time é bom a torcida vai aos jogos, inclusive lotando, como foi contra o São Paulo e domingo, frente ao Bragantino (Esportes, dia 24). Em outras épocas, o São Caetano fazia o mesmo, nos bons tempos de Tortorello no comando da Prefeitura e que dava gigante apoio – inclusive financeiro – ao Azulão. Diretoria do Ramalhão, não permita que o time se desmanche ao fim do Paulistão, mantenha-o em atividade. Não faça como a Prefeitura da minha São Caetano, que abandonou e deixou o Azulão morrer. Nós, da torcida, continuaremos apoiando.
João Paulo Prado
São Caetano

Tudo doido!
Se na esfera federal Jair Bolsonaro apresentou quase uma dezena de projetos sem embasamento constitucional algum – e foram recusados pelo Congresso e pelo STF (Supremo Tribunal Federal) –, a Assembleia Legislativa de São Paulo chegou a aprovar, em 2019, 61 projetos de lei inconstitucionais. Lamentável! Felizmente o governador João Doria vetou todos. Será que os deputados estaduais e o presidente da República estão doidos?
Paulo Panossian
São Carlos (SP)

Salário
O governador de São Paulo, João Doria, anunciou abono de até 12,84% aos professores, o que significada que nem todos receberão o aumento anunciado (Setecidades, dia 22). Em primeiro lugar, abono não é reajuste, não é incorporado ao salário. O governador acena como grande feito, mas só quem recebe holerite com valores tão ínfimos sabe o que significa esse gesto depois de ter dedicado vida inteira à educação. Por isso a educação deveria ser valorizada, mas fala sério: pessoas bem informadas incomodam os governos, não é?
Izabel Avallone
Capital

Carnaval
Agradeço imensamente às prefeituras do Grande ABC por não permitirem desfiles de Carnaval nestes últimos anos. As cidades estão menos sujas, não houve aquelas tradicionais ‘muvucas’ desse período, barulheira infernal, trânsito parado, ruas interditadas, gente mal-educada pelas ruas, carros alegóricos malfeitos espalhados, enfim, estava tranquilo o feriado na região. Agora espero que o dinheiro que foi negado às escolas de samba com o argumento de que seria utilizado para outras áreas, prioritárias – como saúde, educação, segurança, habitação –, seja realmente empregado nessas áreas, sempre tão carentes na região. Prefeitos, provem ao povo que não fizeram Carnaval por isso, mostrem resultados. Porque, senão, a população vai acabar pensando que os senhores são avessos ao povo, a estarem junto com o povo, a se ‘misturarem’ com o povo.

Everton Roberto Ribeiro
Mauá



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A mediação no mundo empresarial

Do Diário do grande ABC

26/02/2020 | 09:05


Estima-se que a Justiça brasileira leve cerca de seis anos e dois meses para executar processos pendentes na Justiça Estadual, sendo que o número pode ser bem maior para processos federais (cerca de oito anos).

Por isso, a mediação extrajudicial é ferramenta poderosa e fundamental no mundo corporativo, especialmente no âmbito da área de recursos humanos com foco em gestão de pessoas.

A mediação, amparada na Lei 13.140, de 26 de junho de 2015, pode ser judicial ou extrajudicial, e é a atividade exercida por profissional que facilita e estimula a solução de conflitos fora dos tribunais.

Diferentemente da cultura do litígio, onde um terceiro (o juiz) impõe sua decisão sobre as partes envolvidas no processo, a mediação atua como facilitadora para que todos os envolvidos saiam satisfeitos do acordo, levando em conta não apenas as questões técnicas do problema, mas também o fator ‘humano’ envolvido no conflito.

As pessoas chegam até nós pedindo ajuda para resolver questão que se arrasta há muito tempo, influenciando na vida e na saúde mental de todos os envolvidos. Então, é preciso dar mais atenção às dores e aos sentimentos daqueles que participam do conflito.

No âmbito empresarial, são muito comuns setores internos que não conseguem trabalhar de maneira colaborativa, afetando todo o planejamento em vários segmentos. Desafetos e disputas de cargos são situações comuns que, se não forem ‘tratadas’ no tempo certo, se transformam em casos judiciais capazes de prejudicar todos os que são parte do litígio, inclusive a própria empresa.

Por meio do diálogo e ferramentas adequadas, o mediador atua como facilitador na construção de saídas para os conflitos. Imparcialidade, objetividade, sigilo e escuta ativa são alguns dos pilares que têm o poder de focar exatamente nas questões que precisam ser discutidas, sem a interferência de fatores externos que possam atuar sobre as decisões dos participantes envolvidos.

O mediador tem a capacidade de construir argumentação sedimentada no aspecto positivo do conflito, pois é o sentido que damos ao conflito que determina seu impacto. No fim, a questão não é o que ou como aconteceu, mas como foi resolvido.

Atuar na resolução extrajudicial de conflitos no âmbito empresarial é evitar que a questão acabe trazendo prejuízo ao ambiente de trabalho, com possível repercussão econômica. Optar pela Justiça restaurativa, por meio de ferramentas voltadas para as relações humanas, incentiva a cultura de paz na esfera corporativa. O mediador, nesse sentido, cria ambiente de transformação no meio em que está inserido.

Selma Nunes é jornalista e advogada da Sena Mediação – Gestão de Conflitos.

PALAVRA DO LEITOR

Mais dois
Com todas as contestações das ‘forças ocultas’, o Brasil está começando a achar o caminho da prosperidade e dar esperança ao povo brasileiro. E para completar e trilhar o caminho da ordem e do progresso bastaria simplesmente que tivéssemos mais dois ministros com o nível e a postura do general Augusto Heleno.
Sérgio Antônio Ambrósio
Mauá

Militares
Deputado Rodrigo Maia, entendo muito bem a sua preocupação com tantos militares (eu ainda acho poucos) compondo o governo do presidente Jair Messias Bolsonaro, eles são honestos, fichas limpas e não são ladrões. Você poderia dizer o mesmo da maioria dos atuais parlamentares que compõem essa legislatura e que lhe dá apoio?
Benone Augusto de Paiva
Capital

Corruptos
Vinte por cento dos empresários já entraram em contato com a corrupção (Política, dia 23). E 80% dos entrevistados mentem. Qualquer um que tem uma companhia já deve ter recebido a visita de um fiscal. O fiscal não vai para fiscalizar, mas para cobrar propina. Caso pague, ele avisa os colegas e eles cobram de novo. Não pagar é como suicídio! Eles procuram – e como a legislação no Brasil é complicadíssima –, sempre encontram alguma coisa e aplicam megamulta. Para não ter de pagar a multa, paga-se propina. Isso é a lei do Brasil, que precisa urgentemente de reforma profunda.
Serge Rene Vandevelde
São Bernardo

Em queda
Apesar das notícias vindas do Ceará – Estado no qual policiais militares protestam por reajuste salarial, trazendo caos à Capital Fortaleza e ao Estado –, os indicadores nos provam que o Brasil vem vencendo a dura guerra contra a criminalidade. Recentemente, levantamento feito por site de notícias revelou que o número de vítimas de crimes violentos caiu 19% em 2019, na comparação com o ano anterior. É queda vertiginosa, se pensarmos no tamanho do nosso País. E isso revela o acerto da política de segurança pública implementada pelo governo Jair Bolsonaro, com a significativa e valiosa contribuição do ministro da Justiça e Segurança, Sergio Moro. O recado dado aos criminosos tem sido claro: não toleramos mais a criminalidade e não mediremos esforços para que o Brasil se torne lugar seguro para os cidadãos de bem.
Turíbio Liberatto
São Caetano

Ramalhão
Excelente a campanha do Santo André até o momento no Campeonato Paulista. São sete jogos e seis vitórias, com a liderança isolada de toda a competição. Algo para ser comemorado e, ao mesmo tempo, pensado mais seriamente. Por que a diretoria não mantém times assim, competitivos, valentes, para que tenha calendário o ano todo e não somente no Paulistão? Já está mais do que provado que se o time é bom a torcida vai aos jogos, inclusive lotando, como foi contra o São Paulo e domingo, frente ao Bragantino (Esportes, dia 24). Em outras épocas, o São Caetano fazia o mesmo, nos bons tempos de Tortorello no comando da Prefeitura e que dava gigante apoio – inclusive financeiro – ao Azulão. Diretoria do Ramalhão, não permita que o time se desmanche ao fim do Paulistão, mantenha-o em atividade. Não faça como a Prefeitura da minha São Caetano, que abandonou e deixou o Azulão morrer. Nós, da torcida, continuaremos apoiando.
João Paulo Prado
São Caetano

Tudo doido!
Se na esfera federal Jair Bolsonaro apresentou quase uma dezena de projetos sem embasamento constitucional algum – e foram recusados pelo Congresso e pelo STF (Supremo Tribunal Federal) –, a Assembleia Legislativa de São Paulo chegou a aprovar, em 2019, 61 projetos de lei inconstitucionais. Lamentável! Felizmente o governador João Doria vetou todos. Será que os deputados estaduais e o presidente da República estão doidos?
Paulo Panossian
São Carlos (SP)

Salário
O governador de São Paulo, João Doria, anunciou abono de até 12,84% aos professores, o que significada que nem todos receberão o aumento anunciado (Setecidades, dia 22). Em primeiro lugar, abono não é reajuste, não é incorporado ao salário. O governador acena como grande feito, mas só quem recebe holerite com valores tão ínfimos sabe o que significa esse gesto depois de ter dedicado vida inteira à educação. Por isso a educação deveria ser valorizada, mas fala sério: pessoas bem informadas incomodam os governos, não é?
Izabel Avallone
Capital

Carnaval
Agradeço imensamente às prefeituras do Grande ABC por não permitirem desfiles de Carnaval nestes últimos anos. As cidades estão menos sujas, não houve aquelas tradicionais ‘muvucas’ desse período, barulheira infernal, trânsito parado, ruas interditadas, gente mal-educada pelas ruas, carros alegóricos malfeitos espalhados, enfim, estava tranquilo o feriado na região. Agora espero que o dinheiro que foi negado às escolas de samba com o argumento de que seria utilizado para outras áreas, prioritárias – como saúde, educação, segurança, habitação –, seja realmente empregado nessas áreas, sempre tão carentes na região. Prefeitos, provem ao povo que não fizeram Carnaval por isso, mostrem resultados. Porque, senão, a população vai acabar pensando que os senhores são avessos ao povo, a estarem junto com o povo, a se ‘misturarem’ com o povo.

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