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Jovem aguarda cadeira de rodas há dois anos em São Bernardo

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Caio Cardoso, 15 anos, tem microcefalia e usa equipamento emprestado e que está pequeno


Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

18/01/2020 | 00:01


O estudante Caio Hendrick Cardoso, 15 anos, tem microcefalia e depende da cadeira de rodas para se locomover. Paciente do Centro Especializado em Reabilitação de São Bernado, ele aguarda há pelo menos dois anos pela entrega de item sob medida encomendado pela administração. Enquanto espera, o menino faz uso de equipamento emprestado pela unidade de ensino municipal onde estudava e que já está pequena para seu tamanho.

Mãe de Caio, a estudante de serviço social Michele Fernanda Cunha Mordegani, 35, observa que não tem condições financeiras de comprar uma cadeira de rodas – custo de aproximadamente R$ 3.000 – já que tem outros dois filhos (com 10 e 13 anos) e o orçamento da família é composto basicamente pelo salário mínimo mensal (R$ 1.039) garantido à pessoa com deficiência por meio da Loas (Lei Orgânica da Assistência Social). “Sou sozinha com os três e cansei de ser demitida porque tinha de sair para levar os filhos ao médico. Por isso resolvi estudar, para melhorar a minha vida e a das crianças.”

Conforme Michele, as medidas de Caio foram tiradas há pelo menos dois anos pela Secretaria da Saúde, no entanto, desde então não houve nenhum retorno a respeito da cadeira de rodas. “Estamos usando uma cadeira que está pequena para ele e que é da escola onde ele estudava (Emeb Professora Nadia Aparecida Issa Pina, no bairro Nova Petrópolis). Assim que conseguirmos uma nova vamos devolver”, diz. 

A falta de cadeira de rodas adaptada ao seu tamanho tem trazido transtornos ao dia a dia de Caio. “Não é confortável, então ele não quer ficar na cadeira. Tenho de levá-lo no colo”, ressalta Michele. O principal problema, entretanto, tem sido observado na escola, segundo a mãe. “Ele estuda da Apae <CF51>(Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de São Caetano e lá precisa ficar na cadeira. Só que eles me relatam que ele grita, chora. A escola está querendo afastar ele.”

Por meio de nota, a Prefeitura de São Bernardo informou que a cadeira destinada ao Caio já foi encomendada e encontra-se em fabricação. “Assim que for entregue pelo fornecedor, será encaminhada imediatamente ao paciente. A administração exigirá celeridade.” A gestão Orlando Morando (PSDB) ressaltou ainda que a criança que nasce com uma deficiência necessita de uma nova cadeira de rodas a cada dois anos, com novas adaptações, devido ao crescimento.



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Jovem aguarda cadeira de rodas há dois anos em São Bernardo

Caio Cardoso, 15 anos, tem microcefalia e usa equipamento emprestado e que está pequeno

Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

18/01/2020 | 00:01


O estudante Caio Hendrick Cardoso, 15 anos, tem microcefalia e depende da cadeira de rodas para se locomover. Paciente do Centro Especializado em Reabilitação de São Bernado, ele aguarda há pelo menos dois anos pela entrega de item sob medida encomendado pela administração. Enquanto espera, o menino faz uso de equipamento emprestado pela unidade de ensino municipal onde estudava e que já está pequena para seu tamanho.

Mãe de Caio, a estudante de serviço social Michele Fernanda Cunha Mordegani, 35, observa que não tem condições financeiras de comprar uma cadeira de rodas – custo de aproximadamente R$ 3.000 – já que tem outros dois filhos (com 10 e 13 anos) e o orçamento da família é composto basicamente pelo salário mínimo mensal (R$ 1.039) garantido à pessoa com deficiência por meio da Loas (Lei Orgânica da Assistência Social). “Sou sozinha com os três e cansei de ser demitida porque tinha de sair para levar os filhos ao médico. Por isso resolvi estudar, para melhorar a minha vida e a das crianças.”

Conforme Michele, as medidas de Caio foram tiradas há pelo menos dois anos pela Secretaria da Saúde, no entanto, desde então não houve nenhum retorno a respeito da cadeira de rodas. “Estamos usando uma cadeira que está pequena para ele e que é da escola onde ele estudava (Emeb Professora Nadia Aparecida Issa Pina, no bairro Nova Petrópolis). Assim que conseguirmos uma nova vamos devolver”, diz. 

A falta de cadeira de rodas adaptada ao seu tamanho tem trazido transtornos ao dia a dia de Caio. “Não é confortável, então ele não quer ficar na cadeira. Tenho de levá-lo no colo”, ressalta Michele. O principal problema, entretanto, tem sido observado na escola, segundo a mãe. “Ele estuda da Apae <CF51>(Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de São Caetano e lá precisa ficar na cadeira. Só que eles me relatam que ele grita, chora. A escola está querendo afastar ele.”

Por meio de nota, a Prefeitura de São Bernardo informou que a cadeira destinada ao Caio já foi encomendada e encontra-se em fabricação. “Assim que for entregue pelo fornecedor, será encaminhada imediatamente ao paciente. A administração exigirá celeridade.” A gestão Orlando Morando (PSDB) ressaltou ainda que a criança que nasce com uma deficiência necessita de uma nova cadeira de rodas a cada dois anos, com novas adaptações, devido ao crescimento.

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