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Morte de GCM será usada para reavaliar procedimentos

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Corporação de Sto.André utilizará episódio para rever práticas; guarda-civil foi sepultado ontem


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

18/01/2020 | 00:01


O caso trágico da morte do GCM (Guarda-Civil Municipal) Benedito Manoel da Silva, 56 anos, na madrugada do dia 15, horas depois de ser agredido por um jovem no Parque Prefeito Celso Daniel, em Santo André, onde trabalhava, será utilizado em curso de aperfeiçoamento da corporação. Conforme o GCM da classe especial, Rogério Durante, o intuito é reavaliar a situação e, com isso, se necessário, tratá-lo como estudo de caso para aprimoramento das abordagens. 

Silva trabalhava havia 33 anos na GCM de Santo André e estava prestes a se aposentar. Na tarde de quarta-feira, ele atendeu reclamação de uma mãe que estava com o filho no playground do parque e solicitou ao casal de jovens que usava narguilé (espécie de cachimbo de água utilizado para fumar tabaco aromatizado) que interrompesse o procedimento. O GCM se dirigiu até Giovani Aquiles Atallah Rodrigues, 22 anos, que estava com a namorada em um dos bancos do parque, no entanto, o jovem se negou a deixar de fazer uso do equipamento. Quando o agente público se abaixou para pegar o narguilé, foi agredido com socos no peito e, momentos depois, passou mal. Ele chegou a ser socorrido, teve três paradas cardíacas, e não resistiu.

Professor do CAP (Curso de Aperfeiçoamento Profissional) da GCM andreense, Durante destaca que, apesar de Silva ter seguido orientações, é natural que a corporação revise as situações de destaque durante a formação periódica. “Sempre reavaliamos os casos que aconteceram durante o ano, os modelos de abordagem que foram utilizados e fazemos possíveis alterações”, comenta. A capacitação dos guardas é realizada anualmente – são sete dias de curso, somando 80 horas de carga horária, sendo 40 horas de conteúdo à distância e 40 horas de atividades presenciais.

DESPEDIDA - Sob garoa forte e o tempo nublado, o corpo de Silva foi sepultado na manhã de ontem no Cemitério do Curuçá, em Santo André. Familiares, amigos e pelo menos 40 guardas-civis acompanharam a cerimônia de despedida. “Era um profissional muito dedicado e tinha uma bagagem repleta de histórias. Efetuou prisões e socorreu colegas em operações”, destaca Durante.

Ao som de orações, guardas municipais carregaram o caixão de Silva até o mausoléu da própria GCM. Ele, que estava prestes a se aposentar, deixa três filhos do primeiro casamento.

Vice-prefeito de Santo André, Luiz Zacarias (PTB) acompanhou o velório e destacou que “é preciso tomar cuidado com tudo. (Silva) Era um profissional passando a orientação que ele foi instruído”. Zacarias ainda observa que “a cada dia estamos perdendo mais o amor ao próximo”.

O caso foi registrado como resistência e lesão corporal seguida de morte. Inquérito policial segue em andamento. A polícia aguarda resultado de laudo do IML (Instituto Médico-Legal).



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Morte de GCM será usada para reavaliar procedimentos

Corporação de Sto.André utilizará episódio para rever práticas; guarda-civil foi sepultado ontem

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

18/01/2020 | 00:01


O caso trágico da morte do GCM (Guarda-Civil Municipal) Benedito Manoel da Silva, 56 anos, na madrugada do dia 15, horas depois de ser agredido por um jovem no Parque Prefeito Celso Daniel, em Santo André, onde trabalhava, será utilizado em curso de aperfeiçoamento da corporação. Conforme o GCM da classe especial, Rogério Durante, o intuito é reavaliar a situação e, com isso, se necessário, tratá-lo como estudo de caso para aprimoramento das abordagens. 

Silva trabalhava havia 33 anos na GCM de Santo André e estava prestes a se aposentar. Na tarde de quarta-feira, ele atendeu reclamação de uma mãe que estava com o filho no playground do parque e solicitou ao casal de jovens que usava narguilé (espécie de cachimbo de água utilizado para fumar tabaco aromatizado) que interrompesse o procedimento. O GCM se dirigiu até Giovani Aquiles Atallah Rodrigues, 22 anos, que estava com a namorada em um dos bancos do parque, no entanto, o jovem se negou a deixar de fazer uso do equipamento. Quando o agente público se abaixou para pegar o narguilé, foi agredido com socos no peito e, momentos depois, passou mal. Ele chegou a ser socorrido, teve três paradas cardíacas, e não resistiu.

Professor do CAP (Curso de Aperfeiçoamento Profissional) da GCM andreense, Durante destaca que, apesar de Silva ter seguido orientações, é natural que a corporação revise as situações de destaque durante a formação periódica. “Sempre reavaliamos os casos que aconteceram durante o ano, os modelos de abordagem que foram utilizados e fazemos possíveis alterações”, comenta. A capacitação dos guardas é realizada anualmente – são sete dias de curso, somando 80 horas de carga horária, sendo 40 horas de conteúdo à distância e 40 horas de atividades presenciais.

DESPEDIDA - Sob garoa forte e o tempo nublado, o corpo de Silva foi sepultado na manhã de ontem no Cemitério do Curuçá, em Santo André. Familiares, amigos e pelo menos 40 guardas-civis acompanharam a cerimônia de despedida. “Era um profissional muito dedicado e tinha uma bagagem repleta de histórias. Efetuou prisões e socorreu colegas em operações”, destaca Durante.

Ao som de orações, guardas municipais carregaram o caixão de Silva até o mausoléu da própria GCM. Ele, que estava prestes a se aposentar, deixa três filhos do primeiro casamento.

Vice-prefeito de Santo André, Luiz Zacarias (PTB) acompanhou o velório e destacou que “é preciso tomar cuidado com tudo. (Silva) Era um profissional passando a orientação que ele foi instruído”. Zacarias ainda observa que “a cada dia estamos perdendo mais o amor ao próximo”.

O caso foi registrado como resistência e lesão corporal seguida de morte. Inquérito policial segue em andamento. A polícia aguarda resultado de laudo do IML (Instituto Médico-Legal).

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