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Juros curtos fecham com viés de queda com novo corte da Selic no radar



13/12/2019 | 18:51


As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) encerraram a sessão regular nesta sexta-feira, 13, com viés de baixa nos vencimentos mais curtos e viés de alta nos mais longos. O desempenho corrobora o comportamento pós-Copom de considerar um novo corte da Selic no ano que vem. "O mercado está reprecificando nos contratos mais curtos a possibilidade de um novo corte. A chances estão em torno de 50%", diz o gestor dos fundos multimercado macro da XP Asset, Bruno Marques. Nos contratos de vencimento mais distante, pesaram a alta do dólar e, ainda que de forma indireta, a incerteza sobre o andamento de uma solução para a guerra comercial entre Estados Unidos e China.

O DI com vencimento em janeiro de 2020 fechou com taxa de 4,40%, mesma taxa no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2021 fechou na mínima, a 4,51% ante 4,54% no ajuste de ontem. O vencimento de 2023 encerrou a 5,72% ante 5,75% do ajuste anterior. O DI para janeiro de 2025 fechou a 6,36% ante 6,34% no ajuste da quinta-feira. O DI para janeiro de 2027 encerrou a 6,70% ante 6,68% no ajuste de ontem.

Na sessão estendida, o movimento de alta das taxas acentuou-se nos contratos mais longos. O DI para janeiro de 2027 fechou a estendida a 6,73%, máxima, ante 6,68% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2025 encerrou a sessão estendida a 6,39% ante 6,34% no ajuste da quinta-feira.

De forma geral, a semana foi de reação positiva do mercado a indicadores econômicos domésticos recentes, na avaliação da economista-chefe da Arx Investimentos, Solange Srour. "O mercado tem reagido positivamente a indicadores domésticos melhores, como a Pesquisa Mensal de Serviços que veio melhor que o esperado", disse Solange. "A cena externa tem trazido muita volatilidade. Do lado positivo, está a possibilidade de o Brexit finalmente se concretizar, depois da eleição no Reino Unido. Os adiamentos da saída do Reino Unido da União Europeia só aumentam a incerteza", diz Solange.

A semana que vem tem mais indicadores importantes para o mercado - como pesquisas de confiança da Fundação Getulio Vargas e, principalmente, o IPCA-15 de dezembro - e também duas comunicações muito esperadas. Na terça-feira, será distribuída a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e o Relatório Trimestral de Inflação (RTI). "O mercado vai procurar explicações do Banco Central sobre por que as projeções para inflação constantes no comunicado do Copom na última quarta-feira vieram tão 'tranquilos'", diz a economista. O gestor dos fundos multimercado macro da XP concorda e reforça que o mercado "quer entender os números do Banco Central" que vieram diferentes do esperado. "Nossa opinião é que o BC revisou para baixo a projeção da inflação de administrados", disse Marques.



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Juros curtos fecham com viés de queda com novo corte da Selic no radar


13/12/2019 | 18:51


As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) encerraram a sessão regular nesta sexta-feira, 13, com viés de baixa nos vencimentos mais curtos e viés de alta nos mais longos. O desempenho corrobora o comportamento pós-Copom de considerar um novo corte da Selic no ano que vem. "O mercado está reprecificando nos contratos mais curtos a possibilidade de um novo corte. A chances estão em torno de 50%", diz o gestor dos fundos multimercado macro da XP Asset, Bruno Marques. Nos contratos de vencimento mais distante, pesaram a alta do dólar e, ainda que de forma indireta, a incerteza sobre o andamento de uma solução para a guerra comercial entre Estados Unidos e China.

O DI com vencimento em janeiro de 2020 fechou com taxa de 4,40%, mesma taxa no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2021 fechou na mínima, a 4,51% ante 4,54% no ajuste de ontem. O vencimento de 2023 encerrou a 5,72% ante 5,75% do ajuste anterior. O DI para janeiro de 2025 fechou a 6,36% ante 6,34% no ajuste da quinta-feira. O DI para janeiro de 2027 encerrou a 6,70% ante 6,68% no ajuste de ontem.

Na sessão estendida, o movimento de alta das taxas acentuou-se nos contratos mais longos. O DI para janeiro de 2027 fechou a estendida a 6,73%, máxima, ante 6,68% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2025 encerrou a sessão estendida a 6,39% ante 6,34% no ajuste da quinta-feira.

De forma geral, a semana foi de reação positiva do mercado a indicadores econômicos domésticos recentes, na avaliação da economista-chefe da Arx Investimentos, Solange Srour. "O mercado tem reagido positivamente a indicadores domésticos melhores, como a Pesquisa Mensal de Serviços que veio melhor que o esperado", disse Solange. "A cena externa tem trazido muita volatilidade. Do lado positivo, está a possibilidade de o Brexit finalmente se concretizar, depois da eleição no Reino Unido. Os adiamentos da saída do Reino Unido da União Europeia só aumentam a incerteza", diz Solange.

A semana que vem tem mais indicadores importantes para o mercado - como pesquisas de confiança da Fundação Getulio Vargas e, principalmente, o IPCA-15 de dezembro - e também duas comunicações muito esperadas. Na terça-feira, será distribuída a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e o Relatório Trimestral de Inflação (RTI). "O mercado vai procurar explicações do Banco Central sobre por que as projeções para inflação constantes no comunicado do Copom na última quarta-feira vieram tão 'tranquilos'", diz a economista. O gestor dos fundos multimercado macro da XP concorda e reforça que o mercado "quer entender os números do Banco Central" que vieram diferentes do esperado. "Nossa opinião é que o BC revisou para baixo a projeção da inflação de administrados", disse Marques.

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