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Funcionários de escola são agredidos em Mauá


Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

13/11/2019 | 21:19


Pelo menos seis funcionários da EE (Escola Estadual) Professora Maria Expedita Silva, no Jardim Canadá, em Mauá, foram agredidos pela mãe de uma aluna. O caso ocorreu por volta das 14h40 de ontem e boletim de ocorrência foi registrado hoje no 3º DP da cidade.

Segundo relatos, Eliana de Oliveira Marianno, de 46 anos, foi buscar a filha, estudante do 7º ano do ensino fundamental, na instituição na tarde de ontem. Porém, a aluna se recusou a ir embora com a responsável, alegando que ela já tinha tido um “momento de fúria” no dia anterior, o que fez com que a menina passasse a noite na casa da tia. Neste momento, a direção decidiu levá-la a um local seguro dentro da escola.

Porém, enquanto aguardava, a mãe entrou na escola e, quando funcionários foram impedi-la, ela iniciou as agressões. Segundo Nádia Calaça, professora da instituição e conselheira da subsede de Mauá da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), o objetivo era proteger cerca de 240 crianças que estavam no intervalo, já que a mulher apresentava sinais de agressividade.

Mesmo com a tentativa de diálogo entre as partes, Eliana seguiu dando socos, pontapés e arrancando tufos de cabelo de docentes. Quando ela finalmente desistiu e foi embora, a PM (Polícia Militar) foi acionada, assim como o Conselho Tutelar. “A polícia autorizou a saída da menina com a tia mas nós, como educadores, jamais poderíamos permitir que a jovem fosse levada numa situação dessas sem a presença do Conselho Tutelar”, afirmou Nádia.

No entanto, o órgão chegou ao local apenas por volta das 18h e, antes, foram a casa de Eliana, onde ela não foi localizada. Depois de tomar ciência da situação, a estudante foi autorizada a deixar a escola com a tia. A equipe do Diário questionou o Conselho Tutelar de Mauá, porém, não obteve resposta até o momento.

André Sapanos, coordenador da subsede de Mauá da Apeoesp, destacou que é na escola que muitos dos problemas sociais se evidenciam. “A desvalorização da figura do professor e dos demais profissionais da educação, assim como a guerra que os governos têm feito contra todos os funcionários públicos, fez crescer os índices de todos as formas de violência no espaço escolar”, disse, apontando que o Estado não investe em segurança e em programas que promovam a cultura de paz nas escolas e respectivas comunidades.

Questionada, a Secretaria da Educação do Estado confirmou e lamentou o ocorrido em nota. “Um supervisor foi enviado à escola para acompanhar a situação. A regional está prestando todo o apoio necessário à equipe escolar e à estudante”, adicionou o comunicado.

A reportagem não conseguiu contato com a acusada. 



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Funcionários de escola são agredidos em Mauá

Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

13/11/2019 | 21:19


Pelo menos seis funcionários da EE (Escola Estadual) Professora Maria Expedita Silva, no Jardim Canadá, em Mauá, foram agredidos pela mãe de uma aluna. O caso ocorreu por volta das 14h40 de ontem e boletim de ocorrência foi registrado hoje no 3º DP da cidade.

Segundo relatos, Eliana de Oliveira Marianno, de 46 anos, foi buscar a filha, estudante do 7º ano do ensino fundamental, na instituição na tarde de ontem. Porém, a aluna se recusou a ir embora com a responsável, alegando que ela já tinha tido um “momento de fúria” no dia anterior, o que fez com que a menina passasse a noite na casa da tia. Neste momento, a direção decidiu levá-la a um local seguro dentro da escola.

Porém, enquanto aguardava, a mãe entrou na escola e, quando funcionários foram impedi-la, ela iniciou as agressões. Segundo Nádia Calaça, professora da instituição e conselheira da subsede de Mauá da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), o objetivo era proteger cerca de 240 crianças que estavam no intervalo, já que a mulher apresentava sinais de agressividade.

Mesmo com a tentativa de diálogo entre as partes, Eliana seguiu dando socos, pontapés e arrancando tufos de cabelo de docentes. Quando ela finalmente desistiu e foi embora, a PM (Polícia Militar) foi acionada, assim como o Conselho Tutelar. “A polícia autorizou a saída da menina com a tia mas nós, como educadores, jamais poderíamos permitir que a jovem fosse levada numa situação dessas sem a presença do Conselho Tutelar”, afirmou Nádia.

No entanto, o órgão chegou ao local apenas por volta das 18h e, antes, foram a casa de Eliana, onde ela não foi localizada. Depois de tomar ciência da situação, a estudante foi autorizada a deixar a escola com a tia. A equipe do Diário questionou o Conselho Tutelar de Mauá, porém, não obteve resposta até o momento.

André Sapanos, coordenador da subsede de Mauá da Apeoesp, destacou que é na escola que muitos dos problemas sociais se evidenciam. “A desvalorização da figura do professor e dos demais profissionais da educação, assim como a guerra que os governos têm feito contra todos os funcionários públicos, fez crescer os índices de todos as formas de violência no espaço escolar”, disse, apontando que o Estado não investe em segurança e em programas que promovam a cultura de paz nas escolas e respectivas comunidades.

Questionada, a Secretaria da Educação do Estado confirmou e lamentou o ocorrido em nota. “Um supervisor foi enviado à escola para acompanhar a situação. A regional está prestando todo o apoio necessário à equipe escolar e à estudante”, adicionou o comunicado.

A reportagem não conseguiu contato com a acusada. 

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