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Fofao terá a grande chance em Sydney


Do Diário do Grande ABC

28/05/2000 | 16:02


Aos 30 anos, Hélia Rogério dos Santos, a Fofao, vai ter a grande chance de sua carreira na Olimpíada de Sydney, quando, pela primeira vez, vai ser a levantadora titular da seleçao brasileira de vôlei feminino. Depois de sete anos e duas olimpíadas na reserva de Fernanda Venturini - que abandonou a seleçao há três anos -, a jogadora garante estar treinando como nunca para enfrentar esse novo desafio.

"É diferente das olimpíadas anteriores; você se prepara melhor porque sabe que tem de estar no auge", conta. Fofao lembra que conversou com Fernanda quando esta decidiu deixar a seleçao. "Ela me deu a maior força, pois como trabalhamos juntas durante tanto tempo, há uma confiança." Com Fofao, a seleçao muda um pouco de estilo, aumentando o número de jogadas pelo meio-de-rede. "A Fernanda preferia fintar mais e levantar na ponta, eu uso mais a velocidade", explica.

O estilo da jogadora foi contruído após anos observando outros levantadores, principalmente o seu ídolo Maurício. "Como jogamos no mesmo time, às vezes ainda fico na beira da quadra olhando a facilidade que ele tem para levantar." Ex-levantador da seleçao brasileira masculina, o atual técnico do feminino Bernardinho também é responsável por aprimorar o jogo de Fofao. "Ele exige muito das levantadoras", afirma. O treinador, por exemplo, assiste aos vídeos de partidas em separado com as levantadoras. Destas sessoes, surgem instruçoes sobre como aproveitar os pontos fracos dos adversários.

Fofao lembra que, em sua posiçao, é preciso conhecer muito bem as outras jogadoras para conseguir um entrosamento perfeito. "Algumas precisam receber uma outra bola quando erram, enquanto outras têm de ser poupadas durante um tempo", exemplifica. Para executar essa tarefa, é preciso que a levantadora seja equilibrada. "Sou fria durante o jogo porque, assim, ajudo mais o time." Com tanta segurança, é difícil imaginar que Fofao virou levantadora por acaso.

Ela começou a carreira como atacante, mas, quando tinha 19 anos, teve de quebrar um galho no Pao de Açucar, porque as jogadoras da posiçao nao podiam atuar. "Na primeira partida que levantei, foi tao estranho que em um jogada cheguei a segurar a bola", recorda rindo.

Essa primeira experiência nao agradou a Fofao, mas hoje ela nao se arrepende da mudança. "Nunca chegaria tao longe como atacante porque sou baixa", afirma ela, que tem 1,73 metro de altura. O sucesso da jogadora deve-se, em parte, ao técnico José Roberto Guimaraes, que passou a treiná-la para levantar.

Depois de um ano, ela assumiu de vez a posiçao de titular no Pao de Açúcar. Mais um ano e Fofao era convocada para a seleçao brasileira.

Quando Ana Richa deixou a seleçao, o nome da jogadora passou constar na lista de todos os técnicos que estiveram na seleçao. E, agora, ela finalmente vai ter a oportunidade de ser titular.



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