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Atirador da Cokeluxe é identificado


Renata Gonçalez
Do Diário do Grande ABC

15/02/2005 | 14:49


A Polícia Civil identificou Divanil Donizete da Silva, 28 anos, como o autor dos disparos que mataram o empresário Marcelo da Silva Codonho, 25 anos, e o segurança Jefferson da Silva, 38, na madrugada de domingo, em frente à danceteria Cokeluxe, de propriedade do pai de Marcelo, no Centro de Mauá. A denúncia foi recebida pelo delegado Américo dos Santos Neto, titular da Delegacia Sede da cidade, por pessoas que afirmaram conhecer o acusado. A polícia decretou a prisão preventiva de Divanil, mas até segunda-feira à noite não o havia localizado. Segundo a polícia, o homem já cumpriu pena por roubo e homicídio cometidos em São Bernardo. A polícia quer tentar identificar também o motorista que dirigia o carro com o qual o atirador fugiu.

Três pessoas que testemunharam o duplo homicídio ocorrido na casa noturna foram convocadas às pressas para fazer o reconhecimento do criminoso, por meio de uma foto conseguida pela equipe de investigação do 1º Distrito Policial de Mauá com a família do acusado. "Elas não tiveram dúvidas e confirmaram na mesma hora que foi mesmo Divanil quem disparou a arma", disse o chefe dos investigadores, Agamenon Francisco Gonçalves de Jesus.   Ele foi um dos policiais que, na segunda-feira de madrugada, foi à casa onde o acusado mora com a família, no Jardim Anchieta, em Mauá. "A mãe disse que ele (Divanil) não estava, mas negou que o filho tenha cometido o crime. Ela queria inclusive impedir o acesso da polícia ao interior da casa", falou o investigador.

Mesmo sem encontrar o acusado e o Siena prata no qual o atirador fugiu da Cokeluxe, os investigadores fizeram uma busca por toda a casa. Em uma garagem trancada à chave, eles encontraram carga de mercadorias novas com selo das Casas Bahia, entre as quais: 393 aparelhos celulares, 45 relógios de pulso, dez aparelhos de DVDs, um monitor de microcomputador e seis toca-CDs automotivos, além de um revólver calibre 38. "É muito provável que o material seja resultado de roubo ou receptação. A investigação agora vai tentar localizar de qual loja os aparelhos podem ter sido retirados", afirmou o delegado Américo dos Santos Neto.

Vingança – As mesmas pessoas que denunciaram à polícia o autor dos disparos em frente à danceteria Cokeluxe também ajudaram a esclarecer, em parte, a motivação dos crimes. Segundo o titular da Delegacia Sede de Mauá, a briga teve início porque um rapaz teria passado a mão em uma garota no momento em que dançavam uma coreografia de funk. O grupo que acompanhava a garota viu a cena e partiu para cima do rapaz para agredi-lo. Em seguida, os amigos do agredido entraram na briga.

Testemunhas contaram ao delegado Américo dos Santos Neto que o segurança Jefferson da Silva teria "se excedido" no ato de expulsar os envolvidos na briga. A mesma declaração foi dada no domingo ao Diário pelo pai de Marcelo da Silva Codonho, o empresário Mauro Codonho, permissionário da Cokeluxe – cujo prédio onde funciona pertence ao Clube Atlético Industrial de Mauá.

A polícia acredita que tenha sido o próprio Divanil quem ameaçou voltar à casa noturna para matar o segurança Jefferson da Silva, após a expulsão. Promessa que cumpriu por volta de 3h, quando reapareceu armado com revólver calibre 38 para fazer diversos disparos contra a bilheteria. Ele fugiu em seguida, entrando num Siena prata cujas placas estavam dobradas, para impedir a identificação.

Três tiros atingiram Marcelo, que morreu na hora. Jefferson recebeu dez disparos, e chegou a ser socorrido no Hospital Municipal Radamés Nardini, mas não resistiu e também morreu. Os tiros atingiram outras duas vítimas, que sofreram apenas ferimentos de raspão.



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