Fechar
Publicidade

Segunda-Feira, 14 de Outubro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Economia

soraiapedrozo@dgabc.com.br | 4435-8057

IIF: Incerteza prevalece em mercado de 'repo', mas liquidez de BCs tranquiliza



21/09/2019 | 13:31


Ao passo em que a incerteza ainda prevalece nos mercados de empréstimos interbancários de curtíssimo prazo, conhecidos em inglês como repo, a liquidez de bancos centrais ainda abundante ajuda a mitigar preocupações mais amplas sobre potenciais transbordamentos e liquidez no mercado secundário, avalia o Instituto de Finanças Internacionais (IIF).

"O estresse elevado nos mercados de financiamento dos EUA às vésperas da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) na última quarta-feira foi um lembrete oportuno de como as coisas podem amargar abruptamente nos mercados repo", escreve a entidade em relatório distribuído neste sábado.

O IIF aponta que, com dealers de bônus menos "dispostos e capazes" de agir como "fazedores de mercado e amortecedores de choques" na era pós-crise - implicando níveis mais baixos de liquidez no mercado - o aperto de financiamento sem precedentes desta semana levou o Fed (Federal Reserve) a intervir para conter a disparada dos custos de financiamento em mercados overnight pela primeira vez desde 2008.

Assim como outros formuladores de análises fizeram ao longo da semana, o IIF coloca como "prováveis cúmplices" da liquidez espremida a data-limite para pagamentos de impostos corporativos nos EUA para setembro e os esforços do Tesouro dos EUA para recompor reservas de caixa por meio da emissão de dívida de curto prazo, além dos "fatores subjacentes" do crescimento do déficit orçamentário americano e o enxugamento do balanço de ativos do Fed.

"A decisão do Fed de cortar a taxa dos Fed funds em mais 25 pontos-base pela segunda reunião seguida também tenha ajudado a aliviar a ansiedade dos mercados", escreve o IIF. "Olhando para frente, as projeções do gráfico de pontos do Fed sugerem que não haverá nenhum outro corte das taxas em 2019 e 2020."

Segundo a entidade, a redução promovida na última quarta-feira "fez pouco" para enfraquecer o dólar, "dada a força relativa da economia dos EUA em comparação com seus pares, o diferencial ainda convincente de taxa de juros e a tintura hawkish sobre o comentário do Fed".



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

IIF: Incerteza prevalece em mercado de 'repo', mas liquidez de BCs tranquiliza


21/09/2019 | 13:31


Ao passo em que a incerteza ainda prevalece nos mercados de empréstimos interbancários de curtíssimo prazo, conhecidos em inglês como repo, a liquidez de bancos centrais ainda abundante ajuda a mitigar preocupações mais amplas sobre potenciais transbordamentos e liquidez no mercado secundário, avalia o Instituto de Finanças Internacionais (IIF).

"O estresse elevado nos mercados de financiamento dos EUA às vésperas da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) na última quarta-feira foi um lembrete oportuno de como as coisas podem amargar abruptamente nos mercados repo", escreve a entidade em relatório distribuído neste sábado.

O IIF aponta que, com dealers de bônus menos "dispostos e capazes" de agir como "fazedores de mercado e amortecedores de choques" na era pós-crise - implicando níveis mais baixos de liquidez no mercado - o aperto de financiamento sem precedentes desta semana levou o Fed (Federal Reserve) a intervir para conter a disparada dos custos de financiamento em mercados overnight pela primeira vez desde 2008.

Assim como outros formuladores de análises fizeram ao longo da semana, o IIF coloca como "prováveis cúmplices" da liquidez espremida a data-limite para pagamentos de impostos corporativos nos EUA para setembro e os esforços do Tesouro dos EUA para recompor reservas de caixa por meio da emissão de dívida de curto prazo, além dos "fatores subjacentes" do crescimento do déficit orçamentário americano e o enxugamento do balanço de ativos do Fed.

"A decisão do Fed de cortar a taxa dos Fed funds em mais 25 pontos-base pela segunda reunião seguida também tenha ajudado a aliviar a ansiedade dos mercados", escreve o IIF. "Olhando para frente, as projeções do gráfico de pontos do Fed sugerem que não haverá nenhum outro corte das taxas em 2019 e 2020."

Segundo a entidade, a redução promovida na última quarta-feira "fez pouco" para enfraquecer o dólar, "dada a força relativa da economia dos EUA em comparação com seus pares, o diferencial ainda convincente de taxa de juros e a tintura hawkish sobre o comentário do Fed".

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;