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Dólar fecha em alta e volta para nível de R$ 4,10 após reunião do Fed nos EUA



18/09/2019 | 18:20


A reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que cortou os juros, mas sem consenso de todos os dirigentes, e as declarações do presidente da instituição, Jerome Powell, que não se comprometeu com mais reduções de juros pela frente, fortaleceram o dólar no mercado financeiro internacional e o reflexo aqui foi imediato. A moeda americana acelerou a alta e chegou a ser cotada a R$ 4,11 na máxima do dia, logo após a reunião. Em seguida, a valorização perdeu um pouco de força, mas a moeda acabou encerrando em alta de 0,65%, a R$ 4,1036.

As projeções dos dirigentes do Fed apontaram para mais um corte de juros este ano, mas não mostram novos recuos em 2020. Na entrevista à imprensa, Powell disse que o Fed é "dependente de indicadores" e que, se a economia americana diminuir o fôlego, cortes mais agressivos podem ser apropriados.

O economista do TD Bank, James Marple, avalia que o fato de a decisão de cortes de juros não ter sido por unanimidade sinaliza o "elevado nível de incerteza" sobre a visão do Fed para a economia americana. Dois dirigentes defenderam manutenção da taxa de juros, enquanto outro queria um corte maior, de 0,50 ponto. A maioria optou por uma diminuição de 0,25 ponto. Por aqui, o Banco Central cortou a taxa em 0,50 ponto, para 5,5% ao ano.

Para o economista do Canadian Imperial Bank of Commerce (CIBC), Avery Shenfeld, o Fed fez um "corte de juros hawkish", ou seja, sem sinalizar movimentos mais duradouros pela frente e ainda com votos dissidentes. Já a declaração de Powell de que pode antecipar o aumento do balanço da instituição é um indício de que um novo programa de compras de ativos está a caminho, expectativa que vem crescendo em meio aos problemas de liquidez no mercado de títulos de curto prazo dos EUA.

Para os estrategistas do banco Credit Suisse, o Fed cortou juros, mas o conjunto de informações ficou aquém do que o mercado esperava, por isso o fortalecimento do dólar. "A reunião mostrou um Fed dividido, não convencido de que cortes adicionais são necessários", escrevem em relatório na tarde desta quarta-feira. Com isso, o dólar subiu forte ante divisas fortes, sobretudo o euro, e operou misto ante emergentes, caindo ante divisas como Rússia, África do Sul e Colômbia, e subindo no México.



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Dólar fecha em alta e volta para nível de R$ 4,10 após reunião do Fed nos EUA


18/09/2019 | 18:20


A reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que cortou os juros, mas sem consenso de todos os dirigentes, e as declarações do presidente da instituição, Jerome Powell, que não se comprometeu com mais reduções de juros pela frente, fortaleceram o dólar no mercado financeiro internacional e o reflexo aqui foi imediato. A moeda americana acelerou a alta e chegou a ser cotada a R$ 4,11 na máxima do dia, logo após a reunião. Em seguida, a valorização perdeu um pouco de força, mas a moeda acabou encerrando em alta de 0,65%, a R$ 4,1036.

As projeções dos dirigentes do Fed apontaram para mais um corte de juros este ano, mas não mostram novos recuos em 2020. Na entrevista à imprensa, Powell disse que o Fed é "dependente de indicadores" e que, se a economia americana diminuir o fôlego, cortes mais agressivos podem ser apropriados.

O economista do TD Bank, James Marple, avalia que o fato de a decisão de cortes de juros não ter sido por unanimidade sinaliza o "elevado nível de incerteza" sobre a visão do Fed para a economia americana. Dois dirigentes defenderam manutenção da taxa de juros, enquanto outro queria um corte maior, de 0,50 ponto. A maioria optou por uma diminuição de 0,25 ponto. Por aqui, o Banco Central cortou a taxa em 0,50 ponto, para 5,5% ao ano.

Para o economista do Canadian Imperial Bank of Commerce (CIBC), Avery Shenfeld, o Fed fez um "corte de juros hawkish", ou seja, sem sinalizar movimentos mais duradouros pela frente e ainda com votos dissidentes. Já a declaração de Powell de que pode antecipar o aumento do balanço da instituição é um indício de que um novo programa de compras de ativos está a caminho, expectativa que vem crescendo em meio aos problemas de liquidez no mercado de títulos de curto prazo dos EUA.

Para os estrategistas do banco Credit Suisse, o Fed cortou juros, mas o conjunto de informações ficou aquém do que o mercado esperava, por isso o fortalecimento do dólar. "A reunião mostrou um Fed dividido, não convencido de que cortes adicionais são necessários", escrevem em relatório na tarde desta quarta-feira. Com isso, o dólar subiu forte ante divisas fortes, sobretudo o euro, e operou misto ante emergentes, caindo ante divisas como Rússia, África do Sul e Colômbia, e subindo no México.

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